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Dynamics of retractions and retraction-related records in Middle East-affiliated research during the first quarter of the 21st century: a bibliometric analysis of the Retraction Watch Database, 2000 to 2025

Esta análise bibliométrica revela que os registros de retratações afiliados ao Oriente Médio cresceram exponencialmente de 2000 a 2025, atingindo quase um quarto do total global em 2025, com o surto impulsionado principalmente pela revisão por pares comprometida e pela atividade de fábricas de artigos que varia significativamente entre países individuais.

Autores originais: Moaz Elsayed Abouelmagd, Belal Mohamed Hamed, Asmaa Alnajjar

Publicado 2026-08-26
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Autores originais: Moaz Elsayed Abouelmagd, Belal Mohamed Hamed, Asmaa Alnajjar

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

A ciência baseia-se em uma promessa simples e poderosa: que as descobertas publicadas são reais, que os dados são honestos e que o processo de revisão por pares atua como um filtro para capturar erros antes que eles entrem no registro permanente. Quando essa promessa é quebrada, as revistas emitem retratações, retirando formalmente um artigo para corrigir o registro. Isso não é um sinal de que a ciência está falhando, mas sim de que seu mecanismo de autocorreção está funcionando. Nas últimas duas décadas, o número dessas retratações cresceu dramaticamente em todo o mundo, impulsionado por uma mistura de editores mais vigilantes capturando erros e um aumento genuíno na má conduta, incluindo o surgimento de "fábricas de artigos" (paper mills) — operações comerciais que produzem em massa pesquisas falsas para venda. Compreender onde e por que essas retratações ocorrem é crucial para manter a confiança na empreitada científica global.

Um novo estudo examina este fenômeno especificamente no Oriente Médio, analisando cada aviso de retratação vinculado a pesquisadores de dezessete países da região entre os anos de 2000 e 2025. Os pesquisadores, baseando-se em um banco de dados global abrangente de retratações, descobriram que o número desses registros envolvendo autores do Oriente Médio explodiu, crescendo a uma taxa muito mais rápida que a média global. Em 2025, artigos com pelo menos um autor da região representavam aproximadamente um em cada quatro avisos de retratação em todo o mundo. Esse surto não foi uniforme; foi impulsionado por alguns países específicos e uma mudança distinta nos tipos de problemas sendo descobertos. Enquanto os anos anteriores viram retratações majoritariamente devido ao plágio ou duplicação simples, a onda recente é dominada pela "revisão por pares comprometida", onde o processo de verificação da qualidade de um artigo é manipulado, e pelo surgimento de texto gerado por computador não declarado.

O estudo revela que o cenário da integridade de pesquisa no Oriente Médio não é uma história única, mas uma coleção de perfis nacionais muito diferentes. Cinco países — Arábia Saudita, Irã, Egito, Iraque e Turquia — representam quase 90% de todos os registros de retratação na região. No entanto, os motivos para essas retratações variam significamente de uma nação para outra. No Iraque e na Arábia Saudita, o problema principal é uma quebra no sistema de revisão por pares, frequentemente envolvendo revisores falsos ou "editores desonestos" que permitem a publicação de artigos sem a devida escrutinação. Esse padrão está intimamente ligado às atividades das fábricas de artigos. Em contraste, pesquisadores no Egito e em Israel apresentam um perfil diferente, com retratações mais frequentemente ligadas a questões de dados, disputas de autoria ou imagens manipuladas em figuras científicas. Israel, em particular, destaca-se por ter o crescimento mais lento em retratações e o maior intervalo entre a publicação de um artigo e sua retratação, um padrão que sugere um sistema maduro onde estudos biomédicos mais antigos estão sendo reexaminados anos depois, em vez de um influxo repentino de novas má condutas.

O tempo desses eventos conta uma história clara sobre como o problema evoluiu. Antes de 2020, as retratações na região eram relativamente raras e seguiam padrões antigos de desonestidade acadêmica. Após 2020, os números começaram a subir acentuadamente, acelerando novamente após 2022. Esse surto recente coincide com o surgimento de fábricas de artigos em escala industrial e a disponibilidade pública de modelos de linguagem de grande escala, que podem gerar textos que parecem pesquisa, mas contêm nenhum dado real. O estudo observa que uma parte significativa dos avisos recentes cita "revisão por pares comprometida" ou atividade de "fábrica de artigos", e uma nova categoria de "conteúdo gerado por computador não declarado" apareceu quase exclusivamente após 2022. Os pesquisadores também descobriram que essas retratações não estão distribuídas uniformemente entre todas as áreas, estando fortemente concentradas nas ciências da saúde e ciências físicas, e tendem a se agrupar em um pequeno número de periódicos específicos, sugerindo que certos veículos de publicação são mais vulneráveis a essas falhas de integridade do que outros.

A colaboração internacional desempenha um papel complexo nesta imagem. O estudo descobriu que a grande maioria dos artigos retratados de nações mais ricas da região, como os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita, envolvia coautores de fora do Oriente Médio, sendo a Índia, a China e o Paquistão os parceiros internacionais mais frequentes. Isso não significa que esses parceiros estrangeiros sejam responsáveis pela má conduta; em vez disso, destaca como a pressão para publicar altos volumes de pesquisa pode levar, por vezes, a colaborações vulneráveis onde a autoria é comprada ou onde a supervisão é fraca. Os pesquisadores argumentam que a solução não é interromper o trabalho conjunto através das fronteções, mas fortalecer as regras de engajamento, garantindo que cada autor assuma a responsabilidade pelos dados e que as instituições verifiquem a identidade dos revisores.

Em última análise, o estudo conclui que o rápido aumento nas retratações é um sinal de que os sistemas de pesquisa da região estão enfrentando as mesmas ameaças em larga escala que o resto do mundo, mas com características locais únicas. O problema não é uma falha regional única, mas um conjunto de desafios distintos: alguns países precisam de melhores ferramentas de análise de imagem para detectar figuras manipuladas, enquanto outros precisam reformular seus processos de revisão por pares para deter as fábricas de artigos. As descobertas sugerem que uma abordagem de tamanho único não funcionará. Em vez disso, as políticas devem ser adaptadas aos sinais de integridade específicos de cada país, focando em corrigir as vulnerabilidades específicas — sejam elas no processo de revisão, na gestão de dados ou nos incentivos para publicação — que estão impulsionando essas retratações.

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