The disruption index is biased by citation inflation
Este artigo argumenta que o declínio relatado na disruptividade científica é um artefato da "inflação de citações" — impulsionada pelo aumento do comprimento das listas de referências e das autocitações — em vez de uma diminuição genuína da inovação, tornando o índice de disrupção temporalmente enviesado e inadequado para análise intertemporal.
Artigo original sob licença CC BY 4.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo
Imagine que você esteja tentando medir o quão "legal" ou "revolucionário" é uma nova invenção observando quantas pessoas falam sobre ela. No mundo da ciência, pesquisadores fazem algo semelhante usando uma ferramenta chamada Índice de Disrupção. Pense neste índice como uma pontuação para artigos científicos e patentes. Ele tenta responder a uma pergunta simples: Este novo trabalho quebrou as regras antigas e iniciou um caminho novo, ou apenas construiu um pequeno acréscimo a uma casa existente? Se um artigo é verdadeiramente disruptivo, cientistas futuros citarão o novo artigo, mas ignorarão os antigos nos quais ele se baseou. Se for apenas "consolidação", eles citarão tanto o novo artigo quanto os antigos.
Por muito tempo, cientistas têm usado essa pontuação para rastrear a história da inovação. Eles notaram algo preocupante: as pontuações pareciam estar caindo. Parecia que a ciência moderna estava se tornando menos revolucionária e mais como se todos estivessem apenas tateando no escuro, copiando uns aos outros e fazendo pequenos ajustes. Isso gerou um grande debate: Estamos perdendo nossa capacidade de inventar grandes coisas? Ou algo mais está acontecendo? Para entender isso, você precisa saber que os artigos científicos têm duas partes: as novas ideias que apresentam e a "lista de referências" ao final, que é a lista de todos os artigos antigos nos quais eles se apoiam.
Este artigo, escrito por uma equipe de pesquisadores, argumenta que a "queda na disrupção" não é porque os cientistas estão perdendo sua centelha. Em vez disso, eles sugerem que a própria pontuação está quebrada devido a um fenômeno que chamam de "inflação de citações". Assim como o dinheiro pode perder valor quando demais dinheiro é impresso, o valor de uma única citação muda quando o número de citações explode. Os autores afirmam que, como os cientistas estão escrevendo listas de referências cada vez mais longas e citando uns aos outros de formas mais complexas e autorreferenciadas, a matemática por trás do Índice de Disrupção está sendo distorcida. Eles não estão dizendo que a ciência é ruim; estão dizendo que a régua que usamos para medi-la esticou.
A Grande Inflação de Referências
Imagine que você é um estudante escrevendo um ensaio de história. Na década de 1960, você poderia ter que encontrar 9 livros para apoiar seu argumento. Você os leria, escolheria os melhores e os listaria ao final. Agora, avançando para o presente, você tem a internet, e seu ensaio pode precisar de 23, ou até 50, fontes. Isso não é apenas porque há mais livros; é porque a "oferta" de referências inflou.
Os autores deste artigo apontam que o número de referências por artigo cresceu dramaticamente. Na década de 1960, o artigo médio tinha cerca de 9 referências. Na década de 2000, esse número saltou para 23. Esse é um aumento de 2,6 vezes em 50 anos. Mas aqui está o detalhe: o Índice de Disrupção é uma fórmula matemática que observa a razão entre citações "novas" e citações "antigas". Quando a lista de referências (as coisas "antigas") fica enorme, a matemática fica confusa.
Pense no Índice de Disrupção como um jogo de "Batata Quente". Se você é o novo artigo e quer ganhar o prêmio de "Disrupção", precisa que os jogadores futuros joguem a batata para você e não a joguem para os artigos antigos que você citou. Mas se sua lista de referências é uma bolsa enorme de 50 artigos antigos, as chances aumentam de que pelo menos um desses artigos antigos seja um "superstar" que todo mundo cita de qualquer maneira. Mesmo que seu novo artigo seja brilhante, o puro número de artigos antigos que você citou significa que é quase garantido que os cientistas futuros citarão pelo menos um deles. Isso faz com que seu novo artigo pareça menos "disruptivo" simplesmente porque o denominador da equação matemática ficou grande demais.
O Problema do "Autoabraço"
Há uma segunda parte nesta história de inflação, e ela envolve como os cientistas citam uns aos outros. Os autores chamam isso de fechamento triádico, que é uma forma elegante de dizer "fechar o triângulo". Imagine três amigos: Alice, Bob e Charlie. Se Alice cita Bob, e Bob cita Charlie, há uma alta probabilidade de que Alice também cite Charlie. Isso cria um triângulo de citações bem unido.
No passado, esses triângulos aconteciam naturalmente. Mas hoje, os autores argumentam, esses triângulos estão se formando com mais frequência devido a autocitações e citações estratégicas. Cientistas podem citar seu próprio trabalho anterior, ou o trabalho de seus colegas próximos, para aumentar seus próprios números ou ajudar seu periódico. Isso cria uma teia de citações que são fortemente conectadas. O Índice de Disrupção conta esses triângulos apertados como "consolidação" (não disrupção). Assim, conforme os cientistas se tornam melhores em construir essas teias de citações, o índice pensa que eles estão sendo menos disruptivos, mesmo que estejam realizando um trabalho excelente. É como um juiz dando uma nota menor a uma ginasta apenas porque ela está usando um figurino muito brilhante e complicado que a faz parecer menos ágil, mesmo que seus saltos sejam perfeitos.
A Simulação: Desligando a Inflação
Para provar seu ponto, os pesquisadores não apenas olharam para dados reais; eles construíram uma simulação de computador. Eles criaram um mundo fictício de artigos científicos que crescia ao longo do tempo, exatamente como o mundo real. Eles programaram esse mundo fictício para ter dois cenários diferentes:
- O Mundo "Sem Inflação": Aqui, o número de referências por artigo permanecia o mesmo e os cientistas não mudavam a forma como citavam uns aos outros.
- O Mundo "Com Inflação": Aqui, eles programaram os artigos para terem listas de referências mais longas e mais "fechamento triádico" (mais autocitações e citações de grupo), exatamente como no mundo real.
Quando rodaram a simulação com as configurações de "Sem Inflação", o Índice de Disrupção permaneceu estável. Ele não caiu. Mas quando ligaram as configurações de "Inflação" — tornando as listas de referências mais longas e os padrões de citação mais agrupados — o Índice de Disrupção começou a despencar, exatamente como ocorre na vida real.
Isso sugere que a queda nos escores de disrupção não é porque os cientistas estão se tornando menos criativos. É porque a métrica é sensível ao comprimento da lista de referências. Os autores descobriram que, conforme o número de referências () aumenta, a taxa de "citação estranha" () aumenta, o que força o Índice de Disrupção ($CD$) a se aproximar de zero. Em suas simulações, quando limitaram o comprimento da lista de referências a um número fixo (como 25 referências) após certo ponto, o Índice de Disrupção parou de cair e, na verdade, começou a subir novamente. Isso confirma que a "queda" era um artefato do crescimento das listas de referências, não um declínio na inovação.
O Que Isso Significa para o Futuro
Os autores são cuidadosos ao dizer que não "resolveram" o problema de medir a inovação, mas identificaram uma falha importante na régua atual. Eles argumentam que o Índice de Disrupção, como é usado atualmente, é tendencioso e inadequado para comparar diferentes períodos de tempo. Você não pode comparar um artigo de 1960 com um artigo de 2020 usando este índice porque a "moeda" das citações mudou.
Eles também apontam que essa inflação afeta outras medições. Por exemplo, alguns estudos alegaram que equipes de pesquisa maiores produzem trabalhos menos disruptivos. Mas os autores descobriram que, quando levaram em conta o fato de que equipes maiores também tendem a ter listas de referências mais longas, a relação mudou. Acontece que equipes maiores podem, na verdade, ser mais disruptivas, mas a inflação de citações estava escondendo esse fato.
Então, qual é a conclusão? O mundo científico não está necessariamente perdendo seu vigor. Em vez disso, a forma como medimos esse vigor precisa de um upgrade. Os autores sugerem que as revistas podem precisar estabelecer um "limite" para quantas referências um artigo pode ter, ou desenvolver novas formas de medir a disrupção que não se confundam com o volume massivo de citações. Até lá, devemos ser muito cuidadosos ao usar o Índice de Disrupção para dizer que a ciência está se tornando menos revolucionária. Pode ser que apenas o placar esteja quebrado, não os jogadores.
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