Are members of Bacillus cereus group restricted to specific regions of Antarctica?
Apesar da extensa amostragem plurianual em todas as Ilhas Shetland do Sul, este estudo revela que as bactérias do grupo *Bacillus cereus* são extremamente raras e espacialmente restritas exclusivamente à Ilha King George na Antártida moderna.
Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA de um preprint que não foi revisado por pares. Não é aconselhamento médico. Não tome decisões de saúde com base neste conteúdo. Ler aviso legal completo
Nas profundezas do solo do nosso planeta, escondida sob a grama, a areia e o chão das florestas, vive uma vasta comunidade de organismos microscópicos. Entre os mais comuns destes estão as bactérias que formam cascas resistentes e dormentes chamadas esporos, permitindo que sobrevivam ao calor extremo, ao frio e à seca por longos períodos. Um grupo específico destas bactérias, conhecido como o grupo Bacillus cereus, é encontrado em solos por todo o mundo. Embora a maioria dos membros desta família seja inofensiva, alguns podem causar doenças em humanos ou insetos, tornando a sua presença no ambiente um objeto de interesse para os cientistas. Durante décadas, os investigadores têm perguntado-se como estas bactérias ubíquas se comportam nos ambientes mais extremos da Terra, particularmente na Antártida. À medida que o continente aquece, cresce a preocupação de que micróbios antigos presos no solo congelado possam despertar, potencialmente afetando o delicado ecossistema polar ou até apresentando novos riscos. Compreender onde estas bactérias vivem, ou se vivem lá de todo, é crucial para mapear a vida oculta do continente gelado.
Uma equipa de investigadores do Brasil partiu para responder a uma pergunta simples, mas difícil: estas bactérias comuns do solo estão realmente presentes na Antártida e, se sim, onde se escondem? Entre 2019 e 2023, os cientistas viajaram para as Ilhas Shetland do Sul, um arquipélago de ilhas situadas logo ao largo da Península Antártica. Eles recolheram 314 amostras distintas de solo de vários locais, incluindo o topo de montanhas, as margens e áreas próximas de estações de investigação. O objetivo era ver se conseguiam cultivar o grupo Bacillus cereus a partir desta terra congelada. Para o fazer, utilizaram uma técnica laboratorial especializada desenhada para despertar esporos bacterianos dormentes. Misturaram o solo com água, aqueceram-no para matar organismos mais fracos e depois espalharam a mistura em placas ricas em nutrientes, incubando-as a diferentes temperaturas para ver o que crescia.
Os resultados foram surpreendentemente escassos. Apesar do enorme esforço envolvendo centenas de amostras recolhidas ao longo de cinco anos, a equipa encontrou apenas oito instâncias das bactérias que procuravam. Estas oito estirpes bacterianas vieram de apenas sete das 314 amostras de solo, uma taxa de sucesso de apenas 2,2 por cento. Ainda mais impressionante foi a localização destas descobertas. Todas as amostras positivas vieram de uma ilha específica: a Ilha Rei Jorge. Os investigadores não encontraram este grupo de bactérias nas outras ilhas que amostraram, tais como Livingston, Nelson ou Ilha de Decepção. Quando examinaram as bactérias que encontraram, confirmaram que pertenciam ao grupo Bacillus cereus, especificamente um tipo conhecido como Bacillus cereus no seu sentido mais estrito. Eles descartaram outros parentes perigosos, como as bactérias que causam o antraz ou a estirpe que produz cristais que matam insetos, não encontrando evidência de que possuíssem esses traços específicos nas suas amostras.
A localização das descobertas adiciona mais uma camada de mistério. A Ilha Rei Jorge é o lugar mais visitado na região, acolhendo várias bases de investigação nacionais e recebendo muitos turistas. As outras ilhas, onde as bactérias estiveram ausentes, são frequentemente mais remotas. Este padrão sugere que as bactérias encontradas na Ilha Rei Jorge podem não ser nativas do ambiente antártico de todo. Os investigadores notaram que todas as bactérias que isolaram cresceram melhor a uma temperatura quente de 37 graus Celsius, que é a temperatura do corpo humano. Isto é incomum para a vida antártica, que tipicamente se adapta ao frio. O facto de estas bactérias preferirem o calor e terem sido encontradas apenas na ilha com maior tráfego humano leva os cientistas a suspeitar que possam ter sido trazidas para lá por pessoas, animais ou equipamentos de outras partes do mundo, em vez de terem evoluído lá naturalmente.
Para compreender quão rara é esta descoberta, a equipa também analisou todos os outros estudos científicos já publicados sobre estas bactérias na Antártida. Descobriram que muito poucos investigadores conseguiram isolá-las no continente. A maioria dos estudos anteriores ou falhou em encontrá-las ou encontrou-as apenas em casos muito específicos e isolados. O presente estudo confirma que, embora estas bactérias sejam comuns em todo o resto do mundo, elas são extremamente raras na Antártida. Os investigadores concluem que o grupo Bacillus cereus não é um residente generalizado do solo antártico. Em vez disso, parece ser um visitante raro, provavelmente restrito a áreas com maior atividade humana. Esta descoberta desafia a ideia de que estas bactérias estão em todo o lado, sugerindo que as condições severas do continente antártico as mantêm efetivamente fora, ou que elas simplesmente ainda não tiveram a oportunidade de se estabelecerem lá.
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