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Consultation behavior regarding herbal medicine use among adults in Palestine: a cross- sectional study

Este estudo transversal de 403 adultos na Cisjordânia revela que, embora o uso de medicina herbal seja quase universal (96,5%), principalmente para condições digestivas e respiratórias, uma parte significativa dos usuários não consulta profissionais de saúde, um comportamento fortemente predito pela crença de que os remédios herbais são mais seguros que os medicamentos convencionais e pela confiança no conhecimento dos provedores médicos.

Autores originais: Iyad Ali, Ghaidaa Ali Abdalhadi, Saba ’ Saed Amer, Karam Osama Shakhdam

Publicado 2026-07-24
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Autores originais: Iyad Ali, Ghaidaa Ali Abdalhadi, Saba ’ Saed Amer, Karam Osama Shakhdam

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

Resumo Técnico: Comportamento de Consulta Relativo ao Uso de Medicamentos Fitoterápicos entre Adultos na Palestina

Definição do Problema
A medicina herbal está profundamente enraizada nas tradições culturais e históricas da Palestina, servindo como um recurso primário de cuidados de saúde para uma parcela substancial da população. Apesar do seu uso generalizado, persistem preocupações significativas em relação à segurança, eficácia e integração destes remédios na prática médica convencional. Existe uma lacuna crítica na comunicação paciente-profissional; os indivíduos utilizam frequentemente remédios fitoterápicos sem revelar este uso aos profissionais de saúde. Esta falta de divulgação aumenta o risco de interações erva-medicamento, efeitos adversos e automedicação inapropriada. Embora estudos anteriores na Palestina tenham documentado a prevalência e os aspetos etnofarmacológicos das plantas medicinais, há uma compreensão limitada sobre os determinantes específicos do comportamento de consulta — especificamente, por que razão os pacientes escolhem consultar (ou não consultar) profissionais de saúde antes de utilizar medicamentos fitoterápicos.

Metodologia
Este estudo empregou um desenho de inquérito transversal baseado na web, realizado em novembro de 2025. A população-alvo consistiu em adultos de 18 a 64 anos residentes na Cisjordânia, Palestina.

  • Amostragem: Utilizou-se um método de amostragem por conveniência através de plataformas online, resultando numa amostra final de 403 participantes.
  • Instrumento: Os dados foram recolhidos através de um questionário de autoadministração de 24 itens, com opções fechadas. O instrumento, traduzido para árabe, avaliou conhecimentos, atitudes e práticas (CAP) relativos à medicina herbal, bem como padrões de comunicação com profissionais de saúde.
  • Validação: O questionário foi testado com 20 participantes e validado por três especialistas em farmácia e investigação clínica. Demonstrou uma boa consistência interna (o valor de α de Cronbach foi reportado como XX no texto, embora o valor específico tenha sido omitido na fonte).
  • Análise: A análise estatística foi realizada utilizando o IBM SPSS Statistics versão 21. Estatísticas descritivas resumiram os dados. As associações foram testadas através de testes de Qui-quadrado, e a regressão logística binária foi utilizada para identificar preditores independentes do comportamento de consulta. As variáveis foram recodificadas para garantir o poder estatístico (ex: grupos de idade, escalas de Likert).

Principais Resultados
O estudo revelou uma elevada prevalência do uso de medicina herbal e lacunas significativas na comunicação clínica:

  • Prevalência: 96,5% dos participantes reportaram utilizar medicina herbal, principalmente para condições digestivas (58,6%) e respiratórias (52,6%).
  • Lacunas de Comunicação: 43,2% dos participantes nunca consultaram um profissional de saúde (médico ou farmacêutico) antes de utilizar remédios fitoterápicos. Além disso, 65,3% nunca discutiram o uso de medicina herbal com um médico. Por outro lado, 37,0% dos participantes reportaram que os profissionais de saúde nunca lhes perguntaram sobre o uso de ervas.
  • Perceções e Crenças: A maioria (64,5%) acredita que os medicamentos fitoterápicos têm menos efeitos adversos do que os medicamentos convencionais. Adicionalmente, 56,8% acreditam que as ervas agem mais rapidamente do que os fármacos convencionais.
  • Fontes e Impulsionadores: Os principais impulsionadores para o uso foram a segurança percebida (54,8%) e a acessibilidade (49,9%). As fontes mais comuns foram os herbalistas (Attar) (66,3%) e familiares/amigos (46,4%).
  • Preditores de Consulta:
    • Crenças: A crença de que os medicamentos fitoterápicos têm menos efeitos adversos foi um preditor independente significativo de não consultar um profissional (OR = 1,604, p = 0,001).
    • Perceção do Profissional: Perceber os profissionais de saúde como instruídos estava associado ao comportamento de consulta (OR = 0,61, p = 0,027).
    • Demografia: A idade foi significativamente associada à confiança nas redes sociais e às crenças relativas aos efeitos adversos, mas a idade e o género não foram preditores significativos no modelo de regressão final para o comportamento de consulta.

Principuições Contribuições

  • Quantificação da Lacuna de Comunicação: O estudo fornece dados empíricos que quantificam o desfasamento entre os utilizadores de medicina herbal e os profissionais de saúde na Cisjordânia, destacando que a maioria dos utilizadores não revela a sua ingestão de ervas aos clínicos.
  • Identificação de Determinantes Comportamentais: Identifica fatores cognitivos específicos — nomeadamente a crença na segurança superior das ervas e a perceção do conhecimento do profissional — como impulsionadores fundamentais que influenciam se um paciente procura aconselhamento profissional.
  • Mapeamento de Fontes: A investigação delineia os principais canais através dos quais os palestinos acedem à medicina herbal, enfatizando a dependência de herbalistas tradicionais e redes sociais informais em detrimento do aconselhamento clínico.

Significância e Alegações
O artigo alega que o uso de medicina herbal é ubíquo entre os adultos palestinos, ocorrendo paralelamente a taxas perigosamente baixas de comunicação clínica. Os autores argumentam que este desfasamento constitui riscos clínicos significativos, particularmente interações erva-medicamento não monitorizadas.

O estudo afirma que a melhoria da literacia em saúde, o reforço da comunicação paciente-profissional e o fortalecimento da supervisão regulatória são essenciais para promover o uso seguro da medicina herbal. Especificamente, os autores recomendam:

  1. Campanhas de Saúde Pública: Para corrigir equívocos relativos à segurança inerente aos remédios fitoterápicos.
  2. Integração Clínica: Os profissionais de saúde devem realizar o rastreio proativo do uso de ervas durante as consultas de rotina, e os hospitais devem integrar a documentação padronizada de ervas nos protocolos de admissão.
  3. Ação Regulatória: O Ministério da Saúde da Palestina deve aplicar uma supervisão mais rigorosa das lojas de ervas através de licenciamento obrigatório e controlo de qualidade.

Os autores concluem que, embora o estudo ofereça informações críticas, este é limitado por potenciais enviesamentos de memória e de desejabilidade social inerentes aos dados autorreportados, bem como por uma amostra demográfica enviesada para estudantes jovens do sexo feminino com formação médica, o que pode limitar a generalização dos resultados para o público palestiniano em geral.

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