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Adversity, Trauma-Related Symptoms, Parenting Perceptions, and Attachment in Domestic Violence-Exposed Caregiver–Child Dyads

Este estudo de 56 díades cuidador-criança expostas à violência doméstica revela altos níveis de trauma e discrepâncias significativas entre as percepções idealizadas dos cuidadores sobre seu apego e as experiências reais das crianças, destacando a necessidade de intervenções centradas na díade e informadas pelo trauma para interromper ciclos intergeracionais de adversidade.

Autores originais: Ana Beatriz Andrade, Virgínia Alves, Mariana Gonçalves

Publicado 2026-08-20
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Autores originais: Ana Beatriz Andrade, Virgínia Alves, Mariana Gonçalves

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

Quando uma família é despedaçada pela violência dentro de casa, o dano raramente fica confinado ao adulto que está sendo ferido. As crianças que vivem nessas mesmas casas são frequentemente expostas ao medo, aos gritos e à ameaça, mesmo que não sejam o alvo direto dos golpes. Essa exposição pode deixar marcas profundas na forma como uma criança vê o mundo, como ela confia nos outros e como lida com suas próprias emoções. Cientistas que estudam essas situações costumam observar duas ideias principais para entender o que acontece a seguir. Uma ideia sugere que a maneira como um progenitor foi tratado quando criança pode moldar como ele age como pai ou mãe mais tarde, potencialmente transmitindo padrões difíceis para a próxima geração. A outra ideia foca no vínculo entre progenitor e filho, questionando se a criança se sente segura e amada, ou se essa conexão foi quebrada pelo medo e pelo caos. Compreender essas dinâmicas é crucial porque ajuda os especialistas a descobrir como curar famílias, não apenas tratando sintomas individuais, mas reparando o próprio relacionamento.

Um estudo recente conduzido em Portugal propôs-se a observar de perto exatamente esta situação. Os investigadores reuniram um grupo de 56 famílias onde a mãe tinha sido vítima de violência doméstica e o seu filho vivia com ela. Estas famílias já estavam a trabalhar com serviços de proteção de menores ou organizações de apoio à vítima, o que significa que estavam a lidar com desafios graves e contínuos. As mães do estudo tinham cerca de 40 anos e os seus filhos variavam entre os 6 e os 18 anos, com uma idade média de 11 anos. A equipa pediu tanto às mães como aos filhos que preenchessem questionários detalhados sobre as suas vidas. Eles queriam saber sobre as coisas más que tinham acontecido a cada um, os sentimentos assustadores que ainda carregavam, como viam a sua parentalidade ou a sua criação e quão forte sentiam que era o vínculo emocional entre eles.

Os resultados pintaram um quadro de uma vida cheia de fardos pesados para ambas as gerações. As mães relataram um elevado número de experiências difíceis, especialmente nas suas vidas adultas, incluindo abuso emocional e físico, negligência e violência por parte dos seus parceiros. As crianças também relataram muitos eventos traumáticos, sendo os mais comuns presenciar violência doméstica, experienciar doenças graves ou enfrentar o abandono. Embora ambos os grupos tivessem sofrido muito, os tipos específicos de coisas más que experienciaram nem sempre coincidiam perfeitamente. Por exemplo, uma mãe pode ter sofrido abuso sexual na sua própria infância, enquanto o seu filho não tinha enfrentado esse tipo específico de dano, embora ambos tivessem passado por outras formas de trauma. Isto sugere que, embora a atmosfera geral de perigo seja partilhada, as feridas específicas que cada geração carrega podem ser diferentes.

Uma das descobertas mais marcantes foi uma lacuna significativa entre o que as mães pensavam que estavam a fornecer e o que as crianças sentiam que estavam a receber. As mães descreveram geralmente a sua parentalidade em termos muito positivos. Elas acreditavam que ofereciam muito apoio emocional, amor e disponibilidade aos seus filhos. No entanto, quando os filhos foram questionados sobre as mesmas coisas, relataram receber muito menos apoio emocional do que as mães acreditavam estar a dar. Ao mesmo tempo, as crianças sentiram que as mães tentavam controlá-las muito mais do que as mães admitiam fazer. Este desfasamento não se deve necessariamente ao facto de as mães estarem a mentir ou de as crianças estarem enganadas; antes, sugere que o trauma e o stress com que as mães vivem podem tornar difícil para elas lerem com precisão os sentimentos dos seus filhos. Uma mãe pode estar a fazer o seu máximo para proteger o seu filho, mas a criança, vivendo num estado de medo, pode perceber essa proteção como controlo ou pode não sentir a segurança que a mãe pretende oferecer.

O estudo também descobriu que, quanto mais violência uma mãe experimentava, mais ela relatava sentir ansiedade, depressão ou trauma. Curiosamente, as mães que relatavam níveis mais elevados de sintomas de trauma também tendiam a classificar o seu vínculo com os filhos como muito forte e seguro. Isto pode parecer contraditório, mas pode significar que, quando uma mãe está em profundo sofrimento, ela tenta ainda mais agarrar-se emocionalmente ao seu filho, talvez como uma forma de lidar com a sua própria dor. É como uma pessoa que está a afogar-se a tentar agarrar-se a uma boia de salvação com as duas mãos; o aperto é forte, mas pode não parecer segurança para a pessoa que está a ser segurada. As crianças, no entanto, não sentiam sempre essa mesma sensação de segurança. Quanto mais as crianças se sentiam rejeitadas ou controladas, menos se sentiam apoiadas, e este desajuste estava ligado aos próprios relatos das mães sobre o quão próximas se sentiam dos seus filhos.

Os investigadores foram cuidadosos ao notar que o seu trabalho não prova que o trauma é automaticamente transmitido de mãe para filho como um traço genético. Em vez disso, os dados sugerem um padrão onde experiências difíceis tendem a agrupar-se nas famílias, e onde a forma como uma mãe e um filho veem a sua relação pode ser muito diferente um do outro. O estudo destaca que, quando as famílias estão a recuperar da violência doméstica, não basta perguntar apenas como a mãe está ou perguntar apenas como a criança se sente. Para ajudar verdadeiramente, os especialistas precisam de ouvir os dois lados da história. Eles precisam de compreender que a intenção de uma mãe de amar e proteger pode nem sempre chegar da forma como ela espera, e que o sentimento de medo ou controlo de uma criança pode não significar que a mãe esteja a falhar, mas sim que a relação precisa de um novo tipo de apoio para curar o fosso entre elas. Ao focar-se na própria relação e ao ajudar tanto a mãe como o filho a compreender as perspetivas um do outro, pode ser possível quebrar o ciclo do medo e construir um futuro mais seguro para a próxima geração.

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