Natural Disasters and Electoral Consequences: Evidence on Voter Preferences and Participation from U.S. Presidential Elections
Este estudo analisa as eleições presidenciais dos EUA de 1996 a 2020 e conclui que desastres naturais severos reduzem significativamente a parcela de votos do partido do incumbente por meio de mudanças nas preferências dos eleitores, em vez de mudanças na participação eleitoral, com declarações federais de desastre e o alinhamento partidário entre o presidente e o governador desempenhando papéis fundamentais na mitigação dessas perdas eleitorais.
Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo
Imagine os Estados Unidos como um gigantesco quebra-cabeça de 3.000 peças, onde cada peça é um condado. Agora, imagine que a cada poucos anos, uma enorme nuvem de tempestade invisível passa sobre algumas dessas peças, derrubando chuva, vento ou fogo. A grande pergunta que os pesquisadores fizeram foi: quando essas tempestades atingem o solo, a pessoa que está atualmente no comando do país (o Presidente) é votada para fora ou as pessoas simplesmente ficam em casa e não votam de jeito nenhum?
Para encontrar a resposta, os autores analisaram um livro de história massivo de 3.016 condados ao longo de sete eleições presidenciais, de 1996 a 2020. Eles não apenas adivinharam; eles usaram um microscópio matemático superinteligente (chamado de "estrutura de efeitos fixos de duas vias") para dar um zoom no que acontecia dentro de cada condado ao longo do tempo, comparando anos com tempestades com anos sem elas, enquanto ignoravam coisas que nunca mudam sobre um lugar, como sua história ou seu "vibe" geral.
Aqui está o que eles descobriram, dividido em três histórias principais:
1. O "Jogo da Culpa" é Real
Quando um condado é atingido por um desastre natural severo, os eleitores dessa área tendem a se voltar contra o partido que detém atualmente a Casa Branca. É como um cliente que compra um produto e, quando ele quebra, exige um reembolso. O estudo descobriu que, para cada degrau de aumento na severidade do desastre, a participação de votos do partido incumbente caiu. Especificamente, um aumento de um ponto-log na danificação do desastre (que é uma maneira sofisticada de medir quanto dinheiro foi perdido) foi ligado a uma queda de 0,042 pontos percentuais no apoio. Quando adicionaram mais detalhes à sua matemática, essa queda cresceu para 0,170 pontos percentuais.
Isso sugere que os eleitores estão praticando o "voto retrospectivo". Eles não estão necessariamente dizendo: "O Presidente causou o tornado". Em vez disso, estão pensando: "O tornado aconteceu e a resposta não foi boa o suficiente, então vou votar em outra pessoa".
2. A "Equipe de Resgate" Ajuda, Mas Apenas um Pouco
Você pode pensar que, se o Presidente enviar uma grande equipe de resgate (uma Declaração de Desastre Presidencial, ou PDD), os eleitores ficarão super felizes e votarão no Presidente novamente. O estudo descobriu que isso é mais ou menos verdade, mas não é uma solução máica.
Quando um condado recebia uma PDD, a queda de apoio ao Presidente era menor. É como receber um cupom por um brinquedo quebrado; não conserta o brinquedo, mas faz você se sentir um pouquinho melhor. Os dados mostraram que os condados com uma PDD viram um aumento no apoio variando de 0,25 a 0,36 pontos percentuais. No entanto, isso não apagou a penalidade pelo desastre; apenas suavizou o golpe.
3. A "Cor do Time" Importa Mais do que o Resgate
Aqui está a reviravolta que surpreendeu os pesquisadores: não era apenas sobre quem enviava a ajuda, mas sobre quem estava no mesmo time que o Presidente. Se o Presidente e o Governador do estado atingido pelo desastre fossem do mesmo partido político (como dois jogadores usando o mesmo uniforme), os eleitores reagiam de forma diferente.
O estudo descobriu que esse "alinhamento partidário" desempenhou um papel mais consistente e dominante na moldagem das respostas eleitorais do que as próprias declarações de desastre. Embora a ajuda federal ajude um pouco, a pesquisa indica que o alinhamento não amplifica sistematicamente os ganhos eleitorais específicos dessa ajuda. Em vez disso, o alinhamento atua como uma força independente poderosa. Curiosamente, nesses condados alinhados, mais pessoas realmente compareceram para votar, mas elas tendiam a votar contra o incumbente. É como se as cores compartilhadas do time deixassem as pessoas mais irritadas e mais motivadas a mudar as coisas, em vez de apenas se sentirem gratas pela ajuda.
E Quanto à Teoria de "Ficar em Casa"?
Muita gente pensou que talvez os desastres deixassem as pessoas tristes demais, ocupadas demais ou presas demais para votar, o que diminuiria o número total de votos. Os pesquisadores testaram isso rigorosamente. Eles analisaram a participação eleitoral (a porcentagem de pessoas que realmente votaram) e descobriram... quase nada.
Os desastres tiveram efeitos fracos e inconsistentes sobre o fato de as pessoas comparecerem para votar. Quer o Presidente tenha enviado ajuda ou não, os números de participação mal se moveram. Isso é uma pista enorme. Significa que a razão pela qual o Presidente perde votos não é porque seus apoiadores ficaram em casa; é porque seus apoiadores (e talvez até alguns opositores) decidiram trocar seus votos por outros. O "motor" da mudança política é a escolha do eleitor, não o número de eleitores.
O Fator "Frescor"
O estudo também verificou se os eleitores se lembram de desastres de anos atrás. A resposta? Não. O dano político só acontece se o desastre atingir o próprio ano da eleição. Se um furacão atinge o local três anos antes da eleição, os eleitores parecem ter seguido em frente. O impacto político é como um hematoma recente; dói agora, mas desaparece se você esperar.
A Conclusão Final
Os autores estão bastante confiantes nesses resultados porque analisaram os números de muitas maneiras diferentes — verificando a migração, mudando a forma como mediam os danos e até deixando de fora eleições específicas para ver se o padrão se mantinha. O padrão se manteve.
Portanto, o veredito final é este: quando a natureza ataca, os eleitores não apenas ficam em casa; eles ficam bravos e trocam de time. Enviar ajuda ajuda um pouco, mas ter o Governador local no mesmo time político que o Presidente importa ainda mais. E lembre-se, isso só conta se o desastre acontecer logo antes da eleição. Se aconteceu anos atrás, os eleitores já esqueceram a tempestade.
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