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The Shapeshifting Ghosts: Censorship and Compromise in Post-socialist China

Este artigo examina como as narrativas de fantasmas no cinema pós-socialista chinês navegam pela censura e pela ideologia estatal para sobreviver, argumentando que, embora filmes recentes reabsorvam fantasmas em narrativas nacionais sancionadas, as lacunas textuais resultantes e as tensões entre o enquadramento oficial e o potencial subversivo acabam por forjar uma forma única e negociada de pós-chinesidade.

Autores originais: Bi Kaihui

Publicado 2026-08-31
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Autores originais: Bi Kaihui

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

Durante séculos, histórias sobre espíritos e fantasmas têm sido um elemento fundamental da cultura chinesa, aparecendo na literatura antiga e nos contos folclóricos para explorar a moralidade, a justiça e os mistérios dos mortos. Essas narrativas sempre caminharam em uma linha tênue, servindo tanto como entretenimento quanto como uma forma de criticar a sociedade ou manter a ordem. No entanto, na China moderna, a relação entre essas histórias e o Estado tornou-se um complexo cabo de guerra. Desde a fundação da República Popular, o governo frequentemente vê as histórias de fantasmas como remanescentes supersticiosos do passado que conflitam com a racionalidade científica e os valores socialistas. Contudo, apesar das regras rigorosas contra elas, essas histórias nunca desapareceram verdadeiramente. Em vez disso, aprenderam a sobreviver mudando sua forma, deslizando pelas frestas da censura para permanecerem parte da conversa nacional. Esse embate contínuo oferece uma janela única sobre como a sociedade chinesa contemporânea negocia sua identidade, equilibrando as narrativas oficiais do Estado com ansiedades culturais profundamente enraizadas e o desejo de expressão criativa.

Um estudo recente do pesquisador Bi Kaihui, da Universidade de Canterbury, investiga este fenômeno ao observar como as histórias de fantasmas estão sendo remodeladas no cinema da China continental atual. A pesquisa foca na era pós-socialista, um período em que a economia e a política da China tornaram-se um híbrido de controle estatal e forças de mercado. Neste ambiente, o governo busca promover uma imagem nacional unificada e valores específicos, como o "Sonho Chinês", enquanto também tenta suprimir conteúdos considerados politicamente sensíveis ou supersticiosos. Bi examina como os cineastas estão navegando por essas restrições, analisando especificamente dois filmes recentes de fantasia animada: Xiaoqian (2024) e Curious Tales of a Temple (2025). Esses filmes pegam contos tradicionais de fantasmas e os reembalam como aventuras coloridas e familiares que se encaixam dentro dos limites da narrativa aprovada pelo Estado. O estudo argumenta que, embora esses filmes pareçam cumprir as regras de censura, eles não simplesmente apagam o espírito rebelde dos fantasmas originais. Em vez disso, a tensão entre o que o Estado permite e o que as histórias originalmente significavam cria pequenas lacunas na narrativa. Essas lacunas permitem que os filmes expressem preocupações sociais ocultas e contradições sem desafiar diretamente o governo.

O pesquisador traça a história dessa dinâmica, mostrando que os fantasmas sempre foram uma ferramenta flexível. Durante o início do século XX, os cineastas usaram o horror para inspirar lutas antifeudais. Mais tarde, sob Mao Tsé-tung, os fantasmas foram por vezes proibidos como superstição, mas outras vezes reaproveitados como símbolos de inimigos de classe a serem derrotados. Na era atual, a abordagem mudou novamente. Os cineastas agora utilizam o gênero da "fantasia" para tornar os fantasmas aceitáveis. Ao colocar os fantasmas em um mundo puramente mágico repleto de dragões, espíritos e paisagens míticas, os filmes convencem o público de que essas criaturas não são ameaças reais, mas partes inofensivas de uma história fictícia. Esta técnica, conhecida como "fantasiação", retira os fantasmas de sua conexão com as injustiças do mundo real. Por exemplo, em Curious Tales of a Temple, uma história clássica sobre um estudioso e uma mulher fantasma é reescrita para se ajustar a uma narrativa de crise nacional e unidade. O fantasma deixa de ser um símbolo de opressão para se tornar um personagem que é eventualmente redimido e integrado em uma história patriótica sobre salvar o país.

No entanto, o estudo constata que esse processo de reescrita nunca é perfeito. O poder original da história de fantasma — a sensação de que algo não resolvido assombra o presente — vaza pelas frestas da nova versão higienizada. Em Xiaoqian, o filme conta a história de uma mulher que se torna um fantasma devido ao casamento forçado e à opressão. Embora o filme tente resolver isso fazendo com que ela encontre amor e paz, a raiva subjacente de sua situação permanece visível. O filme tenta mostrar que o amor vence tudo, mas o fato de precisar trabalhar tão arduamente para suavizar a história revela a dificuldade de suprimir essas questões sociais profundas. Da mesma forma, em Curious Tales of a Temple, as diferentes histórias dentro do filme frequentemente colidem entre si, criando uma sensação de desconforto. O personagem que deveria explicar a moral da história acaba parecendo vazio e forçado, destacando que as diferentes partes do filme não se encaixam naturalmente sob uma única mensagem unificada.

Estes filmes, conclui o pesquisador, criam uma forma única de "pós-chinesidade". Esta não é uma identidade única e sólida que é totalmente leal ao Estado ou completamente contra ele. Em vez disso, é uma negociação constante. Os espectadores são convidados a desfrutar dos visuais belos e dos temas patrióticos, mas também são deixados com uma sensação sutil de que a história está incompleta ou de que algo está sendo contido. Os fantasmas nestes filmes atuam como um espelho, refletindo as ansiedades de uma sociedade que tenta avançar enquanto carrega o peso de seu passado. A censura que tenta controlar essas histórias acaba criando um espaço onde essas mesmas histórias podem falar em uma linguagem codificada, revelando a instabilidade da narrativa oficial. A pesquisa sugere que isto não é uma falha do sistema, mas um resultado natural de tentar gerir uma cultura complexa. Os fantasmas não desapareceram; eles simplesmente aprenderam a falar de uma forma que seja segura o suficiente para ser ouvida, mas estranha o suficiente para lembrar a todos que o passado nunca parte de verdade.

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