Towards a Goal-Centric Assessment of Requirements Engineering Methods for Privacy by Design

Este artigo propõe uma abordagem centrada em objetivos para avaliar métodos de engenharia de requisitos voltados à Privacidade desde a Concepção (PbD), sugerindo que a adequação desses métodos deve ser medida com base nas metas organizacionais em vez de apenas nas características do processo.

Oleksandr Kosenkov, Ehsan Zabardast, Jannik Fischbach, Tony Gorschek, Daniel Mendez

Publicado Wed, 11 Ma
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Imagine que você é o dono de uma grande fábrica de brinquedos (o seu software) e, de repente, o governo diz: "A partir de agora, vocês precisam garantir que nenhum brinquedo perca a identidade das crianças que brincam com ele, e tudo isso tem que ser planejado desde o desenho do molde, não apenas depois de pronto". Essa é a ideia do GDPR (uma lei europeia de proteção de dados) e do conceito de Privacidade desde o Design (PbD).

O problema é que, na prática, as empresas estão tentando seguir essa regra de um jeito meio "gambiarra" (improvisado), sem um manual claro de qual ferramenta usar.

Este artigo é como um grupo de especialistas (engenheiros e advogados) decidindo criar um manual de avaliação para ajudar essas empresas a escolherem a melhor ferramenta.

Aqui está a explicação simplificada, usando analogias do dia a dia:

1. O Problema: "Estamos tentando montar um quebra-cabeça sem a caixa de referência"

Atualmente, existem muitas ferramentas e métodos para tentar garantir a privacidade no software. Mas as empresas não sabem qual escolher. É como se você tivesse 50 tipos diferentes de martelos e chaves de fenda, mas ninguém te dissesse qual é o melhor para pendurar um quadro ou montar um móvel.

As avaliações antigas olhavam apenas para como o processo era feito (ex: "você tem reuniões semanais?"). O artigo diz que isso não basta. O que importa é para que você está fazendo aquilo.

2. A Solução Proposta: "Avalie pelo Objetivo, não pela Ferramenta"

Os autores propõem uma mudança de mentalidade: em vez de perguntar "Como você faz?", pergunte "Qual é o seu objetivo?".

Eles criaram uma abordagem chamada Avaliação Centrada em Objetivos.

  • A Analogia: Imagine que você quer viajar de São Paulo ao Rio.
    • A avaliação antiga perguntaria: "Você tem um carro vermelho? Você tem um GPS?" (Características do processo).
    • A nova abordagem pergunta: "Qual é o seu objetivo? Você quer chegar rápido? Você quer gastar pouco? Você quer viajar com conforto?" (Objetivos da organização).

Depois de definir o objetivo, você escolhe a ferramenta (carro, ônibus, avião) que melhor atende a ele.

3. Como eles chegaram a essa conclusão? (A Pesquisa)

Eles fizeram três coisas principais:

  1. Leram tudo: Revisaram centenas de estudos acadêmicos para ver o que já existia.
  2. Conversaram com profissionais: Entrevistaram engenheiros de software, advogados e gestores de segurança.
  3. Validaram a ideia: Mostraram o novo "manual" para esses profissionais para ver se fazia sentido na vida real.

4. O Que Eles Descobriram? (Os 5 Pilares e 11 Objetivos)

Eles descobriram que, para ter sucesso, os métodos precisam ter 5 características principais (como os ingredientes de uma boa receita):

  1. Entender a Lei: Saber o que a lei diz (não adianta tentar cozinhar sem saber o que é sal).
  2. Rastreabilidade: Conseguir ligar cada regra de privacidade a uma parte do software (como ter um mapa que mostra onde cada ingrediente foi usado).
  3. Separar o que é e o que não é regra: Saber o que é obrigatório por lei e o que é apenas preferência da empresa.
  4. Transparência: Todos (advogados, programadores, gestores) precisam entender o que está sendo feito.
  5. Flexibilidade: Se a lei mudar amanhã, o sistema precisa poder se adaptar sem quebrar tudo.

Além disso, eles identificaram 11 objetivos principais que as empresas querem alcançar, como:

  • "Quero que todos entendam a regra."
  • "Quero poder tomar decisões rápidas."
  • "Quero estar pronto para auditorias."
  • "Quero proteger o negócio de riscos financeiros."

5. O Resultado: Um "Menu" Personalizável

O artigo apresenta um esboço de um novo sistema de avaliação (como um menu de restaurante).

  • Como funciona: A empresa olha para o "menu" de objetivos (ex: "Preciso focar em transparência e em reduzir riscos").
  • Personalização: Ela escolhe apenas as perguntas e métricas que se aplicam aos seus objetivos.
  • Avaliação: Depois, ela verifica se o método que está usando atende a esses objetivos específicos.

6. O Veredito dos Profissionais

Quando mostraram essa ideia para os profissionais:

  • Eles acharam a ideia muito útil (90% a 100% das partes do método foram consideradas boas).
  • Acharam que é viável de aplicar, embora algumas partes (como "falar a mesma língua entre advogados e programadores") sejam difíceis de medir.

Conclusão Simples

Este artigo diz: "Parem de tentar encaixar todas as empresas em um único modelo de processo rígido. Em vez disso, olhem para o objetivo que a empresa quer atingir (seja segurança, seja rapidez, seja economia) e avaliem se a ferramenta de privacidade ajuda a chegar lá."

É como parar de vender apenas "martelos" e começar a vender "soluções para pendurar quadros", permitindo que cada cliente escolha a melhor ferramenta para o seu quadro específico. O artigo é um convite para a comunidade de tecnologia e direito refinarem essa nova forma de pensar.