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A bibliometric and content analysis of marketing in Web 3.0

Este estudo emprega uma análise bibliométrica e de conteúdo de 121 artigos para sistematizar a literatura fragmentada sobre o marketing da Web 3.0, identificando clusters temáticos fundamentais, bases teóricas e uma agenda de pesquisa estruturada para orientar futuros desenvolvimentos acadêmicos e práticos em blockchain, descentralização e metaverso.

Autores originais: Ilan Alon, Berger Ron, Evgenia Gimelshtein, Shalom Levy

Publicado 2026-08-31
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Autores originais: Ilan Alon, Berger Ron, Evgenia Gimelshtein, Shalom Levy

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

A internet está passando por uma transformação silenciosa, mas profunda, mudando de um sistema onde algumas poucas empresas gigantes detêm as chaves para um novo modelo onde os próprios usuários detêm o poder. Esta nova era, frequentemente chamada de Web 3.0, é construída sobre uma base de livros de registro digitais conhecidos como tecnologia blockchain. Diferente da web atual, onde seus dados são armazenados no servidor de uma empresa e vendidos para anunciantes, a Web 3.0 distribui essa informação através de uma vasta rede de computadores, dando aos indivíduos o controle sobre seus próprios ativos digitais e privacidade. Dentro deste novo cenário, um mundo virtual chamado metaverso está emergindo — um espaço online compartilhado onde as pessoas interagem por meio de avatares digitais, compram itens virtuais e participam de eventos. Para as empresas, esta mudança não é apenas uma atualização técnica; é uma reescrita completa de como elas se conectam com os clientes, movendo-se da publicidade tradicional para relacionamentos diretos, transparentes e, muitas vezes, gamificados.

Apesar do entusiasmo que envolve essas mudanças, a compreensão acadêmica de como o marketing realmente funciona neste novo ambiente tem sido dispersa e fragmentada. Pesquisadores estudaram a tecnologia, os mundos virtuais e a ética separadamente, mas ninguém havia ainda mapeado como essas peças se encaixam em uma imagem coerente. Para resolver isso, uma equipe de estudiosos da Universidade de Ariel e da Universidade de Bar-Ilan, em Israel, propôs-se a organizar o conhecimento existente. Eles reuniram 121 artigos científicos publicados entre 2009 e 2025 que discutiam marketing no contexto da Web 3.0, blockchain e metaverso. Usando softwares especializados para analisar padrões na forma como esses artigos se citavam e quais palavras-chave compartilhavam, os pesquisadores construíram um mapa claro do campo, revelando três principais áreas de foco que definem o estado da arte atual.

A primeira grande área que os pesquisadores identificaram é o papel da blockchain na reformulação das estratégias de marketing. Neste grupo, os estudiosos estão explorando como a capacidade da tecnologia de criar registros transparentes e seguros pode mudar a relação entre marcas e consumidores. Em vez de uma empresa simplesmente contar uma história, a tecnologia permite um sistema onde o histórico de um produto ou de uma transação é visível e imutável. Isso levou a novas ideias sobre programas de fidelidade, onde as recompensas não são apenas pontos em um banco de dados, mas ativos digitais que os consumidores realmente possuem e podem negociar. A pesquisa sugere que essa transparência constrói confiança, pois os clientes podem verificar alegações sobre a origem ou autenticidade de um produto sem precisar depender apenas da palavra da marca.

O segundo grupo foca nas questões éticas e de confiança que surgem nesses ambientes descentralizados. Porque a Web 3.0 remove os intermediários, ela também remove os guardiões tradicionais que antes gerenciavam a privacidade e a segurança. Os pesquisadores descobriram que uma parte significativa da literatura é dedicada a descobrir como equilibrar os benefícios da transparência total com a necessidade de proteger os dados pessoais. Há uma preocupação crescente de que, embora a tecnologia possa prevenir fraudes, ela também possa expor os usuários a novas formas de manipulação ou pressão psicológica, especialmente em espaços virtuais imersivos. Os estudos destacam que, para que este novo sistema funcione, deve haver um novo conjunto de regras éticas que garantam a justiça e protejam o usuário, em vez de apenas os interesses dos provedores de tecnologia.

A terceira e talvez mais visível área de pesquisa é o marketing dentro do metaverso e o uso de tecnologias digitais como os tokens não fungíveis, ou NFTs. Os NFTs são certificados digitais únicos que comprovam a propriedade de um item específico, seja ele uma peça de arte digital, uma roupa virtual para um avatar ou um ingresso para um evento. Os pesquisadores observaram um surto rápido de interesse neste tópico por volta de 2021, à medida que as marcas começaram a criar showrooms virtuais e a realizar eventos onde os clientes podiam interagir diretamente com os produtos. A literatura mostra que esses ambientes permitem experiências altamente personalizadas, onde os consumidores podem co-criar valor com as marcas. No entanto, a pesquisa também aponta que este ainda é um campo em desenvolvimento, com muitas questões permanecendo sobre como tornar essas experiências virtuais sustentáveis e como garantir que os usuários se sintam confortáveis com a tecnologia.

Subjacentes a todas essas descobertas estão várias teorias estabelecidas que ajudam a explicar o comportamento humano nestes novos cenários digitais. Os pesquisadores notaram que os estudiosos estão aplicando conceitos como a Teoria do Comportamento Planejado, que analisa como a atitude de uma pessoa e seu senso de controle influenciam suas ações, para entender por que as pessoas compram bens virtuais. Eles também estão usando a Teoria da Troca Social para analisar como a confiança é construída quando as pessoas negociam ativos digitais, e a Teoria dos Stakeholders para considerar como diferentes grupos, desde criadores até investidores, interagem nesses ecossistemas complexos. Ao tecer essas teorias com os novos dados, o estudo fornece uma maneira estruturada de compreender a transição de uma internet centralizada para uma descentralizada.

Apesar do progresso, os pesquisadores identificaram lacunas significativas que precisam ser preenchidas. Eles descobriram que, embora saibamos muito sobre a tecnologia em si, ainda não entendemos totalmente como diferentes culturas ou faixas etárias reagirão a essas novas formas de propriedade digital. Há também uma necessidade de estudar como a confiança é mantida a longo prazo, já que o entusiasmo inicial de novas tecnologias frequentemente desaparece. Os autores sugerem que a pesquisa futura deve olhar além das possibilidades técnicas para examinar o lado humano da equação: como as pessoas realmente se sentem ao interagir com influenciadores virtuais, como navegam pela ética da privacidade de dados e como constroem lealdade duradoura em um mundo sem intermediários tradicionais.

O estudo conclui que, embora o potencial da Web 3.0 para criar uma internet mais equitativa e envolvente seja real, o caminho a seguir ainda não está claro. A transição exige mais do que novas ferramentas; ela demanda um repensar fundamental de como o valor é criado e compartilhado. Os pesquisadores propõem uma agenda estruturada para o futuro, instando estudiosos e profissionais a focarem no impacto psicológico dos ambientes imersivos, nos efeitos de longo prazo da confiança baseada em blockchain e nas diferenças culturais que moldam o comportamento do consumidor. Ao organizar as peças fragmentadas do quebra-cabeça, este trabalho oferece um roteiro para navegar pelo complexo e evolutivo cenário do marketing em um mundo digital descentralizado, garantindo que a internet do futuro permaneça um lugar de conexão genuína, em vez de apenas um novo mercado.

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