Evaluating knowledge co-production for transformative change
Este artigo apresenta um quadro e um conjunto de ferramentas de avaliação integrativa, apresentando onze "indicadores catalisadores" e uma metodologia de múltiplas fases fundamentada nas Três Esferas da Transformação, para avaliar e apoiar o potencial transformador da coprodução de conhecimento em projetos de soluções baseadas na natureza em toda a Europa.
Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo
Quando os cientistas tentam resolver problemas massivos como as alterações climáticas ou a perda da natureza, perceberam há muito tempo que trabalhar sozinho num laboratório não é suficiente. Eles precisam de trabalhar ao lado das pessoas que vivem com estes problemas todos os dias. Esta abordagem, onde investigadores e membros da comunidade criam conhecimento juntos, é chamada de coprodução. No entanto, uma questão difícil permanece: como saber se este processo humano e desordenado está realmente a levar a uma mudança real e duradoura? Não basta simplesmente contar quantas reuniões foram realizadas ou quantos novos parques foram construídos. A verdadeira transformação exige mudanças na forma como as pessoas pensam, em como o poder é partilhado e em como as decisões são tomadas. Para compreender isto, uma equipa de investigadores analisou o processo não apenas como uma série de tarefas, mas como uma jornada que acontece em três áreas conectadas: a pessoal (o que as pessoas valorizam e acreditam), a política (como as regras e o poder funcionam) e a prática (as ações físicas e as soluções tomadas).
Um grupo de cientistas de toda a Europa estabeleceu o objetivo de construir uma melhor forma de medir este tipo de mudança. Trabalharam num projeto chamado Integrative Labs, que reuniu investigadores e comunidades locais em cinco locais diferentes: dois na Suécia, um na Noruega, um na Espanha e um na Polónia. O seu objetivo era desenhar soluções baseadas na natureza, que são formas práticas de usar o mundo natural para resolver problemas como inundações ou calor, garantindo ao mesmo tempo que estas soluções sejam justas e inclusivas. Em vez de esperarem até ao fim para ver se tinham sucesso, a equipa criou um novo sistema para avaliar o seu trabalho à medida que ele acontecia. Queriam saber se os seus métodos estavam a ajudar as pessoas a sentirem-se mais capacitadas, se estavam a mudar a forma como as decisões eram tomadas e se estavam a promover um sentido mais profundo de cuidado tanto pelas pessoas como pelo meio ambiente.
Os investigadores desenvolveram um conjunto de ferramentas que os guiava através de todo o processo, desde a primeira conversa até à reflexão final. No início, não decidiram apenas o que estudar; eles negociaram o propósito do trabalho com parceiros locais. Utilizaram um método chamado "Teoria da Mudança", que é essencialmente um mapa que ajuda um grupo a concordar sobre o que quer alcançar e quais os passos necessários para lá chegar. Este mapa não era estático; era atualizado regularmente à medida que a equipa aprendia mais. Ao longo do projeto, utilizaram inquéritos e entrevistas para verificar o progresso com os participantes, perguntando não apenas o que aprenderam, mas como se sentiram em relação ao processo. Prestaram muita atenção se todos tinham voz, se os desequilíbrios de poder estavam a ser abordados e se as relações entre as pessoas estavam a melhorar.
Uma das contribuições mais significativas deste trabalho foi a criação de onze "indicadores catalisadores" específicos. Pense neles como sinais de que uma transformação está a criar raízes. Estes sinais abrangem uma vasta gama de experiências humanas, desde se as pessoas sentem um sentido mais forte de agência e capacidade de agir, até se desenvolveram uma consciência mais profunda dos seus próprios valores e dos valores dos outros. Os indicadores também observam se o grupo conseguiu reformular a forma como vê um problema, passando de uma visão estreita para uma compreensão mais ampla que inclui a justiça social. Crucialmente, estes indicadores não se referem apenas ao resultado final, como um novo jardim ou uma mudança de política. Eles medem a qualidade da própria jornada, como a confiança construída entre estranhos ou a disposição para ouvir pontos de vista opostos. A equipa descobriu que estas mudanças nos âmbitos pessoal e político eram tão importantes quanto as mudanças físicas na paisagem.
O estudo revelou que avaliar a mudança transformadora é possível, mas requer uma mentalidade diferente da ciência tradicional. Os investigadores descobriram que, quando se focavam na sabedoria prática — uma mistura de humildade, cuidado e compromisso com a justiça —, as suas avaliações tornavam-se muito mais significativas. Descobriram que, mesmo em projetos de curto prazo, mudanças significativas podem ocorrer. Por exemplo, em alguns locais, o processo ajudou grupos marginalizados a encontrar uma voz mais forte no planeamento local. Noutros, ajudou funcionários a compreender que as soluções mais eficazes eram aquelas desenhadas com a comunidade, e não apenas para ela. A equipa notou que, embora os resultados físicos, como novos espaços verdes, fossem visíveis, as mudanças mais profundas na forma como as pessoas se relacionavam umas com as outras e com a natureza eram os verdadeiros motores do sucesso a longo prazo.
No entanto, os investigadores foram cuidadosos ao notar os limites do seu trabalho. Reconheceram que este tipo de avaliação profunda e reflexiva consome muito tempo e pode ser um fardo pesado para equipas já ocupadas. Também apontaram que, embora pudessem medir mudanças nos valores pessoais e nas dinâmicas de grupo, é mais difícil determinar exatamente como esses valores se traduziram em mudanças políticas específicas ou resultados ecológicos de longo prazo. O estudo sugere que, embora o seu quadro seja uma ferramenta poderosa para aprendizagem e adaptação, não é uma pontuação perfeita que possa capturar todas as nuances da interação humana.
Em última análise, este artigo oferece um roteiro para qualquer pessoa que tente criar mudança através da colaboração. Argumenta que a melhor forma de saber se um projeto está a funcionar é observar a qualidade das relações e as mudanças de pensamento que ocorrem ao longo do caminho. Ao utilizar uma abordagem estruturada, mas flexível, investigadores e comunidades podem garantir que o seu trabalho não produz apenas um relatório ou um objeto físico, mas promove uma transformação genuína na forma como a sociedade aborda os seus desafios mais prementes. O trabalho demonstra que, quando a ciência e a sociedade trabalham juntas com cuidado e humildade, o caminho para um futuro mais sustentável torna-se mais claro, não apenas para os especialistas, mas para todos os envolvidos.
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