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Reveal, Correct, Then Pay: Encrypted Mempools and Perpetual Funding Security

Este artigo argumenta que os mempools criptografados, embora eficazes contra o valor máximo extraível, criam inadvertidamente uma vulnerabilidade de segurança no financiamento de futuros perpétuos ao impedir a arbitragem corretiva imediata durante a fase de compromisso, amplificando, assim, ataques de manipulação de estado através de lacunas de reação econômica e redução da capitalização de preço.

Autores originais: Benjamin Marsh

Publicado 2026-07-16
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Autores originais: Benjamin Marsh

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

Imagine o mundo digital das criptomoedas como um mercado enorme e movimentado, onde as pessoas negociam ativos digitais a cada segundo. Neste mercado, existe uma sala de espera especial chamada "mempool", onde as transações ficam paradas antes de serem oficialmente processadas e adicionadas ao registro público. Normalmente, esta sala de espera é como uma caixa de vidro: todos podem ver o que você está comprando ou vendendo antes de o negócio acontecer. Esta transparência tem um lado negativo: bots espertos podem espiar o seu pedido, saltar na sua frente para comprar a mesma coisa mais barato e, depois, vendê-la para você por um preço mais alto um milésimo de segundo depois. Isso é chamado de "front-running", e é como se alguém visse você prestes a comprar um ingresso para um show e comprasse o melhor assento primeiro, apenas para vendê-lo para você pelo dobro do preço.

Para impedir isso, engenheiros inventaram os "mempools criptografados". Pense nisso como colocar cada transação dentro de um cofre trancado e inquebrável. O cofre viaja pelo sistema, e ninguém pode ver o que há dentro até o exato momento em que a transação é oficialmente colocada na fila. Isso impede que os bots espertos vejam a sua negociação específica e ultrapassem a sua vez. Parece uma solução perfeita, certo? Bem, este artigo faz uma pergunta complicada: e se a pessoa que está colocando a transação no cofre for quem está tentando trapacear? E se o atacante souber exatamente o que está fazendo, mas o mercado não souber? O artigo explora se esconder a transação realmente ajuda o atacante ao cegar os "corretores" naturais do mercado — as pessoas que costumam corrigir erros de preço — enquanto o atacante ainda conhece o seu próprio plano.

Este artigo, intitulado "Reveal, Correct, Then Pay" (Revelar, Corrigir, Depois Pagar), investiga um tipo específico de trapaça no mundo dos "futuros perpétuos", que são apostas de longo prazo no preço de um ativo. Os autores, Benjamin Marsh, do Sei Labs e da Universidade de Portsmouth, argumentam que, embora os mempools criptografados sejam ótimos para deter ataques contra outras pessoas, eles podem acidentalmente facilitar que um atacante manipule o mercado para si mesmo.

O cerne do problema é uma lacuna de tempo. Em um mercado normal, se alguém tenta elevar ou baixar um preço, outros negociantes veem isso imediatamente e intervêm para corrigi-lo, tornando o preço justo novamente. Mas com mempools criptografados, o mercado tem que esperar o "cofre" ser aberto para poder ver a manipulação. Até que o cofre se abra e o mercado perceba o que aconteceu, o atacante já preparou a sua armadilha. O artigo mostra que esse atraso cria uma "lacuna de reação". Mesmo que o cofre se abra em uma fração de segundo, esse pequeno atraso é suficiente para impedir que os corretores naturais do mercado atuem na mesma remessa de transações.

Os autores modelam isso usando o conceito de "taxas de financiamento" (funding rates), que são pagamentos feitos entre negociantes para manter o preço de uma aposta perpétua próximo ao preço real do mercado. Um atacante pode esconder uma transação que distorce levemente esse sinal de preço. Como o mercado está cego durante a fase de criptografia, a distorção dura mais tempo do que duraria em um mercado transparente. O artigo prova que esse tempo extra permite que o atacante colete mais dinheiro. Especificamente, eles descobrem que o lucro que um atacante obtém não é apenas um pouco maior; é quadrático no produto da capacidade de alvo do atacante e do fator de resposta (que inclui a persistência da distorção). Isso significa que, se a habilidade do atacante de visar o mercado permanecer a mesma, mas a capacidade do mercado de corrigir o erro diminuir mesmo que um pouco, o lucro potencial do atacante pode aumentar significamente, impulsionado por essa combinação de habilidade e atraso.

O artigo descarta explicitamente a ideia de que a criptografia é um escudo universal contra toda manipulação. Ele argumenta que, para ataques "autorreferenciados" (self-authored) — onde o atacante é o próprio criador da transação — esconder o pedido não esconde a intenção do atacante de si mesmo, mas esconde a intenção do mercado de seus defensores. Os autores mostram que, se um atacante já possui uma posição (como uma aposta de que o preço vai subir), ele pode usar a criptografia para distorcer o sinal de preço, esperar o mercado abrir o cofre e, então, coletar um pagamento que é muito maior do que teria sido se o mercado pudesse reagir instantaneamente.

No entanto, o artigo não apresenta apenas um problema; ele oferece uma solução. Os autores propõem uma nova regra para como esses mercados devem funcionar: "Reveal, Correct, Measure, Then Pay" (Revelar, Corrigir, Medir, Depois Pagar). Em vez de abrir o cofre e imediatamente pagar com base no novo preço, o sistema deve esperar. Ele deve abrir o cofre, deixar os "corretores" do mercado verem a distorção e corrigi-la, medir o preço após essa correção e, só então, realizar o pagamento. Isso cria um "buffer de correção" que dá ao mercado tempo para curar a ferida antes que o atacante receba sua recompensa.

Os autores são muito precisos em suas descobertas. Eles usam modelos matemáticos e simulações para mostrar que essa "lacuna de reação" é um perigo real e mensurável. Eles calculam que mesmo um pequeno atraso pode aumentar significativamente o lucro do atacante, especialmente se o mercado costuma corrigir erros muito rapidamente. Eles também introduzem um "índice de segurança" que decompõe o risco em três partes: o quão cego o atacante é, o quão protegido o mercado está de corrigir e o quanto o mercado capitaliza sobre o pagamento previsível. Sua matemática mostra que a criptografia pode ser, de fato, prejudicial se ela protege a capacidade do atacante de esconder seu preço de entrada enquanto simultaneamente cega a capacidade do mercado de corrigir o preço.

Em suma, o artigo sugere que, embora trancar transações em um cofre seja ótimo para proteger usuários inocentes de serem visados, pode haver um efeito reverso se o sistema não tiver um período de "resfriamento" integrado. Se o mercado abrir o cofre e imediatamente realizar o pagamento, é como deixar um ladrão armar uma armadilha e depois entregar a ele as chaves do cofre antes que qualquer pessoa possa impedi-lo. A solução é abrir o cofre, deixar os guardas consertarem a bagunça e, só então, entregar as chaves. Isso garante que a privacidade proteja os usuários sem dar aos atacantes um passe livre para manipular o sistema.

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