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Examination of the Relationship Between Diabetes Knowledge and Self-Stigma Levels in Individuals with Type 2 Diabetes

Este estudo transversal com 256 adultos com diabetes tipo 2 revela que, embora o conhecimento sobre o diabetes seja influenciado pela escolaridade, fatores psicossociais, como a dificuldade em aceitar a doença e o histórico de coma hipoglicêmico, são preditores mais fortes de autoestigma do que os níveis de conhecimento, ressaltando a necessidade de intervenções de enfermagem que priorizem a adaptação psicológica.

Autores originais: Vildan Kocatepe, Dilek Yildirim, Arzu Gungor Tolasa

Publicado 2026-07-17
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Autores originais: Vildan Kocatepe, Dilek Yildirim, Arzu Gungor Tolasa

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

Resumo Técnico: Exame da Relação entre o Conhecimento sobre Diabetes e os Níveis de Autoestigma em Indivíduos com Diabetes Tipo 2

Declaração do Problema
O Diabetes Mellitus Tipo 2 (DMT2) é uma condição crônica onde o estigma associado pode prejudicar significativamente o bem-estar psicossocial, a autopercepção e o autocuidado da doença. Embora a literatura existente estabeleça que o estigma afeta negativamente a autoestima, a autoeficácia e a adesão ao tratamento, a relação específica entre o nível de conhecimento de um paciente sobre o diabetes e o seu autoestigma internalizado permanece pouco explorada. A pesquisa atual carece de elucidação suficiente sobre a dinâmica entre essas duas variáveis, criando uma lacuna na compreensão de como as intervenções educativas podem interagir com os processos de adaptação psicossocial. Este estudo visa abordar essa lacuna examinando a relação entre o conhecimento sobre o diabetes e os níveis de autoestigma em adultos com DMT2.

Metodologia

  • Desenho e Cenário: Um estudo descritivo, transversal e prospectivo realizado entre 18 de março de 2025 e 18 de novembro de 2025, em um hospital em Izmir, Turquia.
  • Participantes: A amostra consistiu em 256 adultos (idade 18+) diagnosticados com DMT2 há pelo menos um ano e atualmente em terapia com insulina. Os critérios de exclusão incluíram histórico de amputação de pé diabético, nefropatia diabética, retinopatia diabética, dificuldades de comunicação ou transtornos psiquiátricos.
  • Instrumentos de Coleta de Dados:
    1. Formulário de Informações Sociodemográficas: 23 questões abrangendo demografia e histórico relacionado ao diabetes.
    2. Escala de Autoestigma (SSS): Uma adaptação turca da escala de 39 itens de Mak e Cheung (2010). Neste estudo, três itens foram removidos, resultando em uma escala de 36 itens (faixa de pontuação de 0 a 108) com três subescalas: cognitiva, afetiva e comportamental. A escala demonstrou alta consistência interna (Cronbach's α\alpha = 0,971).
    3. Versão Turca do Teste de Conhecimento de Diabetes Revisado de Michigan (Tr-DKT2): Um teste de 23 itens que avalia o conhecimento geral sobre o diabetes e o uso de insulina.
  • Análise Estatística: Os dados foram analisados utilizando SPSS. A normalidade foi avaliada via teste de Kolmogorov–Smirnov. As diferenças entre grupos foram avaliadas utilizando testes t para amostras independentes, testes de Mann–Whitney U, ANOVA de uma via e testes de Kruskal–Wallis. As correlações foram examinadas usando o rho de Spearman. Uma análise de regressão linear múltipla foi realizada com a pontuação total da Escala de Autoestigma como variável dependente e preditores específicos (histórico de coma hipoglicêmico/hiperglicêmico, dificuldade de aceitação da doença e dificuldade de enfrentamento da doença) para determinar a explicação da variância.

Principais Resultados

  • Estatística Descritiva: A idade média dos participantes foi de 56,06 anos (67,2% mulheres). A pontuação média da Escala de Autoestigma foi de 48,37 ± 23,85. A pontuação média do Teste de Conhecimento de Diabetes foi de 10,42 ± 3,92, indicando um nível relativamente baixo de conhecimento sobre a doença.
  • Correlatos Demográficos:
    • Escolaridade e Estado Civil: Graduados universitários e participantes solteiros demonstraram pontuações de conhecimento sobre diabetes significativamente mais altas em comparação com outros grupos educacionais e participantes casados (p<,001p < ,001).
    • Emprego: Diferenças significativas foram encontradas tanto nas pontuações de autoestigma quanto de conhecimento com base no status de emprego.
    • Tabagismo: Fumantes exibiram níveis de autoestigma significativamente menores em comparação com não fumantes (p=,002p = ,002).
  • Correlatos Clínicos e Psicossociais:
    • Histórico Glicêmico: Participantes com histórico de hiperglicemia apresentaram autoestigma significativamente maior e pontuações de conhecimento mais altas. Por outro lado, aqueles com histórico de hipoglicemia exibiram níveis de autoestigma significativamente mais altos (p<,001p < ,001).
    • Percepção da Doença: Participantes que concordaram que o diabetes é "difícil de aceitar" ou "difícil de enfrentar" tiveram pontuações de autoestigma significativamente mais altas (p<,001p < ,001).
    • Educação: Participantes que receberam educação sobre diabetes tiveram pontuações de conhecimento significativamente mais altas (p=,001p = ,001).
  • Análise de Correlação:
    • Foi encontrada uma correlação fraca e não significativa entre a pontuação total da Escala de Autoestigma e o Teste de Conhecimento de Diabetes (r=0,050r = -0,050 a $0,078$, p>,05p > ,05).
    • Correlações positivas fortes foram observadas entre a pontuação total da Escala de Autoestigma e suas subescalas (r=,856r = ,856–$,979$), confirmando a integridade estrutural da escala.
  • Análise de Regressão:
    • Um modelo de regressão linear múltipla incluindo coma hipoglicêmico, dificuldade de aceitação da doença e dificuldade de enfrentamento da doença foi estatisticamente significativo (F=18,935F = 18,935, p<,001p < ,001).
    • O modelo explicou 23,3% da variância nas pontuações de autoestigma (R2=0,233R^2 = 0,233).
    • Preditores: A dificuldade de enfrentamento da doença (β=0,248\beta = 0,248), a dificuldade de aceitação da doença (β=0,214\beta = 0,214) e o histórico de coma hipoglicêmico (β=0,129\beta = 0,129) foram preditores positivos significativos de autoestigma. O conhecimento sobre o diabetes não foi um preditor significativo neste modelo.

Principais Contribuições

  1. Esclarecimento das Relações entre Variáveis: O estudo fornece evidência empírica de que os níveis de conhecimento sobre o diabetes não estão diretamente associados aos níveis de autoestigma em pacientes com DMT2, desafiando a suposição de que o aumento do conhecimento por si só mitiga o estigma internalizado.
  2. Identificação de Preditores Mais Fortes: Através da análise multivariada, a pesquisa identifica fatores psicossociais (dificuldade de aceitação e enfrentamento) e eventos clínicos específicos (coma hipoglicêmico) como determinantes de autoestigma mais fortes do que o conhecimento biomédico.
  3. Validação de Medição: O estudo confirma a confiabilidade da adaptação turca da Escala de Autoestigma em uma população com DMT2, com altos coeficientes de alfa de Cronbach para as pontuações totais e de subescalas.

Significância e Implicações
Os autores afirmam que estes achados destacam a necessidade de mudar o foco no cuidado ao diabetes de intervenções puramente educativas para uma abordagem mais holística que aborde a adaptação psicológica.

  • Prática Clínica: Enfermeiros e profissionais de saúde devem avaliar não apenas o conhecimento do paciente sobre o diabetes, mas também seu ajuste psicossocial, especificamente sua capacidade de aceitação e enfrentamento da doença.
  • Estratégia de Intervenção: Identificar dificuldades de aceitação e enfrentamento pode guiar intervenções de enfermagem individualizadas. O estudo sugere que o aconselhamento e programas psicoeducativos visando melhorar as estratégias de enfrentamento e aceitação podem ser mais eficazes na redução do autoestigma do que a transferência de conhecimento isolada.
  • Pesquisa Futura: Os autores observam que o desenho transversal limita a inferência causal e pedem por estudos longitudinais futuros incorporando variáveis psicossociais adicionais, como depressão, ansiedade e suporte social, para compreender melhor os fatores que influenciam o autoestigma.

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