Occurrence and characterization of microplastics in tilapia (oreochromis niloticus) from Deduru Oya reservoir in Sri Lanka
Este estudo revela que a tilápia do Nilo do reservatório de Deduru Oya, no Sri Lanka, está fortemente contaminada com microplásticos, predominantemente fibras de polietileno, que foram encontradas em quase 83% dos peixes amostrados e representam riscos ecológicos e de segurança alimentar significativos.
Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo
O resíduo plástico tornou-se uma característica permanente do nosso planeta, decompondo-se ao longo do tempo em pequenos fragmentos conhecidos como microplásticos. Estas partículas são tão pequenas que podem passar por filtros de água e depositar-se na lama de rios e lagos, ou flutuar livremente nas correntes. Por serem tão onipresentes, encontram-se agora nos estômagos de peixes, onde se acumulam juntamente com o alimento. Isto é uma preocupação não apenas para a saúde dos peixes, mas também para as pessoas que dependem deles como fonte de alimento. Quando um peixe come estas partículas, não está apenas a engolir detritos inofensivos; está a ingerir uma mistura de materiais sintéticos que podem transportar produtos químicos tóxicos. Os cientistas estudam estas minúsculas partículas para compreender quão generalizada é a contaminação, que tipos de plástico estão envolvidos e se os peixes que comemos são seguros.
No Sri Lanka, investigadores voltaram a sua atenção para o Reservatório de Deduru Oya, uma fonte de água vital que sustenta a irrigação e a pesca local. Eles focaram-se na tilápia-do-Nilo, um peixe comum e nutritivo que vive nestas águas e serve como alimento básico para muitas pessoas. A equipa queria saber se estes peixes estavam a engolir microplásticos e, se sim, de que tipo. Para descobrir, recolheram trinta e cinco tilápias do reservatório. Em vez de capturarem os peixes especificamente para o estudo, trabalharam com pescadores locais para obter peixes que já tinham sido capturados para o mercado. Esta abordagem garantiu que os peixes fossem representativos do que as pessoas realmente compram e comem. Os investigadores removeram cuidadosamente os tratos digestivos de cada peixe, enxaguaram-nos para remover a sujidade exterior e, em seguida, utilizaram uma solução química para dissolver o tecido orgânico, deixando para trás apenas as partículas de plástico que o peixe tinha engolido.
Depois de o tecido ter sido removido, os cientistas examinaram o material restante sob um microscópio. Descobriram que os microplásticos estavam presentes nos sistemas digestivos de quase todos os peixes testados. Especificamente, 82,9 por cento das tilápias continham estas partículas. Em média, cada peixe tinha engolido cerca de três partículas, embora alguns tivessem muito mais, com um peixe contendo quatorze. As partículas vinham em diferentes formas, mas a grande maioria eram fibras longas e finas, assemelhando-se a pequenos fios, em vez de pedaços irregulares ou filmes planos. Estas fibras constituíam mais de 90 por cento do que foi encontrado. Em termos de cor, o preto era o mais comum, seguido pelo azul e pelo vermelho. O tamanho das partículas variava, mas o grupo mais frequente era pequeno o suficiente para ser visto apenas com magnificação, variando entre 100 e 500 micrómetros de comprimento.
Os investigadores utilizaram então uma ferramenta especializada baseada na luz para identificar exatamente de que eram feitas estas fibras e fragmentos de plástico. Descobriram que o material mais comum era o polietileno, o mesmo tipo de plástico utilizado em itens do quotidiano, como sacos de compras e embalagens de alimentos. Este material constituía mais de metade de todas as partículas encontradas. O segundo mais comum era o policloreto de vinila, um plástico mais duro frequentemente utilizado em tubagens e materiais de construção. Outros tipos, incluindo o poliestireno, o nylon e o poliuretano, também estavam presentes em quantidades menores. A presença do polietileno sugere que plásticos leves que flutuam na água são facilmente confundidos com comida pelos peixes. A deteção de policloreto de vinila, no entanto, aponta para uma fonte diferente, provavelmente relacionada com tubagens agrícolas ou resíduos de construção que entraram no reservatório.
Para compreender o perigo potencial destas descobertas, a equipa calculou uma pontuação de risco baseada nos perigos químicos associados a cada tipo de plástico. Embora o polietileno seja comum, a presença de policloreto de vinila e poliuretano aumentou significativamente o nível de risco, porque estes materiais podem libertar produtos químicos nocivos à medida que se decompõem. O cálculo final indicou um nível de perigo extremamente elevado para a mistura de plásticos encontrada nos peixes. Isto não significa necessariamente que comer um único peixe seja imediatamente perigoso, mas sinaliza que o ecossistema do reservatório está sob severa pressão devido à poluição plástica. O estudo também analisou se o tamanho ou a saúde dos peixes influenciava a quantidade de plástico que comiam, mas não encontrou uma ligação clara; peixes de todos os tamanhos e condições tinham engolido plástico.
Os resultados pintam um quadro claro de um ecossistema de água doce profundamente afetado pela atividade humana. A elevada taxa de ingestão mostra que as tilápias no Reservatório de Deduru Oya estão constantemente expostas a detritos plásticos, provavelmente confundindo as fibras com comida ou engolindo-as acidentalmente enquanto se alimentam perto do fundo. Embora o estudo se tenha focado no conteúdo estomacal e não tenha encontrado evidências de que o plástico se tivesse deslocado para o tecido muscular comestível do peixe, o volume massivo de contaminação no sistema digestivo é um sinal de alerta. Sugere que a poluição plástica nesta parte do Sri Lanka não é apenas uma questão de superfície, mas penetrou na teia alimentar. As descobertas destacam a necessidade urgente de uma melhor gestão dos resíduos plásticos na região para proteger tanto a vida aquática como as pessoas que dependem destas águas para o seu sustento e nutrição.
Afogado em artigos na sua área?
Receba digests diários dos artigos mais recentes que correspondam às suas palavras-chave de pesquisa — com resumos técnicos, no seu idioma.