Optimising the design and prospective implementation of a test result review app to support antimicrobial stewardship in emergency departments – A qualitative study
Este estudo qualitativo utilizou entrevistas de co-design e frameworks de ciência da implementação (CFIR e ERIC) para identificar requisitos de fluxo de trabalho, considerações de design e fatores estratégicos de implementação para um novo aplicativo de revisão de resultados de testes visando o aprimoramento da gestão de antimicrobianos em um departamento de emergência pediátrica.
Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo
Todos os anos, milhões de pessoas entram em departamentos de emergência ao redor do mundo, muitas vezes carregando uma infecção que precisa ser tratada imediatamente. Os médicos devem tomar decisões rápidas sobre quais antibióticos prescrever, frequentemente antes de saberem exatamente qual bactéria está causando a doença. Este é um jogo de azar necessário, mas carrega um risco oculto. Quando um paciente sai do hospital, seus resultados de exames podem ainda estar aguardando nos bastidores. Se esses resultados chegarem mais tarde e mostrarem que a bactéria é resistente ao medicamento que o paciente está tomando, ou que um medicamento diferente funcionaria melhor, alguém precisa encontrar essa informação e agir. Se esse acompanhamento for atrasado ou perdido, o paciente pode sofrer com um tratamento ineficaz, e a bactéria pode aprender a sobreviver aos medicamentos destinados a matá-la, um problema global crescente conhecido como resistência antimicrobiana.
Para resolver isso, pesquisadores estão recorrendo à tecnologia. Eles estão construindo ferramentas digitais projetadas para ajudar médicos e enfermeiros a gerenciar o fluxo de resultados de exames que chegam após o paciente ter ido para casa. O objetivo é criar um sistema que identifique automaticamente quando um antibiótico prescrito não corresponde à bactéria encontrada em um teste, alertando para uma chamada telefônica rápida ou uma mudança na medicação. No entanto, a tecnologia por si só não é suficiente. Uma ferramenta que não se ajuste ao ritmo caótico e acelerado de uma sala de emergência será simplesmente ignorada. É aqui que o trabalho de uma equipe da Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation e do Queensland Children's Hospital torna-se vital. Eles se propuseram a entender exatamente como médicos e enfermeiros lidam atualmente com esses resultados pendentes e como projetar um novo aplicativo que realmente os ajude, em vez de adicionar mais uma carga de trabalho.
Os pesquisadores focaram seu estudo no departamento de emergência de um grande hospital infantil em Brisbane, Austrália. Eles sabiam que as pessoas que usariam essa nova ferramenta já estavam sobrecarregadas, gerenciando altos volumes de pacientes e casos complexos. Para entender os desafios do mundo real, a equipe não apenas fez perguntas em um escritório silencioso. Eles foram ao hospital, percorreram o departamento de emergência e sentaram-se com as pessoas que realizam o trabalho. Eles conversaram com oito clínicos experientes, incluindo cinco enfermeiros praticantes e três oficiais médicos seniores, que são responsáveis por revisar resultados de exames e decidir sobre o acompanhamento do cuidado. Os pesquisadores ouviram histórias sobre suas rotinas diárias, observaram como eles navegavam por diferentes sistemas de computador e pediram que testassem um protótipo do novo aplicativo usando casos de pacientes simulados.
O processo atual que a equipe observou era um esforço colaborativo, porém frágil. Quando um paciente deixa o departamento de emergência, o médico que o tratou é responsável por verificar seus próprios resultados de exames. No entanto, como os turnos mudam e os médicos estão frequentemente ocupados com novos pacientes, uma rede de segurança foi construída no sistema: enfermeiros praticantes revisam um conjunto compartilhado de resultados de todos os médicos, atuando como um backup para capturar qualquer coisa que possa ter sido perdida. Esse processo envolve a verificação dos resultados, a decisão se os antibióticos precisam ser alterados, a ligação para o paciente ou sua família e o registro de tudo nos registros eletrônicos do hospital. Os pesquisadores descobriram que esse fluxo de trabalho estava sob imensa pressão. Os clínicos descreveram sentir-se sobrecarregados pelo grande número de resultados, pela dificuldade de encontrar informações específicas enterradas em notas longas e pela fadiga mental de tentar lembrar quais pacientes precisavam de uma ligação. Eles também notaram que os sistemas que utilizam nem sempre conversam entre si, forçando-os a entrar e sair de diferentes programas para reconstruir a história de um paciente.
Quando a equipe apresentou o protótipo do aplicativo, os clínicos viram seu potencial, mas também apontaram exatamente onde ele precisava mudar para se ajustar às suas vidas. O aplicativo foi projetado para comparar automaticamente a bactéria encontrada em um teste com o antibiótico que o paciente foi prescrito. Se a bactéria fosse resistente ao fármaco, o aplicativo a sinalizaria em vermelho. Os clínicos gostaram desse sinal visual, pois ajudaria a identificar problemas rapidamente. No entanto, eles foram claros ao afirmar que o aplicativo não poderia criar mais trabalho. Se o aplicativo mostrasse uma lista de pacientes que eles tivessem que verificar manualmente novamente no sistema principal do hospital, ele seria inútil. Eles insistiram que o aplicativo precisava ser integrado diretamente aos registros médicos eletrônicos existentes do hospital, de modo que a validação de um resultado no aplicativo também atualizasse o sistema principal. Eles também pediram detalhes mais específicos, como a contagem exata de crescimento bacteriano ou se o paciente tinha histórico de infecções semelhantes, para ajudá-los a tomar decisões melhores.
Os pesquisadores utilizaram uma abordagem estruturada para transformar essas conversas em um plano. Eles analisaram as entrevistas para identificar os fatores específicos que ajudariam ou dificultariam o sucesso do aplicativo. Descobriram que os pontos mais importantes não eram apenas sobre a tecnologia em si, mas sobre como ela se encaixava na cultura e no ambiente físico do hospital. Os clínicos precisavam que a ferramenta fosse adaptável aos seus papéis específicos, simples de usar sem treinamento e capaz de reduzir o tempo gasto na busca por informações. A equipe também percebeu que, para o aplicativo funcionar, o hospital precisava apoiar as pessoas que o utilizariam. Isso significava ter líderes dentro do departamento de emergência que pudessem defender a nova ferramenta, treinar a equipe sobre como usá-la e garantir que a equipe de tecnologia estivesse pronta para corrigir quaisquer problemas de conexão entre o aplicativo e os computadores do hospital.
O estudo concluiu que o caminho a seguir exige uma abordagem cuidadosa e passo a passo. Os pesquisadores recomendaram que, antes de o aplicativo ser implementado para todos, ele deveria ser testado em um pequeno teste piloto com alguns usuários-chave. Isso permitiria que a equipe visse como a ferramenta funciona em tempo real, coletasse feedback e fizesse ajustes. Eles enfatizaram que o design deve ser adaptado ao contexto local, o que significa que o aplicativo pode parecer e funcionar de forma diferente neste hospital infantil em comparação com um hospital adulto. A equipe também destacou a necessidade de relacionamentos fortes entre o departamento de TI, a gestão hospitalar e o corpo clínico para garantir que os requisitos técnicos sejam atendidos e que a equipe se sinta apoiada. Ao focar nesses fatores humanos e organizacionais juntamente com a tecnologia, os pesquisadores acreditam que podem criar um sistema que realmente apoie médicos e enfermeiros em seu trabalho crítico de manter os pacientes seguros e combater a resistência aos antibióticos.
Este trabalho representa uma mudança na forma como a tecnologia médica é desenvolvida. Em vez de construir uma ferramenta em um laboratório e esperar que ela se encaixe, os pesquisadores trabalharam ao lado das pessoas que a usariam desde o início. Eles ouviram as reclamações específicas sobre altas cargas de trabalho e sistemas confusos, e usaram esses insights para moldar o design. O resultado é o plano para um aplicativo que não é apenas um pedaço de software, mas um parceiro no fluxo de trabalho diário de um departamento de emergência. Ao abordar as barreiras reais à adoção, como a necessidade de integração perfeita e sinais visuais claros, a equipe está lançando as bases para um futuro onde os resultados de exames sejam revisados mais rapidamente, os antibióticos sejam usados de forma mais sábia e os pacientes recebam o cuidado certo no momento certo.
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