The impact of dietary supplementation with zinc and vitamin A on production performance, immune response, blood biochemical markers and carcass characteristics of Japanese quails in a tropical climate
Este estudo demonstra que a suplementação da dieta de codornas japonesas em crescimento com 80 mg/kg de zinco e 3200 UI/kg de vitamina A otimiza o desempenho produtivo, as características de carcaça, a resposta imune e os marcadores bioquímicos sanguíneos em um clima tropical, ao passo que níveis mais baixos de vitamina A (1600 UI/kg) prejudicam significativamente o crescimento e a imunidade.
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Resumo Técnico: Impacto da Suplementação Dietética de Zinco e Vitamina A em Codornas Japonesas em Clima Tropical
Problema
Embora a Vitamina A e o Zinco sejam reconhecidos como nutrientes essenciais para o crescimento, desenvolvimento ósseo e de penas, função enzimática e resistência a doenças em aves, existem dados específicos limitados sobre seus requisitos dietéticos ideais e efeitos de interação em codornas japonesas (Coturnix japonica) em crescimento. As recomendações existentes variam significamente; por exemplo, os requisitos de Vitamina A variam de 1.650 UI/kg (NRC, 1994) a 4.000 UI/kg (Khan et al., 20 23), e os requisitos de Zinco variam de 25 mg/kg a 90 mg/kg dependendo da idade e da fonte (NRC, 1994; ICAR, 2013; Abbasi et al., 2017). Além disso, a interação entre esses dois micronutrientes no contexto de um clima tropical, onde estressores ambientais como o alto Índice de Temperatura-Umidade (ITU) são prevalentes, permanece subexplorada. Este estudo visou avaliar os efeitos de níveis dietéticos variáveis de Zinco e Vitamina A no desempenho produtivo, resposta imune, marcadores bioquímicos sanguíneos e características de carcaça em codornas japonesas em crescimento.
Metodologia
O estudo utilizou um delineamento fatorial 2×4 envolvendo 288 pintainhos de codorna japonesa de um dia de vida, criados durante um período de seis semanas (0–6 semanas) em um ambiente tropical. As aves foram distribuídas em oito grupos de tratamento com quatro repetições de nove pintainhos cada.
- Tratamentos Dietéticos: O experimento testou dois níveis de Zinco (40 mg/kg e 80 mg/kg) combinados com quatro níveis de Vitamina A (1.600, 3.200, 4.800 e 6.400 UI/kg).
- Ambiente: O estudo foi conduzido em um clima tropical onde o Índice de Temperatura-Umidade (ITU) médio variou de 82,0 a 84,2, indicando um ambiente consistentemente desconfortável ou quente.
- Medições:
- Desempenho: Foram registrados semanalmente o peso corporal, ganho de peso, ingestão de ração e conversão alimentar (CA).
- Imunidade: A imunidade humoral foi avaliada via título de Hemaglutinação (HA) para Eritrócitos de Ovelha (SRBC), e a imunidade celular via resposta do índice de almofada plantar à Fitohemaglutinina (PHAP). Os pesos relativo do baço, fígado e bolsa de Fabricius foram registrados em relação ao peso corporal.
- Características de Carcaça: Peso vivo, encolhimento, perda de sangue/penas, peso de carcaça e peso eviscerado foram medidos.
- Marcadores Bioquímicos: Os níveis séricos de proteína total, albumina, globulina, glicose, colesterol, fosfatase alcalina (ALP), fósforo e cálcio foram analisados.
- Análise Estatística: Os dados foram analisados utilizando os métodos de Snedecor e Cochran, com as diferenças significativas de média testadas via Teste de Múltiplas Faixas de Duncan (DMRT).
Principais Resultados
O estudo descobriu que, embora a interação entre os níveis de Zinco e Vitamina A tenha sido geralmente não significativa para a maioria dos parâmetros, os efeitos principais de ambos os nutrientes foram distintos:
Efeitos da Vitamina A:
- Desempenho: O grupo que recebeu 1.600 UI/kg de Vitamina A exibiu peso corporal, ganho de peso e CA significativamente menores em comparação aos grupos que receberam níveis mais altos (3.200–6.400 UI/kg). A ingestão de ração não foi afetada significativamente pelos níveis de Vitamina A.
- Carcaça: O grupo de 1.600 UI/kg apresentou pesos de carcaça e eviscerada significativamente menores. Inversamente, a perda de penas foi significativamente maior em 4.800 e 6.400 UI/kg em comparação aos níveis mais baixos.
- Imunidade: O grupo de 1.600 UI/kg mostrou imunidade humoral (título HA), imunidade celular (índice de almofada plantar) e peso relativo do baço significativamente menores em comparação aos níveis mais altos de Vitamina A.
- Bioquímica: Proteína total sérica, globulina e fósforo foram significativamente menores em 1.600 UI/kg. A albumina foi a menor em 4.800 UI/kg, enquanto a glicose foi a menor em 3.200 UI/kg. O colesterol foi o menor em 3.200 UI/kg em comparação a 6.400 UI/kg.
Efeitos do Zinco:
- Carcaça e Desempenho: A dieta de 80 mg/kg de Zinco resultou em pesos de carcaça e eviscerada significativamente maiores em comparação com a dieta de 40 mg/kg. No entanto, a perda de penas também foi significativamente maior no grupo de 80 mg/kg. Não foram observadas diferenças significativas no peso corporal ou na CA entre os níveis de Zinco.
- Imunidade: O nível de 80 mg/kg de Zinco resultou em um peso relativo do baço significativamente maior em comparação ao nível de 40 mg/kg.
- Bioquímica: A dieta de 80 mg/kg de Zinco aumentou significativamente os níveis séricos de proteína total, albumina, globulina, glicose, colesterol e fósforo em comparação com a dieta de 40 mg/kg.
Pesos de Órgãos: Os pesos dos órgãos (fígado, moela, coração) não foram significativamente afetados nem pelos efeitos principais, nem pela interação de Zinco e Vitamina A.
Significância e Conclusões
O artigo conclui que os níveis de suplementação dietética influenciam significativamente os traços fisiológicos e produtivos das codornas japonesas em condições tropicais. Especificamente, o estudo identifica que uma dieta contendo 80 mg de Zinco/kg e 3.200 UI de Vitamina A/kg é a ideal. Esta combinação foi considerada capaz de promover o melhor equilíbrio de desempenho de crescimento, rendimento de carcaça (pesos de carcaça e eviscerada), resposta imune (peso do baço e títulos de anticorpos) e parâmetros bioquímicos séricos favoráveis.
Os autores observam que, embora níveis mais altos de Vitamina A (acima de 3.200 UI/kg) não tenham melhorado ainda mais as métricas de crescimento, o nível mais baixo (1.600 UI/kg) foi prejudicial ao desempenho e à imunidade. Da mesma forma, embora o Zinco de 80 mg/kg tenha melhorado o rendimento da carcaça e certos marcadores bioquímicos, ele também aumentou a perda de penas. O estudo sugere que esses níveis específicos compensam o estresse ambiental e atendem às demandas metabólicas das codornas em crescimento de forma mais eficaz do que os extremos inferiores ou superiores testados. Os achados apoiam a noção de que a Vitamina A e o Zinco interagem para influenciar o metabolismo de nutrientes, com a combinação ideal potencializando a saúde e a produtividade geral sem efeitos prejudiciais à morfologia dos órgãos.
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