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The Role of the Metaverse in Shaping the Future of E-Tourism Marketing in Zimbabwe

Este estudo qualitativo revela que, embora o metaverso possua um potencial significativo para transformar o marketing de e-turismo no Zimbábue através de experiências virtuais e transações em blockchain, a sua adoção é atualmente dificultada por défices infraestruturais críticos, lacunas de competências e limitações políticas, necessitando de um quadro faseado que envolva investimento em infraestrutura, capacitação e apoio regulatório para garantir uma transformação digital sustentável.

Autores originais: Yvonne Madongonda, Mercy Dube, Hope Hogo, Delight Rufaro Hungwe

Publicado 2026-09-07
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Autores originais: Yvonne Madongonda, Mercy Dube, Hope Hogo, Delight Rufaro Hungwe

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

Imagine um mundo onde você pode caminhar pela névoa de uma cachoeira ou explorar ruínas de pedra antigas sem nunca sair da sua sala de estar. Esta é a promessa do metaverso, um espaço digital coletivo onde as pessoas interagem usando avatares em tempo real, fundindo a realidade virtual com a internet. Para a indústria do turismo, esta tecnologia oferece uma nova forma de comercializar destinos, permitindo que potenciais visitantes experimentem um lugar antes de comprarem uma passagem. Em países como o Zimbábue, onde o turismo é uma parte vital da economia, essa mudança pode significar a diferença entre um setor em dificuldades e um setor próspero. No entanto, passar dos folhetos de viagem tradicionais para mundos digitais imersivos exige mais do que apenas boas ideias; exige eletricidade confiável, internet rápida e pessoas qualificadas para construir essas experiências. A questão não é apenas se esta tecnologia funciona, mas se uma nação em desenvolvimento consegue construir a base necessária para utilizá-la.

Uma equipe de pesquisadores da Midlands State University partiu para entender como esse futuro digital poderia ser para a indústria do turismo do Zimbábue. Eles focaram nos locais mais famosos do país, incluindo as Cataratas Vitória, o Parque Nacional de Hwange e as ruínas antigas do Grande Zimbábue. Para obter uma imagem clara, os pesquisadores não se basearam em modelos computacionais ou suposições teóricas. Em vez disso, eles falaram diretamente com as pessoas que gerem a indústria. Eles entrevistaram gerentes de hotéis, proprietários de lodges e profissionais do turismo nas principais cidades turísticas. Eles também reuniram grupos de viajantes locais e internacionais para discutir suas opiniões sobre viagens virtuais. Ao ouvir essas vozes do mundo real, os pesquisadores visavam descobrir as verdadeiras barreiras e oportunidades enfrentadas pela indústria ao considerar o passo em direção ao metaverso.

A história que os pesquisadores descobriram é uma de altas expectativas encontrando a dura realidade. Por um lado, o potencial é inegável. As pessoas entrevistadas ficaram entusiasmadas com a ideia de "gêmeos digitais", que são cópias virtuais precisas de lugares do mundo real. Um gerente de hotel explicou que, se um turista pudesse caminhar por uma versão virtual de um quarto de lodge antes de reservar, isso construiria confiança e provavelmente levaria a mais reservas. Da mesma forma, os viajantes expressaram que ver um tour virtual pela floresta das Cataratas Vitória os tornaria mais ansiosos para visitar o local pessoalmente. Os pesquisadores descobriram que essas ferramentas digitais poderiam servir como uma poderosa janela, atraindo as pessoas e ajudando-as a decidir para onde ir, em vez de substituir a jornada física.

No entanto, o caminho para este futuro digital está atualmente bloqueado por obstáculos significativos. A questão mais premente é a falta de infraestrutura básica. Os pesquisadores ouviram repetidamente de proprietários de empresas que o fornecimento irregular de energia e a internet lenta e cara tornam difícil até mesmo manter um site simples, quanto mais criar mundos virtuais complexos. Um gerente observou que as quedas de energia tornam impossível gerir reservas online de forma fiável. Sem um fluxo constante de eletricidade e dados acessíveis, a tecnologia avançada necessária para o metaverso simplesmente não pode funcionar. Isso cria um ciclo onde a indústria não consegue adotar as novas ferramentas porque os sistemas básicos não estão implementados e, sem a adoção, há pouco incentivo para consertar os sistemas.

Para além do hardware, existe uma lacuna nas competências humanas. O estudo descobriu que, embora muitos trabalhadores do turismo estejam confortáveis a usar as redes sociais, carecem do treino especializado necessário para criar experiências 3D imersivas ou gerir ambientes virtuais. Um profissional da área admitiu que a sua equipa conseguiria publicar uma foto no Facebook, mas criar um tour virtual estava além das suas capacidades atuais. Isto sugere que comprar o equipamento certo não é suficiente; as pessoas que o utilizam precisam de ser ensinadas a manejá-lo de forma eficaz. Sem esta capacitação, a tecnologia ficaria sem uso ou seria mal utilizada, falhando em entregar a experiência que os turistas esperam.

Existe também uma preocupação profunda com a própria alma do turismo. Enquanto os pesquisadores ouviam as discussões, surgiu um medo de que a digitalização destes locais sagrados e naturais pudesse despojá-los da sua autenticidade. Um profissional do turismo temia que, se as pessoas pudessem experienciar as ruínas do Grande Zimbábue num mundo virtual, a visita real poderia parecer menos especial. O consenso foi que o metaverso deve atuar como um suplemento às viagens físicas, uma forma de despertar o interesse, mas não um substituto que permita às pessoas saltarem a experiência real. Se a versão digital se tornar demasiado perfeita ou demasiado fácil de aceder, há o risco de que o valor único de viajar para o Zimbábue seja diluído, transformando um encontro cultural profundo em mero entretenimento.

O cenário económico é igualmente complexo. Os pesquisadores identificaram que, embora o metaverso possa criar novas formas de ganhar dinheiro, como a venda de recordações digitais ou bilhetes virtuais, ele também ameaça excluir os negócios locais que dependem do turismo. Se os viajantes puderem planear toda a sua viagem e reservar diretamente através de uma plataforma virtual global, os agentes de viagens e guias locais podem perder o seu papel no processo. Esta "desintermediação" poderá prejudicar os pequenos negócios que formam a espinha dorsal da economia local. O estudo sugere que, para o metaverso funcionar no Zimbábue, deve ser desenhado de forma a manter as comunidades locais envolvidas e beneficiadas por ele, em vez de permitir que grandes plataformas globais tomem o controlo.

Em última análise, os pesquisadores concluíram que o Zimbábue ainda não está preparado para abraçar plenamente o metaverso, mas que a jornada vale a pena começar. Eles propõem um plano passo a passo que começa por resolver o básico: estabilizar o fornecimento de energia, baixar os custos de dados e formar a força de trabalho. Só depois de estas bases serem lançadas é que a indústria poderá passar para a próxima fase de criação de gêmeos digitais e experiências imersivas. O estudo enfatiza que esta transformação requer a cooperação entre o governo, as empresas privadas e as comunidades locais. Se feito cuidadosamente, com foco na preservação da autenticidade do património do Zimbábue, o metaverso poderá tornar-se uma ferramenta poderosa para atrair uma nova geração de viajantes e assegurar o futuro da indústria do turismo do país. A tecnologia está pronta, mas o solo por baixo dela precisa de ser sólido antes que o primeiro passo possa ser dado.

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