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First Determination of the Cosmic Microwave Background Radiation Temperature at z ⁣= ⁣0.68z\!=\!0.68 Using Molecular Absorption Lines

Utilizando dados do ALMA em direção ao quasar B0218+357, os autores determinaram pela primeira vez a temperatura da radiação cósmica de fundo em micro-ondas no redshift z=0.68z=0.68 como 4.50±0.17K4.50 \pm 0.17\,\mathrm{K}, obtida a partir de linhas de absorção molecular de HCN e HNC, um resultado que corrobora com alta precisão o modelo cosmológico padrão do Big Bang.

Autores originais: Tatsuya Kotani, Tomoharu Oka, Rei Enokiya

Publicado 2026-02-27
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Autores originais: Tatsuya Kotani, Tomoharu Oka, Rei Enokiya

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

Imagine que o Universo é como um grande forno que, há bilhões de anos, começou a esfriar. A "temperatura" desse forno é o que os cientistas chamam de Radiação Cósmica de Fundo (CMB). É como o calor residual que sobrou do Big Bang, preenchendo todo o espaço.

Hoje, sabemos que essa "temperatura" é de cerca de 2,7 graus acima do zero absoluto. Mas a teoria diz que, quanto mais longe olhamos no espaço (e, portanto, mais para trás no tempo), mais quente esse Universo deve ter sido. É como olhar para uma fogueira: se você se afasta, ela parece menor e mais fria; se você se aproxima (ou olha para o passado), ela parece mais quente e intensa.

O que os cientistas fizeram neste estudo?

Os pesquisadores, liderados por Tatsuya Kotani, quiseram testar essa teoria em um momento específico da história do Universo, quando ele tinha cerca de 6 bilhões de anos (o que chamamos de um "desvio para o vermelho" ou redshift de z = 0,68).

Para fazer isso, eles usaram uma técnica genial que podemos comparar a ouvir o eco de uma voz em uma caverna.

  1. O "Eco" (O Quasar): Eles olharam para um objeto muito brilhante e distante chamado Quasar B0218+357. Imagine que esse quasar é um farol potente no fundo de um túnel escuro.
  2. A "Caverna" (A Nuvem de Gás): No caminho entre a Terra e esse farol, existe uma nuvem de gás e poeira (uma galáxia em formação). Quando a luz do farol passa por essa nuvem, as moléculas dentro dela "roubam" um pouco da luz em cores específicas, criando sombras ou "cortes" no espectro de luz.
  3. As "Vozes" (As Moléculas): Dentro dessa nuvem, existem moléculas específicas, como o HCN e o HNC (que são como "imãs" muito sensíveis no mundo das moléculas). Essas moléculas têm uma propriedade especial: elas giram. A velocidade desse giro depende da temperatura ao redor.

A Grande Descoberta

Os cientistas usaram o telescópio ALMA (um conjunto de antenas gigantes no deserto do Atacama, no Chile) para "ouvir" essas moléculas girando. Eles mediram a temperatura de rotação dessas moléculas.

Aqui está a parte mágica: em nuvens de gás muito finas e distantes, não há estrelas próximas para aquecer essas moléculas. Elas estão tão isoladas que a única coisa que as aquece é a própria "luz" do Big Bang (a Radiação Cósmica de Fundo).

Portanto, a temperatura de rotação das moléculas é exatamente a temperatura do Universo naquele momento.

O Resultado

Ao analisar os dados, eles descobriram que a temperatura do Universo naquela época (z = 0,68) era de 4,50 Kelvin (aproximadamente -268,65 graus Celsius).

Isso é um sucesso estrondoso para a ciência porque:

  • É a primeira vez que medimos essa temperatura específica usando esse método de "ecos" de quasares.
  • É extremamente preciso: A margem de erro é muito pequena (apenas 0,17 K).
  • Confirma a Teoria: O valor encontrado bate perfeitamente com a previsão da teoria do Big Bang. Se o Universo tivesse um comportamento estranho ou se a física fosse diferente, esse número seria outro.

Analogia Final

Pense no Universo como um bolo que está assando e esfriando.

  • Hoje, o bolo está frio (2,7 K).
  • Os cientistas pegaram uma "fatia" desse bolo que foi cortada há 6 bilhões de anos.
  • Ao medir a temperatura dessa fatia antiga, eles descobriram que ela estava a 4,5 K.
  • Isso prova que o bolo esfriou exatamente na velocidade que a receita (a teoria do Big Bang) previa.

Por que isso importa?

É como ter uma régua cósmica. Se as medições futuras mostrarem que o Universo esfriou mais rápido ou mais devagar do que o previsto, isso poderia significar que precisamos reescrever as leis da física ou que existe algo misterioso (como energia escura ou matéria escura) agindo de formas que ainda não entendemos. Por enquanto, o Universo continua obedecendo perfeitamente às regras do jogo que conhecemos.

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