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Effectiveness of 5A–5R Counseling with or without Mobile Phone Based Support on Tobacco Cessation in Rural Primary Care Settings

Este estudo realizado em uma zona rural de Bangladesh demonstra que o aconselhamento presencial 5A-5R da OMS é mais eficaz do que as intervenções de suporte móvel ou de controle para a cessação do tabagismo, particularmente para fumantes, enquanto a adição de suporte móvel mostrou benefícios específicos para usuários de tabaco sem fumaça.

Autores originais: Sabrina Ahmed, Ali Ahsan Hemel, Tanmoy Sarker, Ershadul Hoque, HM Miraz Mahmud, Tareq Rahman, Zeeba Zahara Sultana, Malay Kanti Mridha

Publicado 2026-09-08
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Autores originais: Sabrina Ahmed, Ali Ahsan Hemel, Tanmoy Sarker, Ershadul Hoque, HM Miraz Mahmud, Tareq Rahman, Zeeba Zahara Sultana, Malay Kanti Mridha

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

O uso de tabaco, seja através do fumo ou do mascar, continua a ser uma das ameaças mais persistentes à saúde global, sendo responsável por milhões de mortes todos os anos. Em muitas partes do mundo, incluindo Bangladesh, uma parcela significativa da população adulta depende destes produtos, muitas vezes sem acesso aos tratamentos médicos especializados disponíveis em nações mais ricas. Como medicamentos caros, como os adesivos de nicotina, nem sempre estão disponíveis ou são acessíveis, os profissionais de saúde nestas regiões dependem de um tipo diferente de ferramenta: a conversa. A Organização Mundial da Saúde recomenda há muito tempo uma técnica de conversa específica de cinco etapas, conhecida como o modelo 5A-5R. Esta abordagem orienta um profissional de saúde a perguntar sobre o uso de tabaco, aconselhar sobre a cessação, avaliar a disposição da pessoa para mudar, auxiliar com um plano e organizar o acompanhamento. Para aqueles que ainda não estão prontos para parar, o modelo muda para os 5Rs, que ajudam a pessoa a compreender a relevância de parar, os riscos de continuar, as recompensas de parar, os obstáculos que podem enfrentar e a necessidade de repetir estas mensagens ao longo do tempo. A questão central para os oficiais de saúde pública é se este aconselhamento breve e presencial é suficiente, ou se adicionar tecnologia moderna, como chamadas de telemóvel e mensagens de texto, pode fazer uma diferença significativa para ajudar as pessoas a parar.

Nos distritos rurais de Bangladesh, uma equipa de investigadores decidiu responder a esta questão testando estes métodos em clínicas comunitárias do mundo real. Trabalharam em três áreas rurais vizinhas, conhecidas como uniões, onde recrutaram quase 700 adultos que usavam tabaco diariamente. Os investigadores dividiram estes participantes em três grupos para ver qual abordagem funcionava melhor. Um grupo recebeu as sessões de aconselhamento presencial padrão utilizando o modelo 5A-5R. Um segundo grupo recebeu as mesmas sessões presenciais, mas também recebeu chamadas telefónicas semanais e mensagens de texto para os manter motivados e apoiados entre as visitas. O terceiro grupo serviu como comparação; recebeu os cuidados habituais disponíveis nas suas clínicas, o que significava que um profissional de saúde poderia dizer-lhes para parar se mencionassem o tabaco, mas sem qualquer plano estruturado ou apoio de acompanhamento. O estudo decorreu durante nove meses, monitorizando quem conseguiu deixar de usar tabaco completamente e quem conseguiu usar menos.

Os resultados revelaram uma divisão surpreendente na forma como diferentes tipos de utilizadores de tabaco responderam ao apoio. Para as pessoas que fumavam cigarros ou bidis, o método mais eficaz foi o aconselhamento presencial isolado. Neste grupo, a taxa de pessoas que conseguiram deixar de fumar foi superior à do grupo que recebeu chamadas telefónicas extras. Especificamente, entre os que fumavam apenas, o grupo com apenas o aconselhamento presencial viu uma taxa de sucesso de dez por cento, o que foi significamente melhor do que o grupo de controlo, onde quase ninguém parou. O grupo que recebeu o apoio telefónico extra não viu uma taxa de cessação mais elevada para fumadores do que o grupo que apenas conversou com um conselheiro. Isto sugere que, para os fumadores, a conversa direta e estruturada com um profissional de saúde foi suficiente para desencadear a decisão de parar, e que adicionar lembretes digitais não proporcionou um impulso extra.

No entanto, a história foi diferente para aqueles que utilizavam tabaco sem fumo, como o tabaco de mascar ou o betel. Para este grupo, a combinação de aconselhamento presencial mais as chamadas telefónicas semanais e mensagens de texto produziu os melhores resultados. Entre as pessoas que usavam apenas tabaco sem fumo, o grupo com o apoio móvel extra viu uma taxa de cessação de trinta e oito por cento, o que é quase o dobro da taxa de sucesso do grupo que recebeu apenas o aconselhamento. Isto indica que, para os utilizadores de tabaco sem fumo, o contacto contínuo e repetido proporcionado pelas chamadas telefónicas móveis atuou como uma âncora crucial, ajudando-os a manter a motivação e a superar os desafios de parar ao longo do tempo. Os investigadores descobriram que, embora a sessão presencial fosse essencial para todos, o acompanhamento digital foi particularmente poderoso para aqueles que mascavam tabaco.

Para além de apenas parar, o estudo também observou quanto tabaco as pessoas utilizavam se não parassem completamente. Os dados mostraram que o grupo de aconselhamento presencial foi altamente eficaz na redução do consumo. Os fumadores neste grupo reduziram o seu consumo diário de cigarros em média mais de sete paus por dia, e os que mascavam tabaco reduziram o seu uso em quase seis vezes por dia. Estas reduções foram muito maiores do que as observadas nos outros grupos. O estudo também notou que o conhecimento sobre os perigos do tabaco cresceu significamente em todos os grupos, mas os braços de aconselhamento estruturado viram as mudanças mais dramáticas nas crenças, com quase todos os participantes nos grupos de aconselhamento acabarem por concordar que o tabaco é viciante.

Os investigadores concluíram que o modelo padrão de aconselhamento presencial é uma ferramenta poderosa e eficaz para ajudar as pessoas a deixar o tabaco em contextos de cuidados primários rurais. Descobriram que, embora adicionar o apoio por telemóvel não tenha ajudado os fumadores a parar mais do que o aconselhamento isolado, foi um divisor de águas para os utilizadores de tabaco sem fumo. Isto sugere que uma abordagem de "tamanho único" pode não ser o uso mais eficiente dos recursos. Em vez disso, os programas de saúde poderiam potencialmente adaptar as suas estratégias: baseando-se num aconselhamento direto e forte para fumadores, enquanto garantem que os utilizadores de tabaco sem fumo recebam esse mesmo aconselhamento seguido de contactos regulares via telemóvel. O estudo fornece evidências claras de que conversas simples e estruturadas em clínicas locais podem salvar vidas, e que um pouco de apoio extra através de uma chamada telefónica pode fazer uma grande diferença para o grupo certo de pessoas.

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