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A Multidimensional Composite Index for Measuring Overtourism: Methodological Development and Evidence from Spain

Este artigo desenvolve um índice composto multidimensional e robusto baseado em estatísticas oficiais e análise fatorial exploratória para medir a pressão do sobreturismo através das províncias espanholas, revelando disparidades regionais significativas que podem informar políticas públicas adaptadas para uma governança turística sustentável.

Autores originais: Arnaldo Andrés Vergara-Romero, Fidel Márquez-Sánchez, José Luis Durán-Román, Juan Antonio Jimber-Del Río

Publicado 2026-08-28
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Autores originais: Arnaldo Andrés Vergara-Romero, Fidel Márquez-Sánchez, José Luis Durán-Román, Juan Antonio Jimber-Del Río

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

Imagine um lugar onde as ruas estão tão congestionadas de visitantes que os moradores locais já não conseguem encontrar um assento num café, o ruído abafa a vida quotidiana e o próprio caráter do bairro começa a desvanecer-se. Isto não é apenas uma sensação de estar sobrecarregado; é uma condição específica que os investigadores chamam de sobreturismo. Acontece quando um destino se torna tão popular que os benefícios dos visitantes são superados pelos custos para as pessoas que lá vivem. Durante décadas, a indústria do turismo operou com base numa crença simples: mais visitantes significavam mais sucesso. Mas, como destinos como Veneza e Barcelona demonstraram, o crescimento constante nem sempre leva a uma comunidade saudável. Em vez disso, pode criar um ponto de rutura onde o tecido social, ambiental e político de um lugar começa a rasgar-se. Compreender exatamente onde e quando isto acontece é o primeiro passo para o corrigir, passando de uma mentalidade de expansão infinita para uma de equilíbrio cuidadoso.

Num novo estudo focado em Espanha, uma equipa de investigadores desenvolveu uma ferramenta prática para medir esta pressão com precisão. Espanha é um lugar perfeito para testar tal ferramenta porque o seu turismo não está distribuído uniformemente; está fortemente concentrado em ilhas e cidades costeiras específicas. Os investigadores quiseram ir além de queixas vagas ou números isolados, como apenas contar quantas pessoas visitam. Em vez disso, construíram um índice composto, que é essencialmente uma pontuação única que combina vários sinais de stress numa imagem clara. Eles analisaram quatro coisas específicas em todas as cinquenta províncias de Espanha: quantos leitos de hotel existem em relação ao tamanho da cidade, quantos turistas visitam em comparação com o número de residentes, quão cheios esses hotéis estão realmente e quanto lixo extra é gerado pelos visitantes. Ao reunir dados oficiais do governo sobre estes fatores, criaram um método que não depende de suposições ou opinições arbitrárias sobre o que é mais importante.

Para garantir que a sua pontuação era precisa e justa, os investigadores utilizaram uma técnica estatística para deixar os dados falarem por si próprios. Em vez de decidirem que um fator, como os leitos de hotel, era duas vezes mais importante do que outro, como o lixo, eles analisaram como estes fatores se moviam naturalmente em conjunto através do país. Este processo revelou que os sinais mais reveladores de sobreturismo em Espanha não eram apenas o número de camas disponíveis, mas a tensão ambiental causada pelos visitantes e a intensidade pura de turistas a viver ao lado dos residentes. O estudo confirmou que estas diferentes medições apontavam todas para a mesma realidade subjacente: um destino sob pressão. Esta abordagem garante que a pontuação final seja robusta e possa ser confiada por decisores políticos que precisam de tomar decisões difíceis sobre onde limitar visitantes e onde os incentivar.

Quando os investigadores aplicaram este índice ao mapa de Espanha, surgiu um padrão claro. A pressão não era sentida de forma igual em todo o lado. Os níveis mais elevados de stress foram encontrados nas Ilhas Baleares e Canárias, juntamente com grandes cidades costeiras como Málaga e Barcelona, e a capital, Madrid. Estas áreas mostraram uma combinação de ruas congestionadas, alta ocupação hoteleira e pegadas ambientais significativas. Em contraste, a maioria das províncias do interior, longe da costa e das principais ilhas, permaneceu muito abaixo da média nacional. O estudo identificou três grupos distintos de lugares: aqueles num estado crítico que requerem ação imediata para gerir a capacidade, aqueles com intensa pressão urbana que necessitam de melhor infraestrutura e regras de uso do solo, e aqueles com baixa pressão que poderiam potencialmente acolher mais visitantes sem sobrecarregar os seus sistemas locais.

As conclusões sugerem que a antiga ideia de tratar todos os destinos turísticos da mesma forma já não é viável. Uma política de tamanho único não pode funcionar quando a realidade no terreno varia tão dramaticamente de uma província para outra. Para as áreas mais congestionadas, o estudo aponta para a necessidade de uma gestão rigorosa, como limitar o número de pessoas permitidas em certos momentos ou controlar o crescimento de novos hotéis. Para as áreas menos congestionadas do interior, os dados oferecem uma oportunidade de redirecionar gentilmente algum do fluxo, espalhando os benefícios económicos de forma mais uniforme, sem sobrecarregar os pontos populares. Os investigadores enfatizam que esta ferramenta não é apenas sobre contar números; é sobre proteger a qualidade de vida dos residentes enquanto se mantém a indústria do turismo sustentável. Ao utilizar um método transparente e baseado em dados, os líderes locais podem agora ver exatamente onde o equilíbrio pendeu e tomar medidas para o restaurar antes que a situação se torne ingerível.

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