Exploring Students perceptions of their learning experience and self efficacy in physics online class with project based learning

Este estudo fenomenológico investigou as percepções de dez estudantes sobre suas experiências de aprendizagem e autoeficácia em um curso de física online baseado em projetos, identificando quatro temas principais que oferecem insights valiosos para educadores sobre como adaptar essa metodologia a diferentes características pessoais dos alunos.

Autores originais: Mutmainna, Edi Istiyono, Haryanto, Beta Wulan Febriana

Publicado 2026-02-17
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Imagine que a sala de aula tradicional é como um cinema: você senta, o professor passa o filme (a aula) e você apenas assiste. Agora, imagine a Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL) como se fosse um jogo de RPG (Role-Playing Game) ou uma missão de detetive. Você não é apenas um espectador; você é o herói que precisa resolver um mistério, construir algo ou salvar o dia, usando o que aprendeu.

Este estudo é como um diário de bordo de 10 estudantes de física que jogaram esse "jogo" por dois anos, mas com um detalhe importante: tudo aconteceu online (na internet). Os pesquisadores queriam saber: Como esses alunos se sentiram? Eles confiaram em si mesmos? O que foi difícil e o que foi divertido?

Aqui está a explicação do estudo, traduzida para uma linguagem simples e cheia de analogias:

1. O Cenário: Um Caminhão de Mudanças Online

Os alunos estavam estudando para serem professores de física. Em vez de apenas ouvir aulas teóricas, eles tiveram que criar planos de aula, experimentos e materiais didáticos para escolas reais. Tudo isso foi feito através de telas (Zoom, Google Classroom), sem se verem pessoalmente.

2. Os Personagens: Cada Um com sua "Personalidade de Jogo"

O estudo descobriu que a personalidade de cada aluno mudava completamente a forma como eles viviam essa experiência. É como se cada um tivesse um "classe" diferente no jogo:

  • A "Impaciente" (Indi): Ela gostava de coisas rápidas. Para ela, o projeto era como correr contra o tempo. Ela se sentia sobrecarregada, mas, ao assumir a liderança do grupo, aprendeu que precisava dar o exemplo para os outros não atrasarem.
  • A "Introvertida" (Zahra): Ela preferia ficar no canto, com medo de falar. Para ela, o projeto foi um túnel de crescimento. Embora fosse difícil falar com o grupo, o projeto a obrigou a sair da casca. Ela disse: "Eu tinha medo de fazer perguntas bobas, mas o projeto me ensinou que minha voz importa".
  • A "Sonhadora" (Amy) e a "Criativa" (Gea): Elas viam o projeto como uma oportunidade de criar algo novo. Para elas, a liberdade de criar seus próprios materiais foi o que as motivou, mesmo que às vezes elas procrastinassem (adiassem as tarefas) por causa das redes sociais.

3. Os Obstáculos: O "Ping" da Internet e o "Chefe Final"

Fazer isso online trouxe desafios específicos, como se fosse um jogo com bugs:

  • A Conexão: Às vezes, a internet falhava (o "ping" alto), o que atrapalhava a comunicação do grupo.
  • A Solidão: No modo online, era mais fácil sentir preguiça ou se distrair, pois não havia ninguém ao lado para te dar um "cotovelada" de incentivo.
  • O Medo de Errar: Muitos alunos sentiam que não eram bons o suficiente. Eles tinham dúvidas: "Será que o que estou fazendo está certo?".

4. O Superpoder: A "Autoconfiança" (Self-Efficacy)

O conceito central do estudo é a autoeficácia. Pense nela como a bateria de confiança do seu celular.

  • No início: A bateria de muitos estava em 0% ou 10%. Eles achavam que não conseguiam fazer os projetos.
  • Durante o jogo: O professor não apenas dava a tarefa; ele monitorava o progresso semanalmente. Era como ter um "guia" no jogo que dizia: "Ei, você está indo bem, mas aqui você precisa ajustar isso".
  • No final: A bateria de confiança subiu! Mesmo que não tenha chegado a 100% para todos, eles perceberam que eram capazes de fazer mais do que imaginavam. A Zahra, que começou com medo, terminou dizendo que conseguiu coordenar o grupo. A Fidy disse que sua confiança explodiu porque aprendeu coisas novas.

5. O Grande Segredo: O "Espelho" da Reflexão

O estudo descobriu que o momento mais importante não foi apenas fazer o projeto, mas olhar para trás e refletir.

  • Os alunos perceberam que, ao tentar fazer tudo sozinhos e errar, eles aprendiam mais do que apenas copiando os amigos.
  • Eles viram que o que aprendiam na faculdade (teoria) podia ser usado de verdade nas escolas (prática).
  • A reflexão foi como um espelho mágico: eles viram que haviam crescido, que eram mais maduros e que conseguiam lidar com problemas que antes pareciam gigantes.

Resumo da Ópera (Conclusão)

Este estudo nos ensina que:

  1. Não existe "tamanho único": O que funciona para o aluno "extrovertido" pode não funcionar para o "introvertido". Professores precisam entender a personalidade de cada um.
  2. A confiança se constrói: A autoconfiança não vem do nada; ela vem de tentar, errar, receber feedback e tentar de novo.
  3. Online pode funcionar: Mesmo com a internet oscilando e a falta de contato físico, os alunos conseguiram aprender e crescer, desde que tivessem um bom guia (professor) e um plano claro.

Em suma, a física online com projetos não foi apenas sobre fórmulas e leis; foi sobre crescimento pessoal. Foi como transformar um grupo de alunos que tinham medo de falar em uma equipe de detetives confiantes, prontos para ensinar o mundo.

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