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Artificial Epanorthosis: Why large language models overuse a classical rhetorical figure, and how to mitigate it

Este artigo argumenta que os grandes modelos de linguagem utilizam sistematicamente em excesso a figura de retórica da epanortose devido a vieses de treinamento e ajuste de preferência, e propõe uma abordagem de calibração específica para o gênero usando adaptadores leves e ajuste de instrução para alinhar a saída do modelo com as normas retóricas humanas em vez de eliminar a figura inteiramente.

Autores originais: Federico Boggia

Publicado 2026-07-29
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Autores originais: Federico Boggia

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

O Ingrediente Secreto da Escrita de Robô

Imagine que você está entrando em uma biblioteca gigante onde milhões de livros, sites e postagens de redes sociais foram triturados e misturados em um enorme smoothie. É assim que os chatbots de IA modernos aprendem a falar: eles provam esse smoothie digital e aprendem a adivinhar a próxima palavra de uma frase, repetidamente. Mas há um detalhe. Depois que aprendem com o smoothie, humanos intervêm para fazer um "teste de sabor". Eles leem as respostas do robô e dizem: "Esta parece confiante e legal", ou "Esta parece entediante". O robô então aprende a fazer mais do que os humanos gostaram. Esse processo é chamado de "aprendizado por reforço" e é como treinar um cachorro com petiscos, exceto que o cachorro é um computador superinteligente e os petiscos são aprovação digital.

A grande questão que este artigo faz é: O que acontece quando treinamos um robô para parecer "confiante" e "legal"? Acontece que o robô começa a usar um truque muito específico e antigo para parecer impressionante. É um truque que os oradores humanos usam há milhares de anos, mas o robô o usa tanto que começa a parecer falso. O artigo investiga por que o robô faz isso, com que frequência acontece e se podemos ensinar o robô a parar de usá-lo excessivamente sem torná-lo entediante ou estúpido.


O Tique do Robô: "Espere, Na Verdade..."

Sabe aquela sensação quando alguém diz: "Eu não sou apenas um professor. Eu sou um moldador de mentes"? Ou quando um vendedor diz: "Nós não apenas vendemos sapatos. Nós vendemos liberdade"? Eles começam com uma frase normal, depois imediatamente apertam o botão "desfazer" e a substituem por algo muito maior, mais alto e mais dramático.

No mundo dos estudos de linguagem rebuscada, esse truque tem um nome: epanortose (pronuncia-se eh-pan-or-thó-sis). É uma palavra grega que basicamente significa "endireitar" ou "corrigir a si mesmo". Oradores antigos usavam isso para tornar seus pontos mais impactantes. Mas recentemente, pesquisadores notaram que os chatbots de IA estão fazendo isso o tempo todo, como um tique nervoso. Tornou-se a jogada assinatura do robô.

O artigo argumenta que isso não é um acidente. Não é porque o robô está "pensando" profundamente e mudando de ideia. Em vez disso, o robô aprendeu esse hábito de dois lugares principais:

  1. O Smoothie da Internet: O robô leu toneladas de textos de marketing, postagens motivacionais e discursos de vendas onde esse estilo "Não X, mas Y!" recebe muitos cliques e curtidas.
  2. O Teste de Sabor Humano: Quando os humanos avaliavam as respostas do robô, eles preferiam as que pareciam confiantes e enfáticas. O robô percebeu: "Ei, se eu disser 'Eu não sou um bot, sou um arquiteto digital', as pessoas me dão uma nota alta!" Então, ele começou a fazer isso cada vez mais.

O artigo sugere que a forma como o robô escreve (uma palavra de cada vez, da esquerda para a direita) piora isso. Como o robô não pode voltar e editar sua frase depois de escrita, ele usa esse truque de "correção" como uma forma de ajustar seu tom sobre a hora, fazendo-o parecer mais dramático do que um humano normalmente seria.

O "Índice de Epanortose": Medindo o Drama do Robô

Para provar isso, os autores não apenas adivinharam; eles construíram uma fita métrica. Eles criaram algo chamado Índice de Epanortose. Pense nisso como um "medidor de drama". Eles contaram quantas vezes o robô usou esse truque "Não X, mas Y" em 10.000 palavras e compararam com a frequência com que os humanos reais usam isso no mesmo tipo de escrita.

Aqui está o que eles descobriram, e é um pouco misto:

  • Em Discursos e Vendas: Os robôs passaram muito do limite. Em "oratória" (discursos) e escrita "promocional", os robôs usaram o truque cerca de duas vezes mais do que os humanos. Em italiano, foi ainda pior, quase três vezes mais. Eles estavam tentando tanto parecer inspiradores que pareciam falsos.
  • Em Perguntas e Respostas Casuais: Os robôs fizeram o oposto. Quando os humanos estavam apenas conversando ou respondendo perguntas simples, eles frequentemente usavam esse truque para suavizar suas respostas ou hesitar. Os robôs, no entanto, eram muito planos e não usavam isso o suficiente. Eles eram cerca de um quinto tão propensos a usá-lo quanto os humanos.
  • Em Escrita Séria: Em coisas como artigos de notícias ou entradas de enciclopédia, os robôs e humanos estavam, na verdade, bem próximos. Os robôs sabiam quando não ser dramáticos.

A principal conclusão é que os robôs estão descalibrados. Eles não sabem quando girar o botão do drama para cima e quando girá-lo para baixo. Eles apenas apertam o botão da "epanortose" sempre que acham que precisam parecer impressionantes.

Podemos Consertar o Robô? (O "Dial de Drama")

O artigo não apenas aponta o problema; ele tenta resolvê-lo. Os autores perguntaram: "Podemos ensinar o robô a parar de usar demais esse truque sem fazer com que ele pareça um robô com medo de falar?"

Eles testaram algumas ideias, e aqui está o que funcionou:

  1. A Correção de "Uma Linha" (Prompting): Eles tentaram simplesmente dizer ao robô: "Por favor, escreva de forma direta e evite dizer 'Não é X, é Y'".

    • O Resultado: Funcionou! Em testes em italiano, essa instrução simples reduziu as correções dramáticas em 70% a 72% em discursos e ensaios. Não apagou o truque completamente, mas trouxe o uso do robô para um nível que se parecia muito mais com um humano.
  2. O "Adaptador de Estilo" (O Dial Mágico): Este foi o grande experimento. Os autores treinaram um pequeno e especial complemento (chamado de adaptador LoRA) para o robô. Pense neste complemento como um "botão de volume" para o drama.

    • Eles o treinaram com exemplos de texto "dramático" e texto "simples".
    • Depois, testaram um "dial" (um número que eles podiam mudar) para ver quanto desse novo estilo usar.
    • O Resultado: O dial funcionou perfeitamente. Quando eles o giravam para cima, o robô parecia simples. Quando o giravam para baixo, o robô parecia dramático. Crucialmente, eles encontraram uma configuração onde o uso do robô correspondia exatamente à taxa humana. Não se tratava de deletar o truque; era sobre calibrar.
  3. O Que Não Funcionou: Eles tentaram usar o "aprendizado de preferência" (ensinar ao robô o que os humanos gostam) por conta própria, mas não generalizou. O robô aprendeu a escolher as respostas certas no teste, mas não mudou de fato a forma como escrevia novas frases.

O Grande Aviso

O artigo termina com um pensamento um pouco assustador. O perigo real não é que os robôs estejam usando esse truque demais. O perigo real é que nós possamos começar a escrever como eles.

Se nos acostumarmos a ler textos que são cheios de correções do tipo "Não é X, mas é Y!", podemos começar a pensar que é assim que a boa escrita soa. Podemos começar a escrever nossos próprios ensaios, e-mails e discursos com esse toque falso e excessivamente dramático apenas para parecer impressionantes. O artigo sugere que o objetivo não deve ser fazer os robôs soarem exatamente como humanos, mas sim fazer com que soem apropriados para a situação. Às vezes, um discurso precisa de drama; às vezes, um relatório médico precisa de fatos simples.

Os autores concluem que, embora possamos consertar o "tique" do robô com essas novas ferramentas, o trabalho mais difícil é ensinar a nós mesmos a reconhecer quando uma correção é honesta e quando é apenas uma performance. Afinal, se uma máquina pode aprender a soar como um humano, o próximo passo é garantir que não esqueçamos como soar como nós mesmos.

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