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⚛️ quantum physics

High-rate multipartite quantum secret sharing with composable security

Este artigo demonstra experimentalmente um protocolo de compartilhamento de segredo quântico multipartite de alta taxa e segurança composível utilizando estados GHZ de 4 qubits distribuídos sobre uma rede de fibra de 20 km, alcançando uma taxa de chave secreta de 750 bits por segundo e projetando um rendimento de chave segura de 24 horas de 8,7 Mbits, ao mesmo tempo em que fornece segurança robusta contra ataques gerais e de participantes.

Autores originais: Russell M. J. Brooks, Joseph Ho, Joseph Niblo, Janka Memmen, Anna Pappa, Jens Eisert, Nathan Walk, Alessandro Fedrizzi

Publicado 2026-09-15
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Autores originais: Russell M. J. Brooks, Joseph Ho, Joseph Niblo, Janka Memmen, Anna Pappa, Jens Eisert, Nathan Walk, Alessandro Fedrizzi

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

No futuro, a internet poderá evoluir para algo muito mais seguro do que as redes que usamos hoje, baseando-se nas estranhas regras da física quântica para proteger a informação. No coração desta potencial revolução está um conceito chamado partilha de segredos quânticos. Imagine um cofre que não pode ser aberto a menos que um grupo específico de pessoas trabalhe em conjunto; se mesmo uma pessoa estiver ausente, o segredo permanece trancado. Esta é a essência da partilha de segredos, um método usado para distribuir uma peça de informação entre muitas pessoas para que apenas uma equipa autorizada possa reconstruí-la. Embora existam versões clássicas disto, elas dependem de uma complexidade matemática que poderá um dia ser quebrada por computadores poderosos. A partilha de segredos quânticos oferece um caminho diferente, utilizando as leis fundamentais da natureza para detetar se alguém está a tentar espiar ou agir de forma desonesta. O desafio tem sido fazer isto funcionar no mundo real, especialmente ao lidar com múltiplas pessoas que podem não confiar umas nas outras, e garantir que o sistema permanece seguro mesmo quando o número de pontos de dados recolhidos é limitado.

Uma equipa de investigadores deu agora um passo significativo em frente ao demonstrar uma versão funcional desta tecnologia que é simultaneamente rápida e rigorosamente segura. Eles construíram um experimento para testar um protocolo onde um distribuidor central distribui um segredo para um grupo de participantes, garantindo que o segredo só pode ser recuperado se todos na equipa colaborarem. Os investigadores utilizaram partículas de luz, especificamente fotões, para transportar a informação. Eles geraram um estado especial de quatro fotões que estavam ligados de uma forma que desafia a intuição clássica; medir um afeta instantaneamente os outros, não importa quão distantes estejam. Este estado ligado, conhecido como estado GHZ, serviu como o veículo para o segredo. A equipa conseguiu criar estes ligações de quatro fotões a uma taxa de mais de cinco mil vezes por segundo, uma velocidade que é notavelmente alta para estados quânticos tão complexos.

O experimento foi desenhado para testar não apenas a velocidade, mas a segurança contra um tipo específico de ameaça: um participante desonesto. Em muitas tentativas anteriores, uma única pessoa desonesta no grupo poderia potencialmente aprender o segredo sem ajudar os outros, simplesmente manipulando a ordem das suas ações. Os investigadores implementaram um novo método que evita isto. Ao analisar cuidadosamente os dados das suas medições, eles inferiram que o sistema protegeria o segredo mesmo se um ou mais participantes tentassem agir de forma desonesta, sob a premissa de que as estatísticas da fonte e do dispositivo permaneçam estacionárias. Eles distribuíram estes fotões ligados através de uma rede de fibras óticas com um comprimento total de vinte quilómetros, simulando uma ligação do mundo real entre um servidor central e três utilizadores diferentes. A configuração tinha uma forma de estrela, com a fonte no meio e os utilizadores nas extremidades dos braços.

Ao longo de dez horas de tempo de laboratório, a equipa recolheu milhões de eventos de medição. Eles analisaram os erros e as taxas à qual os fotões chegavam para calcular quanto segredo informativo poderia ser extraído com segurança. Os resultados mostraram que o sistema poderia gerar uma chave segura a uma taxa de cerca de 750 bits por segundo num cenário ideal e infinito. Mais importante ainda, quando contabilizaram o facto de terem apenas uma quantidade finita de dados, os seus cálculos mostraram que um dia inteiro de execução deste sistema otimizado renderia quase nove milhões de bits seguros. Este limite inferior confirma que o protocolo não é apenas teoricamente sólido, mas também praticamente viável para gerar quantidades substanciais de dados seguros, desde que o sistema opere com uma seleção de base verdadeiramente aleatória.

Os investigadores também abordaram a questão da eficiência. Em versões anteriores de tais protocolos, os participantes tinham de escolher as suas configurações de medição de forma aleatória e igual, o que desperdiçava muitos dados potenciais porque as configurações frequentemente não coincidiam. A equipa demonstrou que, ao enviesar ligeiramente a escolha das configurações para a configuração mais útil, poderiam aumentar dramaticamente a quantidade de chave secreta gerada sem comprometer a segurança. Esta otimização permitiu-lhes atingir uma eficiência comparável aos métodos de comunicação mais confiáveis, mas com a segurança adicional de detetar participantes desonestos. O experimento dependeu de cristais de alta qualidade para criar os fotões e de detetores supercondutores para os contar, garantindo que o ruído no sistema permanecesse baixo o suficiente para manter a integridade do segredo.

Embora esta demonstração seja uma prova de princípio, ela destaca o caminho para um futuro onde as redes quânticas possam coordenar grupos de pessoas de forma segura. Os investigadores notaram que escalar isto para redes maiores exigirá fontes de luz ainda mais avançadas e melhores formas de lidar com a perda de fotões ao longo de longas distâncias. Eles também apontaram que a sua configuração atual utilizou dispositivos motorizados para alternar as configurações de medição em blocos, o que é mais lento do que o que um sistema totalmente seguro e em tempo real precisaria. Especificamente, a aquisição por blocos utilizada no experimento não reproduz a condição de amostragem aleatória adversária necessária para a segurança composicional contra ataques gerais; os valores reportados devem, portanto, ser interpretados como uma projeção de desempenho para uma implementação com seleção de base verdadeiramente aleatória. No entanto, os dados recolhidos fornecem um ponto de referência sólido para o que é possível. Ao combinar a geração de alta velocidade com uma análise de segurança rigorosa que contabiliza dados finitos e utilizadores desonestos, este trabalho move a partilha de segredos quânticos de uma ideia teórica para uma realidade tangível, oferecendo um novo padrão para como os grupos podem partilhar segredos num mundo conectado.

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