Healthcare professionals' perspectives on a multilevel cardiovascular risk management intervention (PROSPERA programme)
Este estudo identifica barreiras e facilitadores entre profissionais de saúde em relação à implementação do programa de gestão de risco cardiovascular multinível PROSPERA, destacando a necessidade de educação direcionada, formação e reestruturação ambiental para apoiar a sua adoção nos cuidados primários.
Autores originais:Bongaerts, V. A. M. C., van Gestel, L. C., van Peet, P. G., Vuijk, M.-L. S., Hageman, S. H. J., Dorresteijn, J. A. N., Bonten, T. N., Numans, M. E., van Os, H. J. A., Vos, R. C.
Autores originais: Bongaerts, V. A. M. C., van Gestel, L. C., van Peet, P. G., Vuijk, M.-L. S., Hageman, S. H. J., Dorresteijn, J. A. N., Bonten, T. N., Numans, M. E., van Os, H. J. A., Vos, R. C.
Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). ⚕️ Esta é uma explicação gerada por IA de um preprint que não foi revisado por pares. Não é aconselhamento médico. Não tome decisões de saúde com base neste conteúdo. Ler aviso legal completo
Imagine o consultório do seu médico local como um farol movimentado. Durante anos, este farol tem sido excelente em avistar navios (pacientes) que já estão em apuros ou que têm tempestades conhecidas à frente (condições crônicas como doenças cardíacas). No entanto, o farol tem tido dificuldade em ver os navios que estão prestes a entrar em apuros, mas que ainda não colidiram, simplesmente porque há muitos navios na névoa e a tripulação não possui um sistema de radar para organizá-los.
Este artigo trata do teste de um novo "Sistema de Super-Radar" chamado PROSPERA. Os pesquisadores queriam saber: A tripulação do farol (médicos e enfermeiros) realmente usará este novo radar ou o acharão confuso ou irritante?
Aqui está a divisão de suas descobertas em linguagem simples:
O Novo Sistema: Duas Partes
O programa PROSPERA tenta consertar o farol de duas maneiras:
A Visão Geral (Nível Populacional): Em vez de esperar que um navio peça ajuda, o sistema usa dados para criar uma "lista de prioridades". Ele classifica todos os pacientes em três grupos:
Verde: Está tudo bem, talvez apenas um check-in uma vez por ano.
Âmbar: Precisa de uma atenção mais próxima em breve.
Vermelho: Precisa de ajuda imediata e intensiva.
O Objetivo: A tripulação pode parar de adivinhar quem chamar e começar a alcançar proativamente os navios "Vermelhos" e "Âmbar".
As Ferramentas Individuais (Nível Individual): Quando um paciente entra, a tripulação tem três novos dispositivos para ajudá-los a conversar com o paciente:
A Folha de Lição de Casa (Lifestylecheck): Um questionário que o paciente preenche antes da visita para refletir sobre seus hábitos.
O Calculador de Risco (U-Prevent): Uma ferramenta de computador que desenha gráficos coloridos para mostrar ao paciente: "Se você continuar fazendo X, aqui está o seu risco. Se você mudar para Y, veja o quanto mais seguro você se torna."
A Caixa Remota: Um kit com um medidor de pressão arterial e uma balança que os pacientes podem usar em casa para enviar dados de volta ao médico.
O Que a Tripulação Disse: O Bom, o Mau e o Feio
Os pesquisadores perguntaram aos médicos e enfermeiros (a tripulação) o que eles acharam de usar este novo sistema. Aqui está o que encontraram:
1. Os Obstáculos da "Visão Geral" (Classificando os Navios)
O Problema do "Quem é Quem?": A tripulação disse: "Nós costumávamos conhecer nossos pacientes de cor. Agora, temos uma lista de computador, mas a lista não é perfeita." Às vezes, o computador perdia pessoas ou incluía as pessoas erradas porque os registros digitais no consultório estavam bagunçados.
O Problema do "Excesso de Papelada": Fazer os pacientes se inscreverem neste novo sistema parecia uma maratona apenas para convidá-los para uma festa. O processo era muito lento e complicado.
A Confusão do "Quem está no Comando?": Os enfermeiros sentiram-se um pouco nervosos. Eles estão acostumados a seguir regras estritas. O novo sistema pedia que eles tomassem grandes decisões por conta própria (como dizer: "Este paciente está bem, vamos pular a consulta dele"). Eles sentiram que precisavam de mais treinamento para confiar em sua própria intuição sem um médico pairando sobre eles.
O Medo do "Relacionamento": Alguns enfermeiros temiam que, se parassem de ver os pacientes com tanta frequência (porque o computador disse que eles eram "Verdes"), perderiam essa conexão pessoal. Eles sentiam que estavam soltando as rédeas.
2. Os Obstáculos "Um a Um" (Usando os Dispositivos)
O Problema dos "Velhos Hábitos": É difícil quebrar uma rotina. Alguns enfermeiros estavam tão acostumados a fazer as perguntas eles mesmos que esqueciam de entregar a "Folha de Lição de Casa" (Lifestylecheck). Eles ficavam tão focados no novo Calculador de Risco que acidentalmente ignoravam a outra ferramenta.
O Problema de "Ler o Mapa": Alguns pacientes tinham dificuldade em ler a folha de lição de casa porque a linguagem era muito difícil. Além disso, a "Caixa Remota" (o kit de monitoramento doméstico) foi vista como muito trabalho para pacientes que não são tecnologicamente instruídos ou organizados.
A Vitória dos "Visuais que Funcionam": A tripulação adorou os gráficos coloridos do Calculador de Risco. Eles disseram: "Quando mostramos a um paciente uma barra vermelha tornando-se verde, eles finalmente entendem." Isso tornou o conceito assustador de "risco cardíaco" fácil de compreender.
A "Excitação Nervosa": Na primeira vez que usaram as novas ferramentas, todos se sentiram um pouco agitados, como uma criança tentando um novo videogame pela primeira vez. Mas, assim que pegaram o jeito, sentiram que era realmente útil.
A Conclusão Final
O artigo conclui que este novo "Super-Radar" tem muito potencial, mas ainda não está pronto para ser ligado na potência máxima.
Para fazê-lo funcionar, os médicos e enfermeiros precisam de melhor treinamento (especialmente sobre como ler os gráficos de risco e tomar decisões independentes).
A tecnologia precisa de um ajuste para que as listas sejam mais precisas e a papelada seja menos irritante.
O ambiente precisa mudar para tornar essas novas ferramentas mais fáceis de lembrar e usar todos os dias.
Essencialmente, a tripulação está disposta a usar o novo radar, mas eles precisam que o dono do farol conserte as falhas e lhes dê um mapa melhor antes que possam navegar com confiança neste novo modo de trabalho.
Resumo Técnico: Perspectivas de Profissionais de Saúde sobre o Programa PROSPERA
Definição do Problema As doenças cardiovasculares (DCV) continuam a ser uma das principais causas de mortalidade globalmente. Na Holanda, embora dois terços da gestão de risco cardiovascular (CVRM) ocorram nos cuidados primários, a abordagem atual é amplamente reativa e uniforme. Embora as diretrizes recomendem o cálculo de escores de risco individuais, não existe uma estrutura estabelecida a nível populacional para a abordagem proativa de pacientes baseada no risco. Consequentemente, os recursos não são distribuídos de forma equitativa entre subgrupos heterogéneos de pacientes, e os objetivos de tratamento personalizados não são discutidos universalmente. O programa PROSPERA foi desenvolvido como uma intervenção multinível para abordar esta lacuna, combinando a estratificação de risco ao nível da população com ferramentas de apoio ao nível individual. No entanto, pesquisas anteriores indicam que uma pequena proporção da investigação em saúde se traduz em prática clínica sustentável, particularmente para intervenções complexas. Portanto, compreender as barreiras e facilitadores que influenciam a mudança de comportamento dos profissionais de saúde (PS) é crítico antes da implementação.
Metodologia Este estudo qualitativo avaliou barreiras e facilitadores antecipados e experienciados entre profissionais de cuidados primários para informar a implementação do programa PROSPERA.
Design: O estudo utilizou quatro grupos focais e seis entrevistas semiestruturadas com nove profissionais de cuidados primários (médicos de família e enfermeiros de prática) afiliados à Rede Académica do Centro Médico Universitário de Leiden Extramural (ELAN).
Estrutura Teórica: A recolha e análise de dados basearam-se no Theoretical Domains Framework (TDF) e no modelo de comportamento Capability, Opportunity, Motivation (COM-B).
Componentes da Intervenção: O programa PROSPERA inclui:
Nível Populacional: Estratificação de risco de pacientes em três painéis (normal, alto, extra alto) com base nas necessidades de prevenção primária/secundária e no alcance dos objetivos de tratamento.
Nível Individual:
Lifestylecheck: Um questionário pré-consulta sobre motivação de estilo de vida.
U-Prevent: Uma ferramenta de suporte à decisão clínica para cálculo e comunicação interativa de risco.
The Box: Ferramentas de monitorização remota do paciente (pressão arterial, peso, atividade).
Processo de Recolha de Dados: O estudo seguiu uma abordagem sequencial:
Grupos focais sobre práticas atuais de CVRM (junho de 2023).
Grupos focais sobre barreiras/facilitadores antecipados utilizando uma versão piloto do PROSPERA, incluindo um método de "pensar em voz alta" para teste de dashboard (setembro de 2023).
Uma implementação piloto em três práticas de medicina geral em Haia.
Grupos focais e entrevistas individuais sobre barreiras/facilitadores experienciados após o uso clínico (janeiro–março de 2024).
Análise: As transcrições foram codificadas indutivamente, classificadas como barreiras ou facilitadores, e mapeadas para os domínios do TDF e construtos do COM-B.
Principais Resultados Barreiras e facilitadores foram identificados em 11 dos 14 domínios do TDF, categorizados pelos dois comportamentos-alvo:
1. Fornecer Cuidados Proativos ao Nível Populacional
Capacidade (Capability): Os PS expressaram a necessidade de suporte de dados para identificar pacientes de alto risco, observando que não podiam confiar apenas na memória devido às grandes populações de pacientes.
Oportunidade (Opportunity):
Facilitadores: O conceito de painel foi visto como valioso para a priorização, mudando a dependência da intuição para os dados.
Barreiras: Surgiram restrições de tempo porque as listas exibiam todos os pacientes em vez de apenas os atribuídos. Foram relatadas imprecisões na criação de painéis devido à extração limitada de dados em tempo real dos Registos de Saúde Eletrónicos (EHRs) e documentação deficiente. O procedimento de consentimento informado do estudo também foi citado como uma barreira dificultadora.
Motivação (Motivation):
Facilitadores: Os PS sentiram-se motivados a identificar pacientes que necessitam de acompanhamento intensivo e, inversamente, aqueles que podem reduzir a frequência de consultas (autogestão).
Barreiras: Os PS expressaram desconforto em relação à mudança do cuidado reativo para o proativo. Os enfermeiros de prática especificamente careciam de confiança para desviar-se das diretrizes padrão para alterar as frequências de acompanhamento de forma independente. Houve também preocupação de que reduzir as visitas presenciais ou utilizar a monitorização remota pudesse impactar negativamente a relação profissional-paciente e alterar a identidade profissional. Existia ambiguidade quanto a quem detém a responsabilidade pela estratificação de risco populacional, com uma preferência para que organizações regionais automatizassem o processo.
2. Utilizar Ferramentas de Suporte ao Nível Individual
Capacidade (Capability):
Facilitadores: Os PS planearam ativamente como integrar o Lifestylecheck e o U-Prevent nas consultas.
Barreiras: Rotinas habituais tornaram difícil a alteração dos fluxos de trabalho; alguns PS esqueciam-se do Lifestylecheck quando sobrecarregados pela ferramenta U-Prevent. Surgiram questões sobre a interpretação de modelos de tratamento para pacientes que não se enquadravam nos perfis de calculadoras padrão.
Oportunidade (Opportunity):
Barreiras: O baixo nível de literacia em saúde na população de pacientes dificultou a conclusão dos questionários pré-consulta. O "Box" (monitorização remota) foi considerado viável apenas para pacientes específicos capazes de autogestão. Os enfermeiros de prática notaram a necessidade de mais tempo de preparação e instrução para desenvolver competências de comunicação de risco.
Motivação (Motivation):
Facilitadores: A conclusão pré-consulta do Lifestylecheck foi vista como uma forma de ativar a reflexão do paciente. As visualizações no U-Prevent (barras/gráficos coloridos) foram consideradas úteis para explicar conceitos de risco, particularmente para pacientes com menor nível de escolaridade.
Barreiras: Embora as visualizações fossem úteis, alguns PS sentiram que nem sempre traduziam para uma compreensão mais profunda de percentagens de risco abstratas. Houve uma lacuna de competências percebida entre os enfermeiros de prática na interpretação de escores de risco e benefícios de tratamento, uma vez que estes não faziam parte da sua formação profissional.
Neutro/Emoção: O uso inicial das ferramentas gerou nervosismo e entusiasmo, vistos como uma reação natural a novas abordagens. A maioria dos PS não tinha intenção de usar o "Box" para monitorização contínua, preferindo empréstimos temporários para verificações periódicas.
Significância e Alegações O artigo afirma que abordar as barreiras e facilitadores identificados tanto ao nível populacional como individual é essencial para a implementação bem-sucedida do programa PROSPERA.
Estratégia de Implementação: Os autores sugerem que existem oportunidades na educação e formação dos PS no que diz respeito à comunicação de risco e na reestruturação do ambiente físico e digital (ex: atalhos de desktop, colocação visível das ferramentas) para apoiar a mudança de comportamento.
Contribuição para a Literatura: Este estudo é apresentado como o primeiro a utilizar uma abordagem de gestão de saúde populacional proativa para explorar como os profissionais de saúde percecionam a mudança da prestação de cuidados reativos para a entrega de cuidados proativos.
Modéstia: Os autores afirmam explicitamente que o estudo avalia barreiras e facilitadores antecipados e experienciados para informar estratégias de implementação. Eles não alegam ter provado a eficácia clínica do programa, observando que a eficácia será examinada num futuro ensaio controlado randomizado de cluster separado. O estudo enfatiza que demonstrar a eficácia não garante a adoção e, portanto, a investigação em fase inicial sobre determinantes comportamentais é crucial para selecionar estratégias de implementação eficazes.