High-temperature superconductivity in Nd0.85_{0.85}Sr0.15_{0.15}NiO2_2 membranes under pressure

Os pesquisadores superaram as limitações anteriores ao incorporar membranas livres de Nd0.85Sr0.15NiO2\mathrm{Nd_{0.85}Sr_{0.15}NiO_2} em uma célula de bigorna de diamante, demonstrando que a temperatura crítica de supercondutividade aumenta linearmente e sem saturação até cerca de 90 GPa, atingindo temperaturas próximas à do nitrogênio líquido.

Autores originais: Yonghun Lee, Mengnan Wang, Xin Wei, Yijun Yu, Wendy L. Mao, Yu Lin, Harold Y. Hwang

Publicado 2026-04-13
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Imagine que você tem um material mágico chamado supercondutor. Em condições normais, ele permite que a eletricidade flua sem nenhuma resistência (sem desperdício de energia), mas apenas quando está geladíssimo, perto do zero absoluto. O grande sonho dos cientistas é fazer esse material funcionar em temperaturas mais altas, como a de um dia de verão ou até mesmo na temperatura do nitrogênio líquido (que é muito frio, mas não tão extremo quanto o zero absoluto), para que possamos usar essa tecnologia no dia a dia, sem precisar de refrigeradores caros e gigantes.

Nos últimos anos, descobrimos uma nova família desses materiais mágicos, feitos de níquel (chamados de "níquelatos"). Eles são promissores, mas têm um limite: para funcionarem bem, precisam ser "esticados" ou "comprimidos" de uma forma muito específica, como se fossem um elástico sendo tensionado.

O Problema: A "Gaiola" de Cristal

Até agora, os cientistas conseguiam melhorar a performance desses materiais de níquel colocando-os em filmes finos sobre um "chão" de cristal (um substrato). É como tentar dobrar um elástico, mas ele está colado em uma mesa de pedra. Você consegue dobrar um pouco, mas se tentar dobrar demais, o elástico quebra ou o material perde suas propriedades.

Além disso, tentar colocar esses filmes finos dentro de uma máquina de pressão extrema (como um espremedor de alho gigante) era impossível, porque o "chão" de pedra quebrou muito antes de chegar na pressão necessária.

A Solução: O "Sanduíche" Flutuante

A equipe deste artigo teve uma ideia genial: e se a gente tirasse o material do chão?

Eles criaram uma técnica para soltar o filme de níquel do substrato, transformando-o em uma membrana flutuante, como se fosse uma folha de papel muito fina e resistente, ou uma membrana de tambor.

  • A Analogia: Pense em tirar um adesivo de uma parede. Se você puxar com cuidado, ele sai inteiro. Eles fizeram isso com o material supercondutor, deixando-o "flutuar" livre.

O Experimento: A Prensa de Diamante

Com essa membrana flutuante em mãos, eles a colocaram dentro de uma Célula de Bigorna de Diamante (DAC).

  • O que é isso? Imagine duas pontas de diamante (os materiais mais duros do mundo) apertando um grão de areia. Você pode gerar pressões absurdas, como se estivesse esmagando algo com o peso de um elefante em cima de um dedo.
  • O Truque: Como a membrana não está presa a nenhum substrato, ela aguenta ser espremida até o limite sem quebrar.

O Resultado Surpreendente: A Linha Infinita

O que eles descobriram foi incrível. À medida que aumentavam a pressão (espremendo o material cada vez mais), a temperatura na qual o material se tornava supercondutor subia continuamente.

  • A Descoberta: Em condições normais, a temperatura de supercondutividade era de cerca de 17°C (na escala Kelvin, claro, então -256°C). Com a pressão máxima que eles conseguiram (cerca de 90 Gigapascals, uma pressão absurda), a temperatura subiu para 74°C (na escala Kelvin, então -199°C).
  • O Milagre: Em quase todos os outros materiais supercondutores, quando você aperta demais, eles param de melhorar e começam a piorar (é como um elástico que, se esticado demais, perde a elasticidade). Mas, com esse material de níquel, quanto mais eles apertavam, melhor ficava. Não houve sinal de que ele iria parar de melhorar. Foi como se o material tivesse um "botão de volume" que nunca chegava ao máximo.

Por que isso importa?

Imagine que você está tentando afinar um violão. Geralmente, se você apertar a corda demais, ela estoura. Mas, neste caso, a corda de níquel parece não ter limite de estouro; ela fica cada vez mais "afinada" e perfeita quanto mais você aperta.

Isso sugere que, se formos capazes de aplicar essa pressão de forma prática no futuro (ou encontrar materiais que imitem esse efeito), podemos criar supercondutores que funcionam em temperaturas muito mais altas do que imaginávamos.

Em resumo:
Os cientistas tiraram um material supercondutor de sua "gaiola" (o substrato), colocaram-no sob uma pressão extrema usando diamantes e descobriram que, ao contrário do esperado, ele ficou cada vez mais poderoso sem nunca mostrar sinais de cansaço. É como se tivessem descoberto que o "teto" do céu dos supercondutores de níquel não existe, e que podemos continuar subindo.

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