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Perioperative outcomes for children with preoperative upper respiratory tract infection symptoms in elective non-cardiac surgery after COVID-19 pandemic at a large tertiary hospital in China: a retrospective cohort study

Este estudo de coorte retrospectivo de crianças submetidas a cirurgias eletivas não cardíacas na China descobriu que, embora os sintomas pré-operatórios de infecção das vias aéreas superiores estivessem associados ao aumento de eventos respiratórios adversos na emergência e a estadias mais longas na RPA na era pós-COVID-19, esses riscos não estavam significativamente elevados no período pré-pandemia, sugerindo que o impacto da IVAS nos desfechos perioperatórios é modulado pelo contexto temporal da pandemia.

Autores originais: Ruochen Pan, Yuan Bi, Tianqing Yan, Jianbo Deng, Zhang Tian, Zitong Zhang, Aijun Xu

Publicado 2026-07-15
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Autores originais: Ruochen Pan, Yuan Bi, Tianqing Yan, Jianbo Deng, Zhang Tian, Zitong Zhang, Aijun Xu

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

Resumo Técnico: Desfechos Perioperatórios em Crianças com Sintomas de ITU Superior no Período Pós-COVID-19

Problema
As infecções das vias aéreas superiores (IVAS) são a principal causa de cancelamentos cirúrgicos pediátricos e estão associadas a uma incidência significativamente maior de eventos adversos respiratórios perioperatórios (EARP) em comparação com crianças sem infecções recentes. Embora as diretrizes recomendem o adiamento da cirurgia por pelo menos duas semanas após a resolução dos sintomas, o surgimento da pandemia de COVID-19, particularmente a variante Ômicron, alterou o cenário epidemiológico das infecções respiratórias pediátricas. O estudo aborda uma lacuna crítica de conhecimento: como o ambiente pós-pandemia afeta o perfil de risco perioperatório de crianças com sintomas de IVAS submetidas a cirurgias eletivas não cardíacas. Especificamente, investiga se o risco cirúrgico adicional historicamente associado às IVAS persiste, muda ou é abolido na era pós-COVID-19.

Metodologia
Este estudo de coorte retrospectivo foi conduzido no Hospital Tongji, um grande centro terciário na China, abrangendo o período de 1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2024. A população do estudo incluiu crianças de 0 a 12 anos submetidas a cirurgias eletivas não cardíacas, excluindo aquelas com condições subjacentes graves, estado físico ASA IV/V ou casos de cirurgia ambulatorial.

O desenho do estudo envolveu duas estruturas comparativas primárias:

  1. Comparação Temporal (S1 vs. S2): Crianças com sintomas de IVAS foram divididas em um grupo pré-pandemia (S1: 2015–2019, n=213) e um grupo pós-pandemia (S2: 2020–2024, n=385).
  2. Avaliação de Risco (Sintomático vs. Assintomático): Para isolar o risco atribuível à IVAS, as crianças sintomáticas (S1 e S2) foram pareadas com controles assintomáticos (C1 e C2) com base no tipo de cirurgia e no ano. Isso formou duas coortes: uma coorte pré-COVID-19 (S1 + C1, n=852) e uma coorte pós-COVID-19 (S2 + C2, n=1.540).

Os sintomas de IVAS foram definidos clinicamente (congestão nasal, rinorreia, espirros, dor de garganta, tosse) no dia da cirurgia. O desfecho primário foram as complicações pós-operatórias, enquanto os desfechos secundários incluíram eventos adversos respiratórios (EAR) intraoperatórios e de emergência, taxas de reoperação, permanência na RPA e tempo de internação (TI).

A análise estatística empregou modelos de regressão logística e linear multivariados, ajustados para covariáveis como idade, sexo, IMC, histórico pulmonar, status ASA e detalhes da anestesia. Para mitigar o viés de seleção, foi realizado o pareamento por escore de propensão (PSM) 1:1 com um calíper de 0,02 para equilibrar as características basais entre os grupos.

Principais Resultados

  • Impacto da Pandemia na Incidência de IVAS: A proporção de crianças apresentando sintomas de IVAS pré-operatórios diminuiu no pós-pandemia (0,85% em S2 vs. 1,38% em S1), provavelmente devido ao reforço das medidas de controle de infecção.
  • Desfechos Perioperatórios em Crianças Sintomáticas (S1 vs. S2):
    • Após ajuste multivariado, o grupo S2 (pós-pandemia) exibiu uma incidência significativamente maior de EAR de emergência (OR 1,55, P=0,029) e uma permanência mais longa na RPA em comparação ao grupo S1.
    • Por outro vez, o grupo S2 demonstrou um tempo total de internação e TI pós-operatória significativamente menores.
    • A taxa de reoperação foi significativamente menor no grupo S2 em análises não ajustadas, embora essa diferença não tenha sido estatisticamente significativa após o ajuste multivariado.
  • Risco Cirúrgico Adicional da IVAS (Sintomático vs. Assintomático):
    • Coorte Pré-COVID-19: Antes do pareamento, as crianças sintomáticas (S1) apresentaram taxas significativamente maiores de EAR de emergência e reoperação em comparação aos controles assintomáticos (C1). Após o ajuste multivariado, essas diferenças permaneceram significativas (EAR de emergência: OR 1,57, P=0,032; Reoperação: OR 7,92, P=0,006). No entanto, após o PSM, nenhuma diferença significativa foi observada entre S1 e C1 para qualquer desfecho.
    • Coorte Pós-COVID-19: No período pós-pandemia, não foram encontradas diferenças significativas entre crianças sintomáticas (S2) e assintomáticas (C2) em relação a complicações pós-operatórias, EAR intraoperatórios, EAR de emergência ou taxas de reoperação, independentemente de a aplicação de ajuste multivariado ou PSM.

Principais Contribuições

  1. Mudança Temporal no Perfil de Risco: O estudo fornece evidências de que a associação entre sintomas de IVAS pré-operatórios e desfechos perioperatórios adversos mudou na era pós-COVID-19. Embora o risco absoluto de EAR de emergência tenha aumentado no período pós-pandemia em comparação ao período pré-pandemia, o risco relativo da IVAS em relação às crianças assintomáticas foi abolido na coorte pós-pandemia.
  2. Desacoplamento de IVAS e Complicações: Os achados sugerem que, no contexto pós-pandemia, a presença de sintomas leves de IVAS não prevê independentemente taxas mais altas de complicações pós-operatórias ou reoperação quando comparada a pares assintomáticos, um contraste com os dados pré-pandemia, onde a IVAS era um preditor significativo de reoperação.
  3. Insights para o Manejo Clínico: Os dados indicam que, embora as taxas de EAR de emergência estejam elevadas na era pós-pandemia (potencialmente devido à inflamação persistente das vias aéreas ou respostas imunológicas alteradas), a recuperação pós-operatória (TI) é mais rápida e a necessidade de reoperação não é aumentada pelos sintomas de IVAS.

Significância e Alegações
Os autores alegam que os riscos associados à IVAS pré-operatória não são estáticos, mas são modulados pelo status fisiológico basal da criança, estratégias de manejo anestésico e o contexto temporal da pandemia. O estudo sugere que o "risco excessivo" da IVAS observado na era pré-pandemia foi abolido na era pós-pandemia.

Consequentemente, o artigo argumenta que a tomada de decisão clínica para crianças com sintomas de IVAS pré-operatórios deve se afastar de protocolos rígidos de adiamento em direção à avaliação de risco individualizada. Os autores enfatizam que os sintomas de IVAS isoladamente não são fatores de risco absolutos para desfechos adversos graves na era atual. Em vez disso, eles defendem estratégamente de manejo perioperatório otimizadas, incluindo avaliação pré-operatória abrangente (por exemplo, usando o sistema de pontuação COLDS) e técnicas anestésicas específicas (por exemplo, dexmedetomidina intranasal, LMA sobre ETT quando apropriado, e indução com propofol IV) para mitigar o risco elevado de EAR de emergência observado no período pós-pandemia.

O estudo conclui que, embora a pandemia tenha alterado o cenário de risco basal, levando a uma maior incidência de EAR de emergência em crianças sintomáticas, ela simultaneamente reduziu a disparidade na recuperação pós-operatória e nas taxas de reoperação entre crianças sintomáticas e assintomáticas. Recomenda-se a realização de futuros estudos multicêntricos de grande escala para validar esses achados e explorar mais profundamente o impacto de abordagens específicas de manejo anestésico.

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