The SCAMP Research Challenge programme: Co-developing research with young people for young people.
O Desafio de Investigação SCAMP demonstrou com sucesso que o codesenvolvimento de investigação com jovens, através de um programa liderado por pares, não só potenciou o recrutamento e a recolha de dados para o maior estudo mundial de telemóveis em adolescentes, como também capacitou os estudantes com competências de investigação e promoveu um envolvimento significativo e sustentado na ciência da saúde pública.
Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA de um preprint que não foi revisado por pares. Não é aconselhamento médico. Não tome decisões de saúde com base neste conteúdo. Ler aviso legal completo
No mundo moderno, o bem-estar mental dos adolescentes é uma preocupação premente para pais, professores e médicos. A adolescência é um período de mudanças profundas, onde o cérebro ainda está em desenvolvimento e os jovens estão navegando por paisagens sociais complexas. Durante décadas, cientistas tentaram compreender o que molda a mente de um jovem, desde o ar que respiram até as telas para as quais olham. Um grande desafio neste campo tem sido como estudar adolescentes de forma eficaz. A investigação tradicional frequentemente trata os jovens como sujeitos passivos, que simplesmente fornecem dados enquanto os adultos elaboram as perguntas e interpretam as respostas. No entanto, os especialistas acreditam cada vez mais que, para compreender verdadeiramente a saúde mental juvenil, os investigadores devem envolver os jovens como parceiros ativos. Esta abordagem, conhecida como envolvimento público e participativo, sugere que, quando os jovens ajudam a moldar a investigação, os resultados tornam-se mais relevantes, éticos e impactantes. A questão permanece, contudo, se este modelo colaborativo pode funcionar em grande escala, não apenas em pequenos grupos consultivos, mas como um motor central para a recolha de dados e a geração de novas descobertas científicas.
Uma equipa de investigadores do Imperial College London decidiu testar esta ideia através de um programa chamado SCAMP Research Challenge. Eles trabalharam no âmbito do Study of Cognition, Adolescents and Mobile Phones (Estudo da Cognição, Adolescentes e Telemóveis), que é o maior estudo mundial que acompanha como o uso de telemóveis afeta a mente e a saúde dos adolescentes. Após a pandemia ter dificultado o recrutamento de estudantes através de métodos tradicionais, os investigadores precisavam de uma nova forma de se ligarem às escolas. Desenharam um programa de um ano em que alunos do ensino secundário em Londres não foram apenas convidados a preencher questionários, mas sim convidados a tornar-se co-investigadores. O programa tinha quatro objetivos claros: recrutar mais alunos para o estudo, ajudar a gerir as sessões de recolha de dados nas escolas, formar alunos para desenvolverem as suas próprias questões de investigação utilizando os dados existentes do estudo e trabalhar com eles para transformar essas questões em projetos reais.
O programa foi implementado ao longo de dois anos letivos, envolvendo dezenove escolas secundárias em toda a Grande Londres. No primeiro ano, doze escolas participaram plenamente, enquanto no segundo ano, quinze escolas se juntaram, com algumas optando por se focar apenas na parte da recolha de dados. O processo começou com uma sessão de lançamento onde os investigadores explicaram o estudo e formaram equipas de estudantes sobre como organizar o recrutamento e a recolha de dados. Estas equipas de estudantes, compostas por até oito colegas de cada escola, assumiram então a liderança. Elas desenharam as suas próprias campanhas para incentivar outros alunos a inscreverem-se, utilizando assembleias escolares e materiais digitais. Ajudaram a organizar a logística para o dia em que os investigadores viessem recolher os dados, o que incluía questionários online sobre saúde e uso de tecnologia, e amostras biológicas opcionais, como a saliva. Em troca da sua participação, os alunos receberam pequenos vales, mas os membros das equipas de estudantes não receberam dinheiro pelo seu trabalho de investigação; em vez disso, foram motivados pela oportunidade de aprender, adquirir competências e ver o seu trabalho reconhecido.
Os resultados desta abordagem liderada por pares foram impressionantes. Ao longo dos dois anos, as equipas de estudantes recrutaram com sucesso 1.982 novos participantes para o estudo. Este número foi alcançado num período de tempo mais curto do que os esforços de recrutamento anteriores liderados exclusivamente por investigadores. O método liderado por estudantes provou ser altamente eficaz porque os recrutadores eram pares que compreendiam a cultura escolar e podiam falar a mesma linguagem que os seus colegas de turma. As sessões de recolha de dados decorreram sem problemas, com os estudantes a ajudar a gerir o fluxo de participantes e até a recolher algumas medições físicas sob supervisão. Para além do recrutamento, o programa promoveu um nível profundo de envolvimento. Sete projetos de investigação foram desenvolvidos pelas equipas de estudantes, abrangendo temas que lhes interessavam, tais como a ligação entre o deslizar nas redes sociais e o reconhecimento de emoções, a relação entre o gaming e as capacidades cognitivas, e como o uso de tecnologia digital pode afetar indicadores de saúde física, como o índice de massa corporal.
Estes projetos liderados por estudantes não pararam na fase de proposta. Equipas selecionadas trabalharam em estreita colaboração com investigadores universitários para refinar as suas ideias, aprender a pesquisar literatura científica existente e planear como analisar os dados. Embora a análise estatística final tenha sido realizada pelos investigadores devido a limitações técnicas, os estudantes estiveram envolvidos em todos os passos do planeamento e da interpretação. Três projetos do primeiro ano e quatro do segundo ano foram escolhidos para avançar, estando alguns já publicados ou preparados para publicação em revistas académicas. O programa também criou um impacto duradouro nos próprios estudantes. O feedback indicou que os participantes se sentiram mais confiantes, melhoraram as suas competências de comunicação e de trabalho em equipa, e ganharam uma compreensão mais clara de potenciais percursos de carreira na ciência e na medicina. Vários estudantes continuaram o seu envolvimento com o estudo, juntando-se a grupos consultivos ou assumindo funções de experiência profissional.
O sucesso do SCAMP Research Challenge sugere que integrar os jovens como parceiros ativos na investigação não é apenas possível, mas altamente benéfica. Demonstrou que, quando os estudantes recebem responsabilidade real, podem impulsionar o recrutamento e a recolha de dados de forma mais eficiente do que os investigadores externos sozinhos. O programa também destacou a importância da reciprocidade; as escolas e os estudantes estavam mais dispostos a envolver-se quando a investigação oferecia benefícios tangíveis, como o desenvolvimento de competências e reconhecimento, em vez de apenas pedir o seu tempo. No entanto, os investigadores notaram que a abordagem não foi isenta de desafios. Algumas escolas enfrentaram obstáculos logísticos, e o método de seleção das equipas de estudantes através de nomeações de professores por vezes corria o risco de deixar de fora alunos que poderiam estar interessados, mas que não eram bem conhecidos pelos seus professores. Futuras iterações do programa visam tornar o recrutamento mais transparente e inclusivo para garantir que todos os estudantes tenham uma oportunidade igual de participar.
Em última análise, este trabalho mostra que a lacuna entre a investigação académica e o mundo real pode ser colmatada ao confiar aos jovens o papel de co-criadores. Ao ir além do papel de sujeitos passivos, o programa capacitou os adolescentes para moldarem as questões que são feitas sobre as suas próprias vidas e para contribuírem diretamente para as respostas. As conclusões sugerem que este modelo de coprodução pode fortalecer os resultados científicos, ao mesmo tempo que constrói a próxima geração de investigadores e cidadãos informados. Oferece uma forma escalável de melhorar a relevância e o impacto da investigação em saúde pública, provando que, quando os jovens são tratados como parceiros, a ciência torna-se melhor e os participantes saem com mais do que apenas um formulário de inquérito nas mãos.
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