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Ultrasound-guided stellate ganglion block with lidocaine and dexmedetomidine for refractory electrical storm after acute myocardial infarction: a case report

Este relato de caso descreve uma mulher de 46 anos com tempestade elétrica refratária após infarto agudo do miocárdio que alcançou supressão completa da arritmia e recuperação total após um segundo bloqueio do gânglio estrelado guiado por ultrassom utilizando uma combinação de lidocaína e dexmedetomidina, sugerindo que esta abordagem adjuvante pode oferecer uma eficácia mais duradoura do que a lidocaína isoladamente.

Autores originais: Lu Kang, Lizhu Xiao, Jing Lu, Xiaohua Zou, Jiefu Tang, Wenwen Tang, Zaitian Zhang

Publicado 2026-07-25
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Autores originais: Lu Kang, Lizhu Xiao, Jing Lu, Xiaohua Zou, Jiefu Tang, Wenwen Tang, Zaitian Zhang

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

Resumo Técnico: Bloqueio do Gânglio Estelado Guiado por Ultrassom com Lidocaína e Dexmedetomidina para Tempestade Elétrica Refratária

Definição do Problema
A tempestade elétrica (TE) refratária após infarto agudo do miocárdio (IAM) representa uma condição de risco de vida, caracterizada por taquicardia ventricular (TV) ou fibrilação ventricular (FV) recorrentes, apesar de terapia farmacológica máxima, sedação profunda e cardioversão elétrica. Nesses casos, o manejo convencional frequentemente falha, levando a uma alta mortalidade hospitalar. Embora o Bloqueio do Gânglio Estelado (BGE) tenha emergido como uma intervenção de resgate para reduzir o tônus simpático cardíaco, a utilidade específica da combinação de dexmedetomidina com anestésicos locais para o BGE guiado por ultrassom no contexto de TE refratária pós-IAM permanece subnotificada.

Metodologia
O estudo apresenta um relato de caso único de uma paciente do sexo feminino, de 46 anos, admitida com IAM complicado por choque cardiogênico. A paciente necessitou de suporte de oxigenação por membrana extracorpórea veno-arterial (VA-ECMO) e bomba de contrapulsação intra-aórtica (PCIA) após intervenção coronária percutânea (ICP). A paciente apresentou resistência ao manejo agressivo, incluindo betabloqueio, antiarrítmicos e sedação profunda, apresentando FV recorrente refratária a múltiplas cardioversões.

A intervenção envolveu uma abordagem de dois estágios utilizando BGE esquerdo guiado por ultrassom:

  1. Primeira Intervenção: Realizada ao nível do processo transverso de C6 utilizando uma técnica in-plane. Foram injetados 4 mL de lidocaína a 0,75% na superfície do músculo longo do pescoço, lateral à artéria carótida comum.
  2. Segunda Intervenção: Realizada aproximadamente 48 horas após a recorrência da FV. O mesmo sítio anatômico foi alvo de uma mistura de 4 mL de lidocaína a 0,75% e 0,5 µg/kg de dexmedetomidina.

O procedimento utilizou guia de ultrassom de alta frequência em tempo real para garantir o posicionamento preciso da agulha e evitar complicações como hematoma ou pneumotórax. A paciente foi monitorada quanto à síndrome de Horner como marcador de sucesso do bloqueio, e o ritmo cardíaco foi continuamente avaliado.

Resultos Principais

  • Primeiro Bloqueio: A administração inicial de lidocaína isoladamente resultou no desenvolvimento da síndrome de Horner (aumento da temperatura e leve rubor facial à esquerda) e em uma redução acentuada da frequência de FV. No entanto, a arritmia recorreu aproximadamente 48 horas depois.
  • Segundo Bloqueio: Após a administração da mistura de lidocaína e dexmedetomidina, a FV cessou completamente. A paciente apresentou apenas contrações ventriculares prematuras ocasionais e curtas corridas de taquicardia ventricular autolimitadas.
  • Desfecho Clínico: Após a estabilização do ritmo cardíaco, a função cardíaca da paciente melhorou. Ela foi desmamada com sucesso da VA-ECMO uma semana depois, extubada e recebeu alta para casa após um mês, com recuperação total. Não foram observadas complicações procedimentais (ex: hematoma, neuropatia).

Principais Contribuições

  • Eficácia do Adjuvante: O caso demonstra que a adição de dexmedetomidina à lidocaína para o BGE pode proporcionar uma eficácia antiarrítmica mais duradoura em comparação com a lidocaína isolada na TE refratária. O primeiro bloqueio proporcionou alívio temporário, enquanto o segundo bloqueio com o adjuvante proporcionou a supressão sustentada da tempestade.
  • Segurança em Cuidados Críticos: O relato confirma a viabilidade e segurança de realizar o BGE guiado por ultrassom em pacientes em VA-ECMO com anticoagulação contínua, desde que seja utilizado o guia de agulha in-plane preciso.
  • Ponte para a Recuperação: A intervenção serviu como uma ponte crítica, interrompendo o ciclo "tempestade simpática–isquemia miocárdica–deterioração hemodinâmica", permitindo assim o tempo necessário para o reparo miocárdico e o desmame bem-sucedido do suporte circulatório mecânico.

Significância e Alegações
Os autores postulam que este caso oferece uma nova perspectiva sobre o tratamento antissimpático nos cuidados críticos cardíacos. Eles alegam que a combinação de lidocaína e dexmedetomidina para o BGE pode estender a duração do bloqueio simpático, oferecendo uma solução potencial para pacientes que falham nas terapias convencionais. No entanto, o artigo mantém uma postura modesta, reconhecendo que, embora a resposta em estágios sugira um efeito sinérgico, estudos prospectivos maiores são necessários para confirmar a segurança e a eficácia desta formulação específica. Os autores enfatizam que esta abordagem fornece uma janela de tempo crítica para o reparo miocárdico em doenças críticas extremas, posicionando o BGE não apenas como uma ponte para a simpatectomia cirúrgica, mas potencialmente para a recuperação autônoma cardíaca.

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