Patterns and predictors of domestic violence and abuse enquiry in South East London maternity settings: Cross-sectional analysis of routine electronic health record data collected between 2019 and 2023

Uma análise transversal de mais de 7.000 consultas de maternidade no Sudeste de Londres revela que, apesar das diretrizes nacionais recomendarem a triagem universal para violência e abuso domésticos (DVA), as taxas de investigação foram inconsistentes e significativamente influenciadas por fatores demográficos e socioeconômicos, sugerindo que as parteiras priorizam seletivamente a triagem com base no risco percebido, em vez de aderir a protocolos rotineiros para todas as pacientes.

Autores originais: Smeeth, D., Keynejad, R. C., Catalao, R., Luck, G., Wood, D., Wilson, C. A.

Publicado 2026-05-21
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Autores originais: Smeeth, D., Keynejad, R. C., Catalao, R., Luck, G., Wood, D., Wilson, C. A.

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). ⚕️ Esta é uma explicação gerada por IA de um preprint que não foi revisado por pares. Não é aconselhamento médico. Não tome decisões de saúde com base neste conteúdo. Ler aviso legal completo

Imagine uma ala de maternidade como uma estação de trem movimentada, onde cada pessoa grávida deveria receber uma "verificação de segurança" antes do início de sua jornada. No Reino Unido, o manual de regras (chamado de diretrizes NICE) determina que as parteiras devem fazer a mesma pergunta específica e sensível a cada pessoa: "Você está atualmente vivenciando violência ou abuso doméstico?". Isso visa ser uma rede de segurança universal, como verificar os freios de cada carro antes de sair da garagem.

No entanto, um novo estudo do Sudeste de Londres analisou os registros reais de 2019 a 2023 para verificar se essa regra estava sendo seguida para todos, ou se algumas pessoas estavam sendo puladas.

Eis o que eles encontraram, explicado de forma simples:

1. A "Rede de Segurança" Tinha Buracos

De quase 8.000 primeiras consultas, as parteiras fizeram a pergunta cerca de 79% das vezes. Isso soa como muito, mas significa que uma em cada cinco pessoas grávidas nunca foi questionada, mesmo que as regras digam que deveriam ser.

É como um professor que deveria verificar a lição de casa de todos os alunos, mas só verifica a lição de casa dos alunos que parecem precisar de ajuda, ou só verifica quando a sala de aula está silenciosa.

2. A Pandemia Foi uma "Tempestade"

O estudo cobriu os anos da pandemia de COVID-19. Durante os lockdowns, a taxa de perguntas sobre esses temas caiu significativamente.

  • Por quê? Muitas consultas foram transferidas para videochamadas ou chamadas telefônicas. As parteiras preocupavam-se que, se um parceiro ou membro da família estivesse no quarto (ou do outro lado da linha), não seria seguro fazer uma pergunta tão pessoal.
  • O Resultado: A "verificação de segurança" tornou-se menos frequente durante a tempestade, embora pareça ter se recuperado um pouco no início de 2023.

3. Quem Foi Questionado? (O Filtro de "Risco")

A parte mais interessante do estudo é quem foi questionado e quem não foi. As parteiras não perguntavam a todos aleatoriamente; elas pareciam estar filtrando pessoas de forma subconsciente (ou consciente) com base em quem elas achavam que estava "em risco".

Pessoas que tinham MAIS probabilidade de serem questionadas:

  • Mulheres negras e aquelas nascidas na África Subsaariana: Elas foram questionadas com mais frequência do que mulheres brancas ou aquelas nascidas no Reino Unido.
  • Mulheres vivendo em bairros mais pobres: Se a área era mais carente, a pergunta era feita com mais frequência.
  • Mulheres solteiras: Mulheres que não eram casadas ou não viviam com um parceiro foram questionadas com mais frequência.
  • Mulheres vivendo sozinhas (mas com apoio): Mesmo que tivessem ajuda, viver sozinhas as tornava alvo da pergunta.
  • Mulheres com gravidez não planejada: Se a gravidez não foi planejada, elas foram questionadas com mais frequência.

Pessoas que tinham MENOS probabilidade de serem questionadas:

  • Mulheres precisando de um intérprete: Se uma mulher não falava inglês e precisava de um tradutor, ela tinha menos probabilidade de ser questionada. Isso é como um mecânico recusar-se a verificar o motor porque não consegue falar com o motorista.
  • Mulheres nascidas na América do Norte: Elas foram questionadas com menos frequência.
  • Adolescentes: Mulheres mais jovens (abaixo de 18 anos) tinham menos probabilidade de serem questionadas.
  • Mulheres cujos parceiros tinham problemas de saúde mental: Surpreendentemente, essas mulheres foram questionadas com menos frequência.

4. A Grande Conclusão: "Adivinhar" vs. "Verificar"

Os autores sugerem que as parteiras não estão seguindo a regra de "perguntar a todos". Em vez disso, elas estão agindo como seguranças de uma boate que decidem quem verificar com base em como parecem ou de onde vêm.

Se uma parteira pensa: "Essa mulher parece que pode estar em perigo", ela pergunta. Se ela pensa: "Ela parece segura", ou "É complicado demais perguntar agora" (como com uma barreira de idioma), ela não pergunta.

O artigo argumenta que isso é um problema porque:

  1. Viés: Depende da intuição da parteira, que pode estar errada ou enviesada.
  2. Oportunidades Perdidas: As mulheres que estão realmente em maior risco (como aquelas com barreiras de idioma ou aquelas em relacionamentos abusivos que estão tentando esconder isso) são as que estão sendo puladas.

Resumo

O estudo descobriu que, embora a regra seja perguntar a todos sobre violência doméstica, na prática, as parteiras estão escolhendo com base em uma mistura de problemas práticos (como idioma) e suas próprias suposições sobre quem está em risco. Isso significa que a rede de segurança está pegando algumas pessoas, mas deixando outras escorregar pelas frestas.

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