Leveraging electronic medical and financial records to estimate financial costs of delivering health services in health facilities: a multi-site retrospective study in Burundi
Este estudo retrospectivo multicêntrico no Burundi utiliza registros médicos e financeiros eletrônicos para estimar que os custos de saúde aumentam com o nível da unidade de saúde, revelando distintos direcionadores de custos (medicamentos em centros de saúde versus pessoal em hospitais) e defendendo tarifas de reembolso diferenciadas e estratégias de gestão direcionadas para apoiar a cobertura universal de saúde.
Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo
Em muitas partes do mundo, garantir que todos possam aceder a cuidados de saúde de qualidade sem cair na pobreza é um objetivo primordial. Para que isto aconteça, os governos e as organizações de saúde precisam de saber exatamente quanto custa gerir uma clínica ou um hospital. Isto não se trata apenas de contar dinheiro; trata-se de compreender o verdadeiro preço de salvar uma vida ou tratar uma doença. Em países de baixo rendimento, onde os recursos são escassos, conhecer estes custos é crítico para o planeamento. No entanto, recolher esta informação tem sido tradicionalmente difícil, lenta e dispendiosa, dependendo frequentemente de inquéritos manuais que não captam o panorama geral. Recentemente, muitos países começaram a utilizar sistemas digitais para registar as visitas dos pacientes e as transações financeiras. Estes registos eletrónicos criam um vasto fluxo de dados que, se utilizados corretamente, poderiam revelar o verdadeiro custo dos cuidados de saúde com rapidez e precisão.
Uma equipa de investigadores no Burundi decidiu testar se estes registos digitais poderiam ser usados para responder a uma questão fundamental: quanto custa realmente prestar cuidados de saúde em diferentes níveis do sistema? Eles focaram-se na rede de instalações de saúde públicas e de base religiosa do país, que variam desde pequenos centros de saúde locais até grandes hospitais regionais. A equipa analisou um ano completo de dados, de julho de 2024 a junho de 2025, recolhidos de 51 instalações diferentes. Ao extrair informações diretamente dos computadores utilizados por médicos e contabilistas, evitaram a necessidade de inquéritos manuais demorados. O seu objetivo era mapear o panorama financeiro do sistema de saúde do país, identificando para onde vai o dinheiro e como os custos mudam à medida que um paciente passa de um pequeno centro de saúde para um grande hospital.
O estudo revelou um padrão claro: o custo de gerir uma instalação de saúde aumenta significamente à medida que o nível de cuidados aumenta. Um centro de saúde típico, que serve como o primeiro ponto de contacto da comunidade, tinha um custo anual mediano de pouco mais de 103.000 euros. Um hospital de distrito, que lida com casos mais complexos e possui mais camas, custava quase 548.000 euros por ano. No topo da pirâmide, um hospital regional, que presta cuidados especializados, tinha um custo anual mediano de mais de 1,7 milhões de euros. Esta progressão faz sentido dada a complexidade dos serviços oferecidos, mas o estudo também descobriu uma mudança surpreendente no que impulsiona estes custos.
Ao nível do centro de saúde, a maior despesa não era o pessoal, mas sim os medicamentos e os suprimentos. Estes itens representavam quase três quartos do orçamento total. Isto reflete a realidade de que os centros de saúde estão focados principalmente no tratamento de doenças comuns e na prestação de cuidados básicos, o que requer um fluxo constante de fármacos e consumíveis. Em contraste, o cenário financeiro inverteu-se completamente nos hospitais. Nos hospitais de distrito e regionais, o maior custo eram as pessoas que lá trabalham. Os salários e benefícios dos funcionários constituíam quase metade das despesas totais nestas instalações maiores. Isto acontece porque os hospitais requerem uma força de trabalho maior e mais especializada para lidar com turnos noturnos, cirurgias e tratamentos complexos, enquanto os centros de saúde dependem mais fortemente dos medicamentos que distribuem.
Quando os investigadores dividiram os custos pelo tipo de serviço prestado, descobriram que os cuidados curativos — tratar pessoas que já estão doentes — consumiam a vasta maioria do orçamento em todos os níveis. No entanto, o equilíbrio entre tratar a doença e preveni-la variava conforme a instalação. Os centros de saúde gastavam uma parte significativa dos seus recursos em cuidados preventivos, como vacinações e planeamento familiar, que é a sua missão principal. À medida que as instalações se tornavam maiores, o foco mudava quase inteiramente para o tratamento de pacientes doentes. Quando se chegava a um hospital regional, quase todo o dinheiro era destinado aos serviços curativos, com muito pouco restante para a prevenção.
O estudo também calculou o custo de uma única interação com o sistema de saúde. Uma visita a um centro de saúde custava, em média, 2,70 euros, enquanto uma visita a um hospital de distrito custava 10 euros, e uma visita a um hospital regional custava 15,10 euros. Da mesma forma, o custo de um único dia no hospital subia de 4 euros num centro de saúde para mais de 10 euros num hospital regional. Estes números sugerem que um preço único para os serviços de saúde não se adequa a todas as instalações. Os investigadores argumentam que as políticas de reembolso, que determinam quanto o governo ou o seguro paga por um serviço, devem ser ajustadas para refletar estes diferentes custos. Atualmente, muitos sistemas utilizam uma taxa fixa para todas as instalações, o que pode não cobrir as despesas reais de gerir um grande hospital ou um pequeno centro de saúde.
As conclusões também apontam para áreas específicas onde a gestão poderia ser melhorada. Como os medicamentos são o maior custo para os centros de saúde, o estudo sugere que melhorar a forma como estes suprimentos são geridos poderia levar a poupanças significativas. Para os hospitais, onde os custos de pessoal são o fator dominante, o foco deve estar na gestão e recrutamento eficientes de pessoal. Os investigadores observaram que, embora os seus dados provieram de instalações digitalizadas, que representam uma parte crescente, mas ainda pequena, da rede total, o método que utilizaram oferece uma ferramenta poderosa. Demonstra que os benefícios de digitalizar os registos de saúde vão além de manter melhores notas de pacientes; eles fornecem uma forma rápida, precisa e acessível de compreender a economia dos cuidados de saúde. Esta abordagem permite que os decisores políticos tomem decisões baseadas em números reais em vez de estimativas, um passo crucial para construir um sistema de saúde que funcione para todos.
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