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Global Research Landscape of Family Therapy – A Bibliometric Analysis (1958 to 2025)

Esta análise bibliométrica de 9.847 publicações de 1958 a 2025 revela que a pesquisa em terapia familiar experimentou um crescimento constante com um aumento anual de 7,97%, refletindo a maturidade intelectual do campo e o interesse acadêmico sustentado ao longo de seis décadas.

Autores originais: Yatheesh Bharadwaj, Rakshita Poojari, Sivaranjini M, Sateesh R Koujalgi, Rakesh N S

Publicado 2026-08-19
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Autores originais: Yatheesh Bharadwaj, Rakshita Poojari, Sivaranjini M, Sateesh R Koujalgi, Rakesh N S

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

Durante a maior parte do século XX, a ideia predominante na saúde mental era a de que os problemas de uma pessoa pertenciam apenas a esse indivíduo. Se alguém se sentia ansioso, deprimido ou desconectado, o foco recaía inteiramente sobre sua mente interna, sua história pessoal e seus pensamentos privados. A terapia familiar desafiou essa visão solitária. Ela propôs uma forma diferente de ver o sofrimento: como algo que acontece entre pessoas, dentro da teia de relacionamentos que compõem uma família. Em vez de procurar por uma parte quebrada dentro de um único indivíduo, essa abordagem observa os padrões de comunicação, os papéis que as pessoas desempenham e as regras invisíveis que regem como uma família interage. Ao longo dos últimos sessenta anos, essa perspectiva cresceu de um experimento radical para um pilar importante da psicologia moderna, fazendo a ponte entre a psiquiatria, o serviço social e o aconselhamento. Mas, à medida que o campo se expandiu, o volume imenso de pesquisas tornou-se difícil de navegar. Com milhares de estudos publicados ao longo de décadas, é difícil enxergar o quadro geral: quem está liderando a conversa, como as ideias mudaram e para onde o campo está realmente indo.

Para mapear este vasto cenário intelectual, uma equipe de pesquisadores conduziu uma análise abrangente de quase dez mil documentos relacionados à terapia familiar, abrangendo de 1958 a 2025. Eles não leram cada artigo detalhadamente; em vez disso, utilizaram um método chamado análise bibliométrica, que trata a própria literatura como um conjunto de dados. Ao utilizar um banco de dados amplo e de acesso aberto chamado Lens.org, eles reuniram metadados — informações sobre as publicações, tais como quem as escreveu, quando foram publicadas, quais palavras-chave utilizaram e com que frequência outros estudiosos as citaram. Isso permitiu rastrear o crescimento do campo, identificar as vozes mais influentes e observar como o foco da pesquisa mudou ao longo do tempo. O resultado é um retrato claro e baseado em dados de uma disciplina que amadureceu de um pequeno grupo de pioneiros para um campo multidisciplinar global, revelando também algumas lacunas surpreendentes na forma como os pesquisadores colaboram entre si.

A história da pesquisa em terapia familiar, segundo esta análise, é de um crescimento constante e acelerado. O campo começou no final da década de 1950 com pouquíssimas publicações, mas tem crescido consistentemente desde então, com um aumento anual de quase oito por cento. Os pesquisadores dividiram essa linha do tempo em eras distintas. A primeira fase, do final da década de 1950 até a década de 1960, foi um período de emergência, onde as ideias iniciais estavam sendo testadas e os primeiros conceitos de sistemas familiares estavam sendo formados. Os anos 1970 e 1980 marcaram um período de rápida expansão, onde o número de estudos publicados aumentou drasticamente à medida que o campo ganhava reconhecimento e estabelecia suas teorias centrais. Nos anos 1990 e 2000, o crescimento estabilizou, sugerindo que o campo havia encontrado seu equilíbrio. Então, começando por volta de 2010, houve outro aumento acentuado nas publicações, atingindo o pico entre 2017 e 2019, antes de se estabelecer em um nível alto, porém constante, na década de 2020. Esse padrão mostra que o campo não está apenas sobrevivendo; ele está evoluindo ativamente e atraindo atenção sustentada de estudiosos em todo o mundo.

Quando os pesquisadores observaram quem está escrevendo, descobriram um campo dominado por vozes individuais em vez de grandes equipes. De quase dez mil autores, mais de sete mil publicaram apenas um artigo. Isso sugere que, embora o campo seja inclusivo e atraia diversas escolas de pensamento, carece de uma cultura forte de colaboração em larga escala. A análise também testou um princípio bem conhecido na ciência chamado Lei de Lotka, que prevê quantos artigos um cientista típico escreve. Os dados mostraram que, embora a lei seja verdadeira para autores que escrevem dois ou três artigos, o campo possui muito menos autores "superprolíficos" do que a teoria prevê. Em outras palavras, as figuras mais influentes na terapia familiar não são necessariamente aquelas que publicam o maior volume de artigos, mas sim aquelas cujas ideias específicas ressoaram profundamente ao longo do tempo.

Os nomes que se destacam como os mais influentes são aqueles que estabeleceram as teorias fundamentais. Salvador Minuchin, um pioneiro da terapia familiar estrutural, aparece como o autor mais citado por uma margem significativa, com mais de doze mil citações para seu trabalho. Sua influência é tão profunda que ele possui mais citações do que os próximos vários autores mais citados combinados. Outra figura fundamental, Murray Bowen, publicou apenas três artigos no banco de dados, mas ainda assim obteve quase duas mil e quinhentas citações, demonstrando que uma única e poderosa contribuição teórica pode moldar um campo por décadas. Essas descobertas destacam que, na terapia familiar, a profundidade de uma ideia muitas vezes importa mais do que o volume de produção. A pesquisa também mostra que, embora o campo seja global, a colaboração internacional permanece surpreendentemente baixa, com pouquíssimos artigos escritos por autores de diferentes países trabalhando juntos.

Talvez a parte mais reveladora do estudo seja como os tópicos de pesquisa mudaram. No início, o foco estava em conceitos amplos como "família" e "psicoterapia de grupo", frequentemente aplicados a doenças mentais graves como a esquizofrenia. O trabalho inicial consistia em redefinir o próprio problema, afastando-se da ideia de um indivíduo doente para a de um sistema doente. À medida que as décadas passaram, as palavras-chave mudaram. A pesquisa passou a focar em grupos de idades específicos, particularmente adolescentes, e em questões específicas como abuso de substâncias e transtornos alimentares. Nos últimos anos, a linguagem do campo tornou-se mais precisa e baseada em evidências. Termos como "revisão sistemática", "eficácia" e "baseado no apego" tornaram-se comuns, sinalizando que o campo passou da pergunta "Isso funciona?" para "Como exatamente isso funciona, e para quem?". A análise também nota o surgimento de termos multilíngues, como "Terapia Familiar" e palavras-chave em chinês, mostrando que a prática está se adaptando a diferentes contextos culturais ao redor do mundo.

Apesar do crescimento e do amadurecimento do campo, o estudo aponta para algumas áreas que precisam de atenção. Os pesquisadores descobriram que, embora haja uma riqueza de trabalho teórico, há uma necessidade de mais ensaios clínicos randomizados em larga escala para provar a eficácia de diferentes abordagens. Eles também observaram que a falta de colaboração internacional limita a capacidade do campo de entender como a terapia familiar funciona através de diferentes culturas. Os dados sugerem que o campo está pronto para o próximo passo: passar da erudição individual para a cooperação global. Ao compreender onde o campo esteve, os pesquisadores esperam guiar o trabalho futuro em direção a abordagens mais colaborativas, culturalmente sensíveis e rigorosamente testadas. O mapa que eles traçaram não mostra apenas onde a terapia familiar esteve; ele destaca os caminhos que ainda estão abertos para exploração, garantindo que a próxima geração de pesquisa possa construir sobre um fundamento sólido e compartilhado.

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