The in vitro study of the susceptibility of Bifidobacteria to antidepressants
Este estudo in vitro demonstra que o modulador e estimulador da serotonina Brintellix (vortioxetina) exibe uma atividade antimicrobiana significativamente mais forte contra 22 linhagens de Bifidobacterium em comparação com os ISRSs Cipralex e Seropram, sugerindo que a classe de antidepressivos influencia seu impacto na microbiota intestinal.
Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA de um preprint que não foi revisado por pares. Não é aconselhamento médico. Não tome decisões de saúde com base neste conteúdo. Ler aviso legal completo
Imagine o seu corpo como uma cidade microscópica e movimentada. Dentro do seu intestino, esta cidade está repleta de trilhões de pequenos residentes chamados bactérias. Alguns destes residentes são os "caras do bem", como a família Bifidobacterium, que atuam como jardineiros amigáveis do bairro. Eles ajudam a digerir a comida, mantêm as paredes do intestino fortes e até enviam pequenas mensagens químicas para o seu cérebro que podem ajudar você a se sentir calmo e feliz. Esta conexão entre o seu jardim intestinal e o seu cérebro é frequentemente chamada de "eixo intestino-cérebro".
Agora, imagine que milhões de pessoas ao redor do mundo estão se sentindo tão tristes ou estagnadas que precisam de ajuda de remédios especiais chamados antidepressivos. Essas drogas são como poderosos controladores de tráfego para o cérebro, ajudando a suavizar o fluxo de substâncias químicas da felicidade para que as pessoas possam funcionar melhor. Mas aqui está a grande questão: quando esses medicamentos viajam pelo corpo para chegar ao cérebro, eles acidentalmente esbarram ou machucam os jardineiros amigáveis no intestino? Os cientistas já sabem há algum tempo que essas drogas podem mudar a cidade intestinal, mas não sabiam exatamente como diferentes tipos dessas medicinas tratavam as boas bactérias. É como se estivés-se perguntando se um novo tipo de chuva ajudaria as flores a crescer ou se as lavaria para longe.
Foi aqui que uma equipe de pesquisadores da Academia de Ciências da República Tcheca e do Instituto Nacional de Saúde Mental interveio. Eles queriam jogar um jogo de "quem fica mais molhado" com 22 linhagens diferentes de bactérias Bifidobacterium amigáveis e três medicamentos antidepressivos populares. Eles não usaram pessoas reais; em vez disso, cultivaram as bactérias em tubos de ensaio (um ambiente de laboratório chamado in vitro) e adicionaram os medicamentos para ver o que acontecia. Os três medicamentos testados foram Brintellix (vortioxetina), Cipralex (escitalopram) e Seropram (citalopram). Enquanto o Cipralex e o Seropram são os clássicos controladores de tráfego do tipo "ISRS", o Brintellix é um tipo mais novo e ligeiramente diferente chamado "SMS" (modulador e estimulador da serotonina).
Os cientistas misturaram as bactérias com os medicamentos em três intensidades diferentes: 200, 400 e 600 microgramas por mililitro (µg/mL). Pense nisso como doses leves, médias e pesadas. Eles então observaram o crescimento das bactérias durante 24 horas, medindo o quanto o líquido nos tubos de ensaio ficava turvo (o que significa que as bactérias estavam se multiplicando).
Aqui está o que eles descobriram, e é um pouco surpreendente. Os medicamentos não trataram todas as bactérias da mesma forma, e não trataram todas as bactérias da mesma forma entre si.
Primeiro, o Brintellix revelou-se o mais duro com as bactérias. Ele agiu como uma tempestade pesada que retardou quase todas as linhagens de Bifidobacterium. Na verdade, na dose mais alta (600 µg/mL), ele interrompeu o crescimento de todas as 22 linhagens, embora uma linhagem específica (B. longum subsp. infantis) tenha sido capaz de resistir à dose mais baixa de 200 µg/mL. Em média, ele reduziu o crescimento delas em cerca de 73% na dose mais alta. Os pesquisadores calcularam um número chamado "IC₅₀" (que é a quantidade de droga necessária para impedir metade das bactérias de crescer), e o Brintellix teve o número mais baixo, o que significa que era o mais poderoso em conter o crescimento bacteriano.
O Cipralex foi mais como uma garoa suave. Ele retardou algumas das bactérias, mas muitas continuaram crescendo normalmente. Teve um efeito moderado, reduzindo o crescimento em cerca de 58% na dose mais alta, mas não interrompeu tantas linhagens quanto o Brintellix.
O Seropram foi o mais fraco dos três, agindo como uma névoa leve. Teve o menor impacto nas bactérias, com algumas linhagens crescendo quase como se o medicamento nem estivesse lá. Na dose mais alta, reduziu o crescimento em cerca de 58%, mas foi necessário muito mais dele para obter esse resultado em comparação ao Brintellix.
Os pesquisadores também notaram que algumas linhagens específicas de bactérias eram duras de roer. Por exemplo, algumas linhagens de B. bifidum e B. dentium foram completamente resistentes ao Seropram e ao Cipralex, o que significa que esses medicamentos não as retardaram em nada. No entanto, nenhuma linhagem foi completamente imune ao Brintellix; mesmo as bactérias mais resistentes diminuíram o ritmo quando atingidas por essa droga.
O que isso significa? O estudo sugere que nem todos os antidepressivos são iguais quando se trata do intestino. O medicamento mais novo, Brintellix, parece ter um efeito "antibacteriano" muito mais forte sobre as bactérias benéficas do intestino do que os ISRS mais antigos, como Cipralex e Seropram. Os autores são cuidadosos ao dizer que isto é apenas uma primeira olhada em um tubo de ensaio, não uma resposta final sobre o que acontece dentro de um corpo humano real. Eles apontam que, em uma pessoa real, a droga é diluída e absorvida de diferentes maneiras, de modo que a quantidade real que atinge as bactérias pode ser diferente.
No entanto, as descobertas são uma grande pista. Sugere que, se um médico estiver escolhendendo um medicamento para um paciente que também precisa proteger sua saúde intestinal, ou se alguém estiver tomando probióticos para ajudar na depressão, o tipo de antidepressivo importa. O estudo sugere que a nova classe de drogas "SMS" pode agitar o jardim intestinal mais do que as tradicionais. Os pesquisadores concluem que precisamos de mais estudos para ver como isso se desenrola na vida real, mas, por enquanto, sabemos que esses medicamentos não são apenas invisíveis para as nossas bactérias intestinais; eles interagem com elas e, às vezes, essa interação é bastante forte.
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