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Planet-app: From Psycho to Neuropower. An Analysis of the Link Between Artificial Intelligence and Everyday Life

Este artigo aborda uma lacuna na pesquisa em ciências sociais ao analisar a integração de aplicativos impulsionados por IA na vida cotidiana por meio de um estudo autoetnográfico, argumentando, em última análise, que essas aplicações fomentam uma nova forma de controle social denominada "neuopoder".

Autores originais: Francisco Tirado, Sergi Parellada, Enrique Baleriola

Publicado 2026-08-27
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Autores originais: Francisco Tirado, Sergi Parellada, Enrique Baleriola

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

Vivemos em um mundo onde o invisível se tornou a força mais tangível em nossas vidas diárias. Durante décadas, entendemos o poder em termos de corpos físicos e grandes grupos de pessoas. Governos e instituições gerenciavam populações rastreando taxas de natalidade, estatísticas de saúde e o comportamento geral das multidões. Essa abordagem, conhecida como biopolítica, tratava as pessoas como parte de um todo coletivo a ser otimizado para o bem do Estado. Mais recentemente, à medida que nossa atenção e emoções se tornaram a nova moeda da era digital, estudiosos começaram a descrever uma mudança em direção à psicopolítica. Aqui, o foco mudou do corpo para a mente, onde algoritmos e plataformas tentam moldar nossos desejos, memórias e sentimentos para nos manter engajados e consumindo. Mas uma nova camada de realidade está emergindo sob esses modelos mais antigos. À medida que nossos dispositivos se tornam mais inteligentes e integrados à nossa biologia, surge a questão: estamos sendo geridos não apenas como corpos ou como mentes, mas como sistemas nervosos que podem ser reconfigurados?

Essa questão impulsiona um novo estudo realizado pelos pesquisadores Francisco Tirado, Sergi Parellada e Enrique Baleriola, da Universidade Autônoma de Barcelona. Eles se propuseram a entender como pequenas aplicações, ou "apps", em nossos telefones e computadores, estão mudando a maneira como vivemos e como somos controlados. Esses pesquisadores não confiaram apenas em teorias abstratas; eles realizaram uma investigação profunda e pessoal sobre os aplicativos que usamos todos os dias, particularmente aqueles focados em saúde, fitness e treinamento mental. Ao registrar suas próprias experiências e analisar como essas ferramentas funcionam, eles descobriram que os apps não são apenas ferramentas passivas que usamos. Em vez disso, eles atuam como mediadores ativos que ligam nossas ações diárias a vastas e ocultas redes de dados. O estudo sugere que, através dessa conexão, uma nova forma de poder emergiu, a qual os autores chamam de "neuropoder". Este é um sistema que não apenas nos observa ou influencia nossos pensamentos, mas molda ativamente a plasticidade de nossos sistemas nervosos, treinando-nos para nos otimizarmos constantemente para um futuro que nunca chega de fato.

Para entender o que esses pesquisadores descobriram, deve-se primeiro olhar para o que um app realmente é. Na linguagem cotidiana, um app é um pequeno ícone em uma tela que tocamos para realizar uma tarefa. Mas, para esses cientistas, um app é muito mais do que um botão digital. É uma ponte entre nossa realidade física e um mundo oculto de informação digital. Quando usamos um app, não estamos apenas pressionando um botão; estamos conectando nossas ações imediatas a uma nuvem massiva de dados que processa nossa localização, nossas preferências e nossos hábitos. Os pesquisadores descobriram que esses apps operam em três princípios principais que alteram fundamentalmente nossa relação com a realidade. Primeiro, eles criam uma "realidade aumentada". Assim como um microscópio revela detalhes invisíveis ao olho nu, um app revela camadas ocultas de informação sobre o mundo ao nosso redor. Por exemplo, um app de saúde pode escanear um rótulo de alimento e instantaneamente informar ao usuário sobre alérgenos ou conteúdo nutricional, adicionando uma camada de dados de saúde ao simples ato de fazer compras. Isso transforma uma compra normal em um processo complexo de tomada de decisão guiado pelo app.

Segundo, esses apps constroem perfis detalhados de nós, mas não da maneira que poderíamos pensar. Eles não apenas nos categorizam como "homens" ou "mulheres", ou "jovens" ou "velhos". Em vez disso, eles nos fragmentam em pedaços de dados — nossa frequência cardíaca, nossos padrões de sono, nossa velocidade de digitação ou nossas escolhas musicais. Os pesquisadores descrevem este eu fragmentado como um "divíduo". Um app pega esses pedaços dispersos de informação e os recombina para criar um perfil único que é constantemente atualizado. Este perfil não é uma imagem estática de quem somos; é um mapa dinâmico do nosso comportamento que o app usa para prever o que faremos a seguir. Quando um app de fitness diz para você correr mais rápido porque sua frequência cardíaca está abaixo da média para sua faixa etária, ele não está julgando seu caráter; ele está reagindo a um ponto de dado específico em seu perfil. Esse processo transforma nossa identidade em uma coleção de variáveis ajustáveis que podem ser otimizadas.

Terceiro, e talvez o mais importante, esses apps operam sob um "princípio ético fraco". Diferente de uma regra estrita imposta por um governo ou um médico, um app não o força a fazer nada. Ele sugere, encoraja e guia. Ele diz que você poderia comer melhor, dormir mais ou treinar mais intensamente, mas deixa a decisão final para você. Isso cria uma poderosa ilusão de liberdade. Você sente que está fazendo suas próprias escolhas para melhorar sua vida, mas o caminho que você percorre é inteiramente desenhado pelo app. Os pesquisadores argumentam que essa orientação sutil é mais eficaz do que a força porque faz com você querer se otimizar. Você começa a ver sua própria vida como um projeto que precisa de constante melhoria, e recorre ao app para que ele lhe diga como fazê-lo.

Os pesquisadores focaram intensamente em aplicativos relacionados à saúde, como aqueles que monitoram atividade física, acompanham o sono ou treinam o cérebro. Eles descobriram que essas ferramentas aceleraram uma mudança, afastando-se do gerenciamento de populações como um todo. No passado, as medidas de saúde pública eram desenhadas para a pessoa média. Hoje, os apps focam inteiramente no indivíduo. Eles não se importam com a população; eles se importam com sua frequência cardíaca específica, sua ingestão calórica específica e seu ciclo de sono específico. Essa mudança significa que o antigo conceito de "população" está se tornando menos relevante. Em vez disso, estamos sendo geridos como coleções únicas de pontos de dados, cada um sendo constantemente ajustado para se ajustar a uma versão perfeita e idealizada de nós mesmos.

Isso leva à descoberta mais significativa do estudo: a emergência do neuropoder. Os pesquisadores sugerem que, enquanto passamos do gerenciamento de corpos para o gerenciamento de mentes, estamos agora entrando em uma era onde o próprio sistema nervoso é o alvo. Os apps, impulsionados por inteligência artificial, são projetados para interagir com a plasticidade de nossos cérebros. A plasticidade refere-se à capacidade do cérebro de mudar e se adaptar com base na experiência. Os apps exploram isso criando hábitos e padrões de pensamento que se tornam profundamente enraizados em nossos sistemas nervosos. Quando você verifica seu rastreador de fitness todas as manhãs, ou quando deixa um app decidir qual notícia ler, você não está apenas realizando uma tarefa. Você está treinando seu c completo para responder a pistas específicas e esperar certos tipos de feedback.

Os pesquisadores explicam que esta forma de poder funciona criando "marcas" ou traços no sistema nervoso. Essas marcas são formadas através da repetição e do fluxo constante de dados. Um app pode encorajá-lo a caminhar dez mil passos por dia, não porque seja medicamente necessário para todos, mas porque cria uma rotina que seu cérebro aprende a seguir. Com o tempo, essa rotina torna-se parte da sua identidade. Você se sente incompleto sem os dados, e sente uma sensação de realização apenas quando o app confirma seu progresso. Isso é o neuropoder em ação: ele não apenas lhe diz o que fazer; ele muda como seu cérebro funciona para que você queira fazer. O objetivo não é apenas torná-lo mais saudável ou produtivo, mas fazer com que seu sistema nervoso se alinhe com a lógica do app.

O estudo também destaca um paradoxo neste novo sistema. Embora os apps pareçam nos dar mais controle sobre nossas vidas, eles na verdade nos tornam mais dependentes deles. Os pesquisadores descobriram que passamos a depender dessas ferramentas para compreender nossos próprios corpos e mentes. Sem um app para rastrear nosso sono ou nosso humor, muitas vezes nos sentimos perdidos ou incapazes de dar sentido às nossas próprias experiências. Entregamos a autoridade do nosso autoconhecimento ao algoritmo. Isso cria uma situação em que estamos constantemente olhando para o futuro, tentando nos otimizar para uma versão de nós mesmos que ainda não existe. O app nos diz que podemos ser melhores, mais rápidos e mais inteligentes, mas também garante que nunca estejamos satisfeitos com quem somos agora.

Os pesquisadores tomam o cuidado de notar que isso não significa que os apps sejam malignos ou que sejam a única força em jogo. Eles esclarecem que formas mais antigas de poder, como a biopolítica e a psicopolítica, ainda existem. No entanto, eles argumentam que o neuropoder é a nova força dominante porque as submete. Ele não apenas controla nossas ações ou nossos pensamentos; ele molda o próprio hardware de nossas mentes. O estudo sugere que esta é uma mudança fundamental na forma como a sociedade é organizada. Não somos mais apenas cidadãos ou consumidores; estamos nos tornando máquinas biológicas que estão sendo constantemente afinadas e ajustadas por interfaces digitais.

Em sua conclusão, os pesquisadores enfatizam que este não é um problema que possa ser resolvido simplesmente desligando nossos telefones. Os apps tornaram-se a "nova pele do mundo". Eles são o meio através do qual experimentamos a realidade e estão tecidos na estrutura de nossas vidas diárias. Para entender este novo poder, devemos olhar além da tela e ver as conexões invisíveis que ligam nossas ações a vastos centros de dados corporativos. Devemos reconhecer que, cada vez que tocamos em um ícone, estamos participando de um sistema que está treinando nossos sistemas nervosos para se ajustarem a um padrão específico. O estudo não oferece uma solução simples, mas fornece um aviso claro: se não entendermos como esses apps estão moldando nossos cérebros, continuaremos a nos otimizar para um futuro que foi desenhado por outra pessoa.

O trabalho de Tirado, Parellada e Baleriola convida-nos a olhar para os nossos dispositivos com novos olhos. Eles nos pedem para considerar que os pequenos ícones em nossas telas não são apenas ferramentas, mas agentes ativos em uma nova forma de controle social. Ao estudar como esses apps funcionam, eles revelaram uma camada oculta de poder que opera através da plasticidade de nossos sistemas nervosos. Este é o neuropoder, uma força que é sutil, onipresente e profundamente pessoal. Ele não grita nem ordena; ele sussurra e sugere, guiando-nos em direção a uma versão de nós mesmos que está sempre fora de alcance. À medida que avançamos mais profundamente na era digital, compreender essa nova dinâmica será essencial para qualquer pessoa que deseje permanecer mestre de sua própria mente.

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