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Quantification, Characterization and Valorization Potential of residual Biomass from Azadirachta indica-based Biopesticide Production

Este estudo quantifica os fluxos de massa e caracteriza as propriedades físico-químicas de três subprodutos de biomassa residual da produção de biopesticidas de *Azadirachta indica*, demonstrando seu alto teor de matéria orgânica e traços composicionais específicos que sustentam seu potencial de valorização por meio de fermentação, digestão anaeróbica, compostagem ou vermicompostagem.

Autores originais: Djalalou-Dine MEMOKO, Yao Félicité AMENUTI, Yawo Amen NENONENE

Publicado 2026-08-20
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Autores originais: Djalalou-Dine MEMOKO, Yao Félicité AMENUTI, Yawo Amen NENONENE

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

No mundo da agricultura, a luta contra os insetos que consomem as colheitas tem dependido há muito tempo de sprays químicos. No entanto, as crescentes preocupações com o dano que esses produtos químicos causam à saúde humana e ao meio ambiente desencadearam uma mudança global em direção aos biopesticidas. Estes são produtos de controle de pragas derivados de fontes naturais, projetados para serem mais seguros e mais específicos em sua ação. Uma das fontes mais populares é a árvore de neem, especificamente o seu fruto. As sementes do fruto do neem contêm um composto poderoso chamado azadiractina, que repele e interrompe eficazmente os ciclos de vida de muitos insetos prejudiciais sem os efeitos tóxicos dos produtos químicos sintéticos. À medida que agricultores e indústrias se voltam cada vez mais para soluções baseadas em neem, o processo de extração deste ingrediente ativo gera uma quantidade significativa de material residual. Enquanto o endosperma da semente, que é valioso, é mantido para a fabricação do pesticida, o resto do fruto — a polpa macia, a casca dura e o resíduo aquoso deixado após o processamento — é frequentemente descartado. Esta biomassa descartada, embora aparentemente inútil, ainda contém traços dos próprios compostos que tornam a árvore valiosa, levantando questões sobre se ela representa um risco para o solo se deixada sem tratamento ou se poderia ser transformada em algo benéfico.

Pesquisadores da Universidade de Lomé, no Togo, dedicaram-se a compreender exatamente o que acontece com estes restos durante a produção de biopesticidas de neem. Eles queriam saber não apenas quanto desperdício é criado, mas também do que é feito esse desperdício e se ele poderia ser transformado em um recurso em vez de um problema. Para encontrar as respostas, a equipa processou trezentos quilogramas de frutos de neem secos através de um procedimento industrial padrão. Primeiro, mergulharam os frutos em água para os amolecer, depois separaram mecanicamente a polpa macia das sementes duras. As sementes foram secas e abertas para remover as cascas externas, deixando os núcleos internos para a produção de pesticida. Este processo gerou três tipos distintos de resíduos: a polpa húmida, as cascas duras e uma lama aquosa composta por pequenos fragmentos de polpa misturados com água. Os cientistas pesaram cuidadosamente cada um destes subprodutos para determinar o seu volume e analisaram também a sua composição química para ver se continham nutrientes ou energia que pudessem ser recuperados.

Os resultados revelaram que quase metade da massa original do fruto acaba como desperdício. Dos trezentos quilogramas de fruta processados, os núcleos usados para fazer o pesticida representaram pouco mais da metade do peso. Os restantes 48,79 por cento consistiam nos três subprodutos. O desperdício mais abundante foi a polpa, que representou cerca de 39 por cento do peso seco total do fruto. As cascas duras seguiram-se, com aproximadamente 7 por cento, enquanto a lama aquosa foi a menor parte, com pouco mais de 2 por cento. Apesar das suas diferentes texturas e níveis de humidade, todos os três materiais partilhavam uma característica fundamental: eram quase inteiramente matéria orgânica. Os investigadores descobriram que entre 76 e 81 por cento do peso seco de cada subproduto era matéria orgânica, confirmando que estes restos são ricos em compostos à base de carbono em vez de terra ou rocha inerte.

Quando a equipa analisou mais detalhadamente a composição química, encontrou diferenças distintas que apontavam para formas específicas de reutilizar cada material. As cascas duras eram naturalmente secas e continham uma elevada quantidade de carbono estrutural, resultando numa relação de carbono para azoto que sugeria que funcionariam bem na compostagem, se misturadas com outros materiais ricos em azoto. A lama aquosa, por outro hand, tinha uma relação de carbono para azoto mais baixa, colocando-a num intervalo ideal para a digestão anaeróbica, um processo que decompõe a matéria orgânica na ausência de oxigénio para produzir biogás. A polpa emergiu como a candidata mais versátil para a recuperação de energia. Continha uma quantidade notavelmente elevada de açúcares totais, medindo quase 70 por cento do seu peso seco. Esta abundância de açúcar torna a polpa particularmente adequada para processos de fermentação, que poderiam converter o resíduo em biocombustíveis ou outros produtos valiosos.

O estudo também destacou a importância de manusear estes materiais com cuidado. Os investigadores observaram que a natureza ácida da polpa e da lama, juntamente com a presença de compostos bioativos residuais do neem, significa que estes subprodutos não podem simplesmente ser despejados no solo sem risco. Se deixados sem tratamento, os compostos concentrados poderiam prejudicar organismos do solo, como minhocas e micróbios benéficos. No entanto, os dados sugerem que, com o processamento adequado, estes riscos podem ser geridos enquanto se desbloqueia o potencial do resíduo. O alto conteúdo orgânico e os perfis de nutrientes específicos indicam que estes subprodutos não são meramente lixo, mas sim recursos inexplorados. Ao quantificar as quantidades exatas geradas e compreender as suas propriedades químicas, o estudo fornece um roteiro claro para as indústrias se afastarem do descarte destes materiais. Em vez disso, estes podem ser direcionados para a compostagem, vermicompostagem ou produção de energia, transformando um potencial perigo ambiental num componente valioso de uma economia circular onde nada se perde.

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