First measurement of the Hubble constant from gravitational wave-galaxy cross-correlations
Este artigo apresenta a primeira medição da constante de Hubble ( km sMpc) e uma restrição sobre o viés de ondas gravitacionais através da detecção de um pico de correlação cruzada entre eventos de ondas gravitacionais e distribuições de galáxias usando o método "Peak Sirens".
Artigo original sob licença CC BY 4.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo
Por décadas, astrônomos têm tentado medir a velocidade com que o nosso universo está se expandindo, um valor conhecido como constante de Hubble. Este número é fundamental para compreender a idade, o tamanho e o destino final do cosmos. Para encontrá-lo, os cientistas tradicionalmente dependem de dois tipos principais de réguas cósmicas: a luz de estrelas em explosão e o brilho tênue do pós-Big Bang. No entanto, estes dois métodos começaram recentemente a divergir entre si, criando uma tensão que sugere que a nossa compreensão atual da física pode estar incompleta. Na última década, uma nova ferramenta surgiu para ajudar a resolver este quebra-cabeça: as ondas gravitacionais. Estas são ondulações no tecido do espaço-tempo causadas por eventos cósmicos violentos, como a colisão de buracos negros ou estrelas de nêutrons. Ao contrário da luz, que pode ser atenuada ou dispersa pela poeira, as ondas gravitacionais viajam pelo universo quase sem perturbações, carregando um registro direto e preciso da distância até a sua origem. O desafio sempre foi que, embora estas ondas nos digam exatamente a que distância um evento ocorreu, elas não revelam quão rápido esse evento está se afastando de nós, uma informação geralmente encontrada ao observar a cor da luz da galáxia hospedeira.
Uma equipa de investigadores deu agora um passo significativo para colmatar esta lacuna, utilizando uma nova técnica para ligar diretamente as ondas gravitacionais às galáxias que as hospedam. Em vez de tentar encontrar a galáxia específica para um único evento, o que é frequentemente difícil quando a localização da onda é imprecisa, a equipa analisou a relação estatística entre muitos eventos de ondas gravitacionais e a distribuição de milhões de galáxias pelo céu. Focaram-se em duas deteções específicas de ondas gravitacionais de um catálogo recente de observações: uma proveniente de uma colisão envolvendo um buraco negro e um objeto menor, e outra de uma famosa colisão de duas estrelas de nêutrons que também foi observada com telescópios. Ao comparar o mapa tridimensional de onde estas ondas vieram com o mapa de onde as galáxias estão localizadas, os investigadores procuraram por um padrão específico. Eles raciocinaram que, se as ondas e as galáxias estiverem verdadeiramente conectadas, deverá haver um pico distinto na sua correlação na distância exata onde os redshifts das galáxias coincidem com as distâncias das ondas. Este método, que chamam de "Peak Sirens" (Sirenes de Pico), permite-lhes medir a taxa de expansão do universo sem necessitarem de saber o redshift preciso da galáxia hospedeira para cada evento individual.
A equipa detetou com sucesso este sinal de correlação com um alto grau de confiança estatística, marcando a primeira vez que este método específico é observado em dados reais. O sinal foi impulsionado principalmente pelo evento de melhor localização no seu conjunto de dados, uma colisão que ocorreu a cerca de 255 milhões de anos-luz de distância, com uma contribuição menor da colisão mais próxima de estrelas de nêutrons. Ao analisar a posição deste pico de correlação, os investigadores calcularam um valor para a constante de Hubble de 67 quilómetros por segundo por megaparc de, com uma margem de incerteza que varia de 52 a 85. Embora esta medição ainda não seja precisa o suficiente para resolver o debate entre as diferentes taxas de expansão encontradas por outros métodos, é consistente com os valores derivados da radiação cósmica de fundo e de outros estudos de "dark sirens" (sirenes escuras). Mais importante ainda, o estudo demonstrou que esta técnica funciona mesmo com um número muito pequeno de eventos de ondas gravitacionais, provando que o método é viável para medições futuras mais precisas à medida que mais detetores entram em funcionamento.
Para além de medir a taxa de expansão, este trabalho também forneceu a primeira restrição observacional sobre uma propriedade chamada viés gravitacional (gravitational wave bias). Este número descreve quão fortemente as fontes de ondas gravitacionais rastreiam a distribuição subjacente de matéria no universo. Os investigadores descobriram que este viés é inferior a 4,3, um resultado que ajuda a refinar a nossa compreensão de onde estas colisões cósmicas violentas têm maior probabilidade de ocorrer em relação às galáxias que vemos. O estudo baseou-se num catálogo massivo de galáxias e em simulações computacionais sofisticadas para modelar os padrões esperados, garantindo que o sinal detetado não era apenas ruído aleatório. Os autores observaram que, embora os seus dados atuais sejam limitados pelo pequeno número de eventos de ondas gravitacionais bem localizados disponíveis, a técnica é robusta e não depende de suposições complexas sobre as massas dos objetos em colisão. À medida que mais eventos de ondas gravitacionais forem detetados nos próximos anos, espera-se que este método se torne uma nova forma poderosa de mapear o universo e testar as leis da gravidade, oferecendo uma nova perspetiva sobre um dos mistérios mais duradouros da cosmologia moderna.
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