LeMMINGs VII: 5 GHz, 50 mas e-MERLIN observations of a statistically complete sample of nearby AGN

Este estudo apresenta imagens de rádio de 5 GHz com alta resolução do survey LeMMINGs, revelando que núcleos galácticos ativos de baixa luminosidade, frequentemente manifestados como jatos compactos em galáxias de tipo precoce, são a principal forma de atividade de buracos negros no Universo local, com até 30% da população galáctica abrigando tais núcleos.

D. R. A. Williams-Baldwin (Jodrell Bank Centre for Astrophysics, School of Physics and Astronomy, The University of Manchester, Manchester, M13 9PL, UK), R. D. Baldi (INAF - Istituto di Radioastronomia, Via P. Gobetti 101, I-40129 Bologna, Italy), R. J. Beswick (Jodrell Bank Centre for Astrophysics, School of Physics and Astronomy, The University of Manchester, Manchester, M13 9PL, UK), I. M. McHardy (School of Physics and Astronomy, University of Southampton, Southampton, SO17 1BJ, UK), E. Carver (School of Physics and Astronomy, University of Southampton, Southampton, SO17 1BJ, UK), J. Clifford (School of Physics and Astronomy, University of Southampton, Southampton, SO17 1BJ, UK), B. T. Dullo (Department of Physical Sciences, Embry-Riddle Aeronautical University, Daytona Beach, FL 32114, USA), N. Kill (School of Physics and Astronomy, University of Southampton, Southampton, SO17 1BJ, UK), B. Krishnamoorthi (School of Physics and Astronomy, University of Southampton, Southampton, SO17 1BJ, UK), I. M. Mutie (Department of Astronomy and Space Science, Technical University of Kenya, P.O Box 52428 - 00200, Nairobi, Kenya, Jodrell Bank Centre for Astrophysics, School of Physics and Astronomy, The University of Manchester, Manchester, M13 9PL, UK), O. Woodcock (Jodrell Bank Centre for Astrophysics, School of Physics and Astronomy, The University of Manchester, Manchester, M13 9PL, UK), M. K. Argo (Jeremiah Horrocks Institute, School of Engineering and Computing, University of Lancashire, Preston PR1 2HE, UK), P. Boorman (Cahill Center for Astrophysics, California Institute of Technology, 1216 East California Boulevard, Pasadena, CA 91125, USA), E. Brinks (Centre for Astrophysics Research, University of Hertfordshire, College Lane, Hatfield, AL10 9AB, UK), D. M. Fenech (SKAO, Jodrell Bank, Lower Withington, Macclesfield, SK11 9FT, UK), J. H. Knapen (Instituto de Astrofísica de Canarias, Vía Láctea S/N, E-38205 La Laguna, Spain, Departamento de Astrofísica, Universidad de La Laguna, E-38206 La Laguna, Spain), S. Mathur (Astronomy Department, The Ohio State University, Columbus, OH, 43210, USA, Center for Astronomy and Astro-particle Physics, The Ohio State University, Columbus, OH 43210, USA, Eureka Scientific, 2452 DELMER ST STE 100, Oakland, CA, 94602, USA), J. Moldon (Instituto de Astrofísica de Andalucía), T. W. B. Muxlow (Jodrell Bank Centre for Astrophysics, School of Physics and Astronomy, The University of Manchester, Manchester, M13 9PL, UK), M. Pahari (Department of Physics, Indian Institute of Technology, Hyderabad 502285, India), N. H. Wrigley (Jodrell Bank Centre for Astrophysics, School of Physics and Astronomy, The University of Manchester, Manchester, M13 9PL, UK), A. Alberdi (Instituto de Astrofísica de Andalucía), W. Baan (Xinjiang Astronomical Observatory, Chinese Academy of Sciences, Urumqi 830011, China, Netherlands Institute for Radio Astronomy), A. Beri (Indian Institute of Science Education and Research, School of Physics and Astronomy, University of Southampton, Southampton, SO17 1BJ, UK, Indian Institute of Astrophysics, Koramangala II Block, Bangalore 560034, India), X. Cheng (Korea Astronomy and Space Science Institute, 776 Daedeok-daero, Yuseong-gu, Daejeon 34055, Korea), D. A. Green (Astrophysics Group, Cavendish Laboratory, J. J. Thomson Avenue, Cambridge CB3 0HE, UK), J. Healy (United Kingdom SKA Regional Centre, Jodrell Bank Centre for Astrophysics, School of Physics and Astronomy, The University of Manchester, Manchester, M13 9PL, UK), P. Kharb (National Centre for Radio Astrophysics), E. Körding (Department of Astrophysics/IMAPP, Radboud University, P.O. Box 9010, 6500GL Nijmegen, The Netherlands), G. Lucatelli (Jodrell Bank Centre for Astrophysics, School of Physics and Astronomy, The University of Manchester, Manchester, M13 9PL, UK), F. Panessa (INAF - Istituto di Astrofisica e Planetologia Spaziali, via Fosso del Cavaliere 100, I-00133 Roma, Italy), M. Puig-Subirà (Instituto de Astrofísica de Andalucía), C. Romero-Cañizales (Institute of Astronomy and Astrophysics, Academia Sinica, 11F of AS/NTU Astronomy-Mathematics Building, No.1, Sec. 4, Roosevelt Rd, Taipei 106319, Taiwan), D. J. Saikia (Fakultät für Physik, Universität Bielefeld, Postfach 100131, D-33501 Bielefeld, Germany, Assam Don Bosco University, Guwahati 781017, Assam, India), P. Saikia (Center for Astro, Particle and Planetary Physics, Department of Astronomy, Yale University, PO Box 208101, New Haven, CT 06520-8101, USA), F. Shankar (School of Physics and Astronomy, University of Southampton, Southampton, SO17 1BJ, UK), S. Sharma (Department of Physics, Indian Institute of Technology, Hyderabad 502285, India), I. R. Stevens (School of Physics and Astronomy, University of Birmingham, Edgbaston, Birmingham B15 2TT, UK), E. Varenius (Jodrell Bank Centre for Astrophysics, School of Physics and Astronomy, The University of Manchester, Manchester, M13 9PL, UK)

Publicado Tue, 10 Ma
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O "LeMMINGs VII": Um Raio-X de Alta Definição dos Corações das Galáxias

Imagine que o nosso Universo local é uma grande cidade cheia de casas (galáxias). Durante anos, os astrônomos sabiam que muitas dessas casas tinham um "motor" secreto no centro: um buraco negro supermassivo. Mas, na maioria das vezes, esses motores estavam "em marcha lenta", quase silenciosos, e muito difíceis de ouvir ou ver com os nossos telescópios comuns.

Este novo estudo, chamado LeMMINGs VII, é como se a equipe de astrônomos tivesse decidido trocar os óculos de grau fraco por um par de óculos de visão noturna de altíssima tecnologia para dar uma olhada mais de perto nesses motores.

Aqui está o que eles descobriram, explicado de forma simples:

1. A Missão: De 1,5 GHz para 5 GHz (A Mudança de Lente)

Antes, os cientistas observaram 280 galáxias próximas usando uma frequência de rádio chamada 1,5 GHz. Era como olhar para a cidade de longe: você via a luz geral, mas não conseguia distinguir se era uma lâmpada acesa no centro da casa ou apenas o brilho refletido nas janelas.

Neste novo estudo, eles usaram uma frequência mais alta (5 GHz) e um telescópio muito mais poderoso (e-MERLIN).

  • A Analogia: Se a observação anterior era como tirar uma foto de um carro a 100 metros de distância (você vê o carro todo, mas não o motor), esta nova observação é como estar colado no capô do carro, olhando diretamente para o motor. A resolução é 4 vezes melhor!

2. O Que Eles Viram? (O "Motor" vs. O "Trânsito")

Com essa nova visão nítida, eles conseguiram separar o que é o "motor" do buraco negro do que é apenas "trânsito" (estrelas nascendo ou gás ao redor).

  • O Resultado: Eles encontraram sinais de atividade nuclear em 68 das 280 galáxias (cerca de 24%).
  • A Grande Descoberta: A maioria desses sinais vinha de galáxias "ativas" (como os tipos Seyfert e LINER), que são como casas com o motor ligado. Mas, o mais interessante é que eles também encontraram sinais fracos em galáxias que pareciam "mortas" ou inativas.
  • A Lição: Parece que muitos buracos negros estão lá, apenas "dormindo" ou funcionando em baixa potência, emitindo jatos de rádio que só aparecem quando olhamos com a lente certa.

3. O Mistério dos "Jatos" (Jetted Galaxies)

Algumas galáxias têm jatos de energia saindo do centro, como foguetes.

  • O Efeito da Lente: Na observação antiga (1,5 GHz), parecia que quase 40% das galáxias tinham esses jatos longos e espalhados. Na nova observação (5 GHz), esse número caiu para 22%.
  • Por que? Porque a nova lente é tão boa que ela "corta" o que está longe. Ela resolve (separa) o núcleo do buraco negro dos jatos longos. Muitas vezes, o que parecia ser um jato gigante era apenas um borrão de luz que, ao ser focado, se revelou ser apenas o núcleo brilhante. É como ver um farol de nevoeiro: de longe parece uma grande mancha branca; de perto, você vê que é apenas uma luz pontual brilhante.

4. Quem tem o Motor? (O Tipo da Casa Importa)

O estudo mostrou que o tipo de galáxia faz toda a diferença:

  • Galáxias "Velhas" (Elípticas e Lenticulares): São como casas de tijolo antigo. Elas têm uma taxa muito alta de ter buracos negros ativos (cerca de 45%).
  • Galáxias "Jovens" (Espirais e Irregulares): São como casas modernas com muita vegetação. Elas têm uma taxa muito menor de buracos negros detectáveis (cerca de 17%). Muitas vezes, o que brilha nelas não é o buraco negro, mas sim o nascimento de novas estrelas (como uma fábrica de estrelas).

5. Conclusão: O Universo está "Acordando"

A mensagem principal deste trabalho é que os buracos negros de baixa luminosidade (LLAGN) são os mais comuns no Universo local. Eles são como o "zumbido" de fundo da cidade.

Antes, pensávamos que apenas as galáxias "gritantes" (muito brilhantes) tinham buracos negros ativos. Agora, sabemos que cerca de 30% de todas as galáxias próximas têm um buraco negro no centro emitindo algum sinal de rádio, mas precisamos de telescópios super sensíveis e de alta resolução para ouvi-los.

Resumo em uma frase:
Os astrônomos usaram um telescópio de "alta definição" para descobrir que a maioria das galáxias vizinhas tem um buraco negro no centro, mas a maioria deles está apenas "sussurrando" em vez de "gritar", e só conseguimos ouvir esse sussurro se tivermos os ouvidos (e as lentes) certos.