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On Randomness in Agentic Evals

Este artigo demonstra que a variância inerente nas avaliações de sistemas agênicos, mesmo com temperatura zero, torna as métricas de pass@1 de execução única pouco confiáveis para detectar melhorias reais, recomendando a adoção de múltiplas execuções e análises estatísticas rigorosas para distinguir progresso genuíno de ruído.

Autores originais: Bjarni Haukur Bjarnason, André Silva, Martin Monperrus

Publicado 2026-03-24
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Autores originais: Bjarni Haukur Bjarnason, André Silva, Martin Monperrus

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

Imagine que você está testando a habilidade de um novo carro autônomo em uma pista de corrida. O objetivo é ver se ele consegue chegar ao destino sem bater.

Até hoje, a maioria dos pesquisadores e empresas testava esses carros (ou "agentes de IA") apenas uma única vez em cada desafio. Se o carro chegasse ao fim, eles diziam: "Ótimo, 100% de sucesso!". Se falhasse, diziam: "Não serve".

Este artigo, escrito por pesquisadores da Suécia, diz que essa prática é como tentar adivinhar o clima de um ano inteiro olhando apenas para o céu em um único dia. É um erro grave.

Aqui está o que eles descobriram, explicado de forma simples:

1. A Ilusão da "Única Tentativa"

Os autores rodaram os mesmos agentes de IA (programas que usam ferramentas para resolver problemas de código) 60.000 vezes. Eles usaram 3 modelos diferentes de IA e 2 ambientes de teste diferentes.

A descoberta chocante: Mesmo quando a IA parecia estar agindo de forma "determinística" (sem aleatoriedade, temperatura zero), os resultados variavam muito.

  • Se você rodasse o teste uma vez, poderia obter um sucesso de 30%.
  • Se rodasse outra vez, no mesmo dia e com o mesmo código, poderia obter 34% ou 28%.

A Analogia: Imagine que você joga dardos em um alvo. Se você jogar apenas uma vez e acertar o centro, você pode achar que é um mestre. Mas se jogar 10 vezes, pode perceber que suas mãos tremem um pouco e você acerta em pontos diferentes. A "pontuação" de uma única jogada não diz quem é o melhor jogador; ela apenas diz onde o dardo caiu naquele momento.

2. O Efeito Borboleta (Onde tudo começa errado)

Por que isso acontece? Os pesquisadores olharam para dentro do "pensamento" da IA, token por token (palavra por palavra).

Eles descobriram que a IA começa a "pensar" de forma diferente muito cedo. Às vezes, a divergência acontece nos primeiros 1% do texto que a IA gera.

  • Exemplo: Em um teste, duas IAs começaram a resolver o mesmo problema de programação. Nas primeiras frases, elas pensaram igual. Mas, em um ponto crucial, a IA A disse: "Vou procurar o arquivo X". A IA B disse: "Vou procurar na pasta Y".
  • O Resultado: Essa pequena diferença inicial fez com que elas tomassem caminhos totalmente opostos. Uma encontrou a solução, a outra falhou.

A Analogia: É como se duas pessoas recebessem as mesmas instruções para cozinhar um bolo. Ambas seguem a receita até o ponto de "adicionar o fermento". Uma pensa "vou bater a massa com força" e a outra "vou bater devagar". Essa pequena diferença faz com que, no final, uma tenha um bolo perfeito e a outra tenha uma pedra. Na IA, essa diferença acontece quase instantaneamente e se amplifica.

3. O Perigo de Achar que Estamos Evoluindo

O problema maior é que muitos artigos científicos anunciam: "Nosso novo modelo é 3% melhor que o anterior!".

Com base neste estudo, essa melhoria de 3% pode ser apenas ruído estatístico (sorte), e não uma melhoria real.

  • Se a variação natural do teste é de +/- 3%, dizer que um modelo melhorou 3% é como dizer que você ficou mais alto porque mediu 2 cm a mais em um dia de chuva (o corpo incha um pouco). Pode ser apenas o acaso da medição.

4. O Que Devemos Fazer? (As Soluções)

Os autores dão três conselhos práticos para não cairmos nessa armadilha:

  1. Não confie em uma única corrida: Para saber se um modelo é realmente bom, você precisa rodar o teste várias vezes (como 10 ou mais) e tirar a média. É como medir a temperatura de um paciente várias vezes, não apenas uma.
  2. Faça as contas antes: Use estatística para saber quantas vezes você precisa testar para ter certeza de que a melhoria é real. Se você quer provar uma melhoria pequena, precisa de muitas tentativas.
  3. Olhe para os extremos: Em vez de olhar apenas para a média, olhe para o "melhor cenário possível" (se a IA tiver sorte) e o "pior cenário possível" (se a IA tiver azar). Isso mostra a verdadeira capacidade do sistema.

Resumo Final

Este artigo é um alerta para a comunidade de Inteligência Artificial: Estamos medindo o progresso de forma muito barata e imprecisa.

A aleatoriedade não é um bug; é uma característica fundamental desses sistemas. Se continuarmos a confiar em apenas uma tentativa para julgar se uma IA é inteligente, estaremos tomando decisões erradas sobre quais tecnologias investir, quais modelos lançar para o público e onde a ciência realmente está avançando.

Em suma: Para saber se um agente de IA é realmente inteligente, precisamos testá-lo muitas vezes, não apenas uma vez, e entender que a sorte (ou a falta dela) desempenha um papel enorme no resultado final.

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