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Approaches to Analysing Historical Newspapers Using LLMs

Este estudo apresenta uma análise computacional de jornais históricos eslovenos, combinando modelagem de tópicos, análise de sentimento baseada em LLMs e visualização de grafos de entidades para examinar como identidades coletivas e orientações políticas foram representadas na virada do século XX, demonstrando o valor de integrar métodos escaláveis com interpretação crítica na pesquisa de humanidades digitais.

Autores originais: Filip Dobranić, Tina Munda, Oliver Pejić, Vojko Gorjanc, Uroš Šmajdek, David Bordon, Jakob Lenardič, Tjaša Konovšek, Kristina Pahor de Maiti Tekavčič, Ciril Bohak, Darja Fišer

Publicado 2026-03-27
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Autores originais: Filip Dobranić, Tina Munda, Oliver Pejić, Vojko Gorjanc, Uroš Šmajdek, David Bordon, Jakob Lenardič, Tjaša Konovšek, Kristina Pahor de Maiti Tekavčič, Ciril Bohak, Darja Fišer

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

Imagine que você tem uma biblioteca gigante cheia de jornais antigos do final do século XIX, escritos em esloveno. Esses jornais são como "cápsulas do tempo" que guardam o que as pessoas pensavam, discutiam e sentiam sobre sua identidade nacional, política e vizinhos. O problema? Esses papéis estão velhos, o texto foi digitalizado por máquinas (OCR) e ficou um pouco "sujo" e cheio de erros, além de serem milhões de páginas. Ninguém consegue ler tudo isso manualmente.

É aqui que entra o estudo que você pediu para explicar. Os autores usaram uma "caixa de ferramentas" moderna, combinando inteligência artificial (especificamente modelos de linguagem grandes, ou LLMs) com a análise cuidadosa de historiadores.

Aqui está a explicação passo a passo, usando analogias simples:

1. O Cenário: Dois Times Rivais

Os pesquisadores escolheram dois jornais principais da época:

  • Slovenec: O jornal dos conservadores e católicos. Eles queriam manter a Igreja forte e eram contra o liberalismo.
  • Slovenski narod: O jornal dos liberais e progressistas. Eles focavam no nacionalismo esloveno e criticavam a desigualdade.

Pense neles como dois canais de TV rivais: um é o "Canal da Tradição" e o outro é o "Canal da Mudança". Ambos falam sobre a mesma cidade (a Eslovênia da época), mas contam histórias diferentes.

2. A Ferramenta Mágica: O "Detetive de Sentimentos" (LLM)

Para entender o que esses jornais diziam sobre grupos de pessoas (como "alemães", "eslovenos", "judeus", "italianos"), os pesquisadores precisavam de um detetive. Eles testaram quatro "inteligências artificiais" diferentes para ler o texto e dizer: "O jornal está elogiando esse grupo, criticando ou apenas falando de forma neutra?"

  • O Desafio: O texto estava cheio de erros de digitalização (como se alguém tivesse lido um jornal manchado de café e tentado digitar).
  • O Vencedor: Uma IA chamada GaMS3 foi a melhor detetive. Ela conseguiu entender o contexto mesmo com os erros.
  • O Pulo do Gato (Limitação): A IA era muito boa em dizer "isso é neutro" (ex: "O alemão chegou"). Mas ela tinha dificuldade em identificar quando algo era "positivo" (elogio) e tendia a achar que tudo era "negativo" (crítica) quando não tinha certeza. É como um detetive que é ótimo em dizer "não foi crime", mas às vezes acha que todo mundo é suspeito.

3. O Mapa do Tesouro: Grafos de Conexão

Depois de analisar o sentimento, os pesquisadores criaram um mapa de conexões (um grafo).

  • Imagine uma teia de aranha gigante.
  • Em um lado da teia estão os temas (política, saúde, religião).
  • No meio estão as pessoas/grupos (alemães, eslovenos, austríacos).
  • Do outro lado estão os lugares (cidades, países).
  • As linhas que conectam tudo mostram quem aparece junto com quem.

O que eles descobriram no mapa?

  • Slovenec (Conservador): O mapa era mais complexo e cheio de conexões. Eles falavam muito sobre a Igreja e usavam termos mais fortes contra os "outros".
  • Slovenski narod (Liberal): O mapa era um pouco mais simples e as pessoas apareciam mais em contextos neutros.
  • Os "Vilões" e "Heróis":
    • Alemães: Apareciam quase sempre com sentimentos negativos (críticas) nos dois jornais. Era o "vilão" comum da época.
    • Eslovenos: Apareciam com sentimentos mistos, mas com mais elogios.
    • Austrianos: Apareciam de forma neutra, como se fossem apenas o "governo" com quem se convivia.
    • Grupos Regionais (ex: "Mediterrâneos"): Apareciam quase sempre de forma neutra, apenas descrevendo quem eram, sem julgamentos.

4. A Análise Humana: O Olho do Historiador

A IA fez o trabalho pesado (ler milhões de páginas e contar estatísticas), mas os pesquisadores humanos olharam para os resultados e fizeram a "leitura fina".
Eles perceberam que os jornais usavam estratégias para criar uma identidade nacional:

  • O "Nós" vs. "Eles": Eles definiam quem era o "nós" (eslovenos) contrastando com o "eles" (alemães, italianos, húngaros).
  • Estratégia de "Outro": O jornal Slovenec tratava os croatas como "irmãos" (positivo), mas os alemães como inimigos ideológicos.
  • O Poder da Palavra: Em anúncios e obituários, a escolha das palavras revelava muito. Um jornal podia chamar um alemão de "poeta" (neutro) e um croata de "patriota nobre" (positivo).

5. A Conclusão: Por que isso importa?

O estudo mostra que não basta apenas usar a máquina, nem apenas ler o papel.

  • Se você só usar a IA, pode errar ao classificar um elogio como uma crítica (porque a IA é conservadora em dar notas positivas).
  • Se você só ler manualmente, nunca conseguiria analisar 14.000 edições de jornal.

A lição principal: Combinar a velocidade da IA com o bom senso do historiador permite ver padrões que antes eram invisíveis. É como usar um telescópio para ver galáxias distantes (a IA) e depois usar um mapa para entender a geografia dessas galáxias (o historiador).

Resumo em uma frase:
Os pesquisadores usaram uma inteligência artificial especializada para "sentir" o clima político em jornais eslovenos antigos, descobrindo como eles construíam a identidade nacional ao elogiar os amigos, criticar os inimigos e ignorar os neutros, tudo isso enquanto aprendiam que a máquina é ótima, mas precisa da ajuda de um humano para não interpretar mal os sentimentos.

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