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WAFFLED: Exploiting Parsing Discrepancies to Bypass Web Application Firewalls

O artigo "WAFFLED" apresenta uma técnica inovadora de evasão de Web Application Firewalls (WAFs) que explora discrepâncias de análise em componentes HTTP não maliciosos, identificando 1207 vulnerabilidades em cinco soluções de segurança populares e propondo a ferramenta HTTP-Normalizer para mitigar esses riscos.

Autores originais: Seyed Ali Akhavani, Bahruz Jabiyev, Ben Kallus, Cem Topcuoglu, Sergey Bratus, Engin Kirda

Publicado 2026-03-17
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Autores originais: Seyed Ali Akhavani, Bahruz Jabiyev, Ben Kallus, Cem Topcuoglu, Sergey Bratus, Engin Kirda

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

Imagine que a internet é uma cidade gigante cheia de lojas (os sites) e que, na entrada de cada loja, existe um segurança extremamente rigoroso chamado WAF (Firewall de Aplicação Web). O trabalho desse segurança é checar a identidade de todos os visitantes (os pedidos de dados) e impedir que pessoas mal-intencionadas entrem com armas ou bombas (códigos maliciosos).

O artigo "WAFFLED" (um trocadilho com "waffle" - panqueca - e "confuso") conta a história de como pesquisadores descobriram que esses seguranças, embora pareçam invencíveis, têm um defeito de percepção muito estranho: eles não entendem a linguagem da mesma forma que a loja entende.

Aqui está a explicação simples do que eles descobriram:

1. O Problema: A "Tradução" Diferente

Imagine que você envia um pedido para a loja escrito em um envelope.

  • O Segurança (WAF) olha o envelope e diz: "Ah, este envelope está um pouco torto, mas parece seguro. Deixa passar."
  • A Loja (o Site) recebe o mesmo envelope, olha para dentro e diz: "Espera, este envelope está escrito de um jeito que eu entendo perfeitamente, e dentro dele tem uma bomba!"

O segredo do ataque não foi esconder a bomba (o código malicioso). O segredo foi mexer levemente no envelope (nos dados de envio) de uma forma que o Segurança achou que era um erro de digitação inofensivo, mas que a Loja interpretou como um comando válido.

2. A Técnica: O "Jogo de Palavras"

Os pesquisadores usaram uma ferramenta automática (um "robô" que testa milhões de variações) para criar envelopes com pequenas distorções. Eles focaram em três tipos de "embalagens" comuns na internet:

  • Formulários de Upload (Multipart): Como enviar um pacote com vários itens.
  • Dados Estruturados (JSON e XML): Como listas organizadas de informações.

Exemplo prático (A Analogia do Pão):
Imagine que você envia um pedido de pão.

  • O Segurança lê: "Pão" e "Queijo". Ele pensa: "Tudo bem, é só um sanduíche".
  • O Atacante muda levemente a etiqueta para: "Pão" e "Queijo" (com um caractere invisível no meio).
  • O Segurança acha que é um erro de digitação e deixa passar.
  • A Loja lê o caractere invisível e entende que "Queijo" é, na verdade, um código para "Explodir a loja".

O ataque funciona porque o Segurança e a Loja têm regras diferentes sobre como ler essas "etiquetas".

3. O Que Eles Encontraram?

Os pesquisadores testaram os 5 maiores seguranças do mundo (Cloudflare, AWS, Azure, Google Cloud e ModSecurity) contra as lojas mais populares (como as feitas com Flask, Spring, Express, etc.).

  • O Resultado: Eles encontraram 1.207 maneiras diferentes de enganar esses seguranças.
  • A Surpresa: Mais de 90% dos sites reais aceitam esses envelopes "tortos" sem problemas. Ou seja, se você tentar enviar um pedido de "Esqueci minha senha" em um site real, o site provavelmente vai aceitar o formato estranho que o segurança ignorou.

4. Por que isso é perigoso?

Muitas pessoas acham que, se tiverem um WAF, estão 100% seguras. Este estudo mostra que não é bem assim.
Se o segurança deixa passar o "envelope torto", o código malicioso entra na loja, é interpretado pelo sistema e pode roubar senhas, dados de cartões ou assumir o controle da conta do usuário. O usuário acha que está protegido, mas na verdade está vulnerável.

5. A Solução Proposta: O "Normalizador"

Os pesquisadores não apenas apontaram o problema, mas criaram uma solução chamada HTTP-Normalizer.

Pense nele como um tradutor universal que fica entre o Segurança e a Loja.

  • Antes de deixar o pedido passar, o Normalizador pega o envelope "torto", endireita tudo, remove as dobras estranhas e garante que a etiqueta esteja escrita exatamente como as regras internacionais (RFC) exigem.
  • Se o pedido estiver muito estranho para ser endireitado, ele é jogado no lixo.
  • Se estiver endireitado, ele passa.

Isso garante que o Segurança e a Loja leiam o exatamente a mesma coisa, eliminando a chance de confusão.

Resumo Final

O artigo "WAFFLED" nos ensina que a segurança na internet não depende apenas de ter um "segurança forte", mas de garantir que todos (segurança, servidor e aplicativo) falem a mesma língua perfeitamente.

Quando há uma pequena diferença na forma como interpretamos os dados, os criminosos podem usar essa "gordura" entre as engrenagens para entrar sorrateiramente. A solução é padronizar a leitura de tudo, como um tradutor que garante que ninguém seja mal interpretado.

Em suma: O estudo mostrou que os guardiões da internet estão um pouco "confusos" (waffled) e propôs um jeito de limpá-los para que eles vejam o perigo real, em vez de ignorá-lo por causa de uma etiqueta mal colada.

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