Adolescent health and Not in Education, Employment or Training (NEET) in young adulthood: Evidence from a UK prospective longitudinal study
Utilizando dados do Millennium Cohort Study do Reino Unido, esta investigação demonstra que a saúde na adolescência, particularmente as condições de saúde mental e a sua coexistência com problemas físicos como a obesidade, aumenta significativamente o risco de os jovens estarem fora da educação, do emprego ou da formação (NEET) aos 23 anos, sendo os efeitos mais pronunciados para as mulheres e para aqueles que estão economicamente inativos.
Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA de um preprint que não foi revisado por pares. Não é aconselhamento médico. Não tome decisões de saúde com base neste conteúdo. Ler aviso legal completo
Cada sociedade enfrenta um momento em que seus jovens devem sair da segurança da escola para o mundo mais amplo do trabalho e da formação. No Reino Unido, um número significativo desses jovens adultos encontra-se preso em um limbo difícil, nem estudando, nem trabalhando. Este grupo é conhecido pela sigla NEET, que significa "nem em educação, emprego ou treinamento" (not in education, employment, or training). Embora seja bem conhecido que esses jovens frequentemente relatam uma saúde pior do que seus pares, a relação é complexa e muitas vezes é de via dupla: a má saúde pode dificultar a busca por trabalho, e o estresse de estar fora do mercado de trabalho pode agravar a saúde. Durante anos, pesquisadores se perguntaram se dificuldades de saúde específicas durante a adolescência poderiam prever quem acabaria nesta posição difícil mais tarde. Compreender esse vínculo é crucial porque desloca o foco de simplesmente gerir o desemprego para prevenir o desemprego, apoiando o bem-estar dos jovens antes mesmo de deixarem a escola.
Um novo estudo utilizando dados de um projeto massivo e de longo prazo no Reino Unido começou a desvendar essas conexões. Os pesquisadores acompanharam milhares de jovens nascidos no início dos anos 2000, rastreando-os desde a infância até o início dos vinte anos. Quando esses indivíduos atingiram a idade mediana de vinte e três anos, a equipe pôde analisar seus registros de saúde aos dezessete anos para ver quais fatores poderiam ter sido presságios de sua situação atual. O estudo focou em três áreas principais: condições de saúde mental, condições de saúde física e comportamentos de saúde diários, como sono, exercício e uso de substâncias. O objetivo era ver quais dessas experiências adolescentes eram os sinais mais fortes de que um jovem poderia ter dificuldades para encontrar seu lugar no mundo adulto.
Os resultados pintam um quadro claro: a saúde durante a adolescência é um preditor poderoso do status de emprego futuro. Entre os milhares de jovens estudados, cerca de um em cada oito era NEET aos vinte e três anos. Os dados revelaram que os desafios de saúde mental eram os sinais de alerta mais significativos. Jovens que haviam sido diagnosticados com autismo ou transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) na adolescência tinham mais de três vezes mais chances de serem NEET mais tarde em comparação com seus pares sem esses diagnósticos. Uma condição de saúde mental de longa duração, como ansiedade crônica ou depressão, mais do eu dobro de risco. O estudo também encontrou uma relação de "dose-resposta", o que significa que, quanto mais condições de saúde mental um adolescente tivesse, maior seria o risco de estar fora do trabalho ou da educação na idade adulta. Aqueles com três ou mais condições enfrentavam um risco três vezes superior ao daqueles sem nenhuma condição.
A saúde física também desempenhou um papel, embora tenha sido geralmente menos preditiva do que a saúde mental. Ser obeso na adolescência aumentou o risco de ser NEET em cerca de cinquenta por cento, mas ser apenas acima do peso não carregava o mesmo peso. Curiosamente, uma condição de saúde física que interferia na vida diária era um preditor mais forte do que a própria condição. Talvez o mais revelador fosse a descoberta de que a inatividade física durante os anos de adolescência era um fator de risco significativo, sugerindo que a falta de movimento pode sinalizar questões mais profundas de motivação ou capacidade que se estendem para a vida adulta. Quando a obesidade e as lutas de saúde mental ocorriam juntas, o risco era ainda maior, efetivamente dobrando a probabilidade de ser NEET em comparação com ter nenhum dos dois problemas.
O estudo também observou hábitos cotidianos, como fumar, beber e usar redes sociais. Surpreendentemente, muitos comportamentos comuns, como o consumo excessivo de álcool (binge drinking) ou o uso de cigarros eletrônicos (vaping), não mostraram uma ligação forte com o desemprego futuro. No entanto, dois fatores comportamentais se destacaram: adolescentes que relatavam sentir-se mais felizes e mais conectados online do que na vida real estavam em maior risco, assim como aqueles que relatavam comportamento antissocial. A má qualidade do sono e o uso de drogas pesadas também aumentaram o risco. Um achado inesperado foi que o uso frequente de álcool entre adolescentes estava, na verdade, associado a um menor risco de ser NEET, embora os pesquisadores alertem que este é um resultado incomum que precisa de mais investigação e não implica que beber seja benéfico.
Quando os pesquisadores dividiram os resultados por gênero, descobriram que as lutas de saúde mental eram um preditor mais forte para as mulheres jovens do que para os homens jovens, embora as taxas gerais de serem NEET fossem semelhantes para ambos os grupos. Para os homens, condições específicas como autismo e TDAH foram preditores particularmente fortes. O estudo também distinguiu entre aqueles que estavam procurando ativamente por trabalho e aqueles que desistiram e não estão procurando de forma alguma. Os fatores de saúde estudados estavam muito mais fortemente ligados ao grupo que estava economicamente inativo — aqueles que não buscam trabalho — do que àqueles que estão tentando ativamente encontrar um emprego. Isso sugere que a má saúde pode ser mais propensa a fazer com que um jovem se desengaje totalmente do mercado de trabalho em vez de apenas tornar mais difícil encontrar um emprego específico.
Os pesquisadores calcularam quanto do problema total do desemprego juvenil poderia ser atribuído a essas questões de saúde específicas. Eles descobriram que problemas comuns, mesmo que não carregassem o maior risco individual, explicavam uma grande parcela do problema porque tantos jovens os vivenciavam. Por exemplo, a automutilação no último ano e a inatividade física estavam entre os principais contribuintes para o número total de jovens NEET, simplesmente porque esses problemas eram disseminados. Isso destaca que, enquanto condições graves e raras, como o autismo, carregam um alto risco para o indivíduo, questões comuns, como o sofrimento psicológico e a falta de atividade física, afetam a população como um todo de maneira importante.
Em última análise, este estudo sugere que o caminho para ser NEET é frequentemente pavimentado com desafios de saúde que começam nos anos de adolescência. Indica que a questão não é apenas econômica, mas de saúde, exigindo um apoio coordenado entre escolas, serviços de saúde e serviços de emprego. As descobertas apontam para a necessidade de intervenções precoces e integradas que abordem a saúde mental e física em conjunto. Ao identificar e apoiar os jovens que estão lutando com essas condições antes de deixarem a escola, pode ser possível evitar que eles caiam inteiramente dos sistemas de educação e emprego. Os dados deixam claro que ajudar um adolescente a gerir a sua saúde não é apenas sobre o seu bem-estar pessoal; é um passo vital para ajudá-lo a construir um futuro onde possa trabalhar e prosperar.
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