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Reconstructing Indigenous STEM Knowledge of Jono Salt Farmers for Science Learning Integration in Schools

Este estudo etnográfico reconstrói o conhecimento de STEM indígena ameaçado dos produtores de sal Jono em Java Central em um currículo de ciências formal, mapeando suas tecnologias e processos de produção tradicionais para seis tópicos principais de química, preservando assim o patrimônio cultural e aumentando a alfabetização científica por meio de uma educação culturalmente responsiva.

Autores originais: Fitria Fatichatul Hidayah, Woro Sumarni, Sri Wardani, Sri Haryani

Publicado 2026-08-25
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Autores originais: Fitria Fatichatul Hidayah, Woro Sumarni, Sri Wardani, Sri Haryani

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

Nos cantos silenciosos da educação científica, há um reconhecimento crescente de que as lições mais profundas muitas vezes não começam em um laboratório, mas na vida cotidiana das comunidades. Por gerações, os cientistas distinguiram o conhecimento formal, dos livros didáticos, da sabedoria prática transmitida através de famílias e culturas. Enquanto a ciência escolar baseia-se em leis universais e experimentos padronizados, o conhecimento indígena é construído através da observação, tentativa e erro, profundamente enraizado na paisagem específica que uma comunidade habita. Essa distinção criou, há muito tempo, um abismo nas salas de aula, onde os alunos lutam para ver a relevância dos conceitos abstratos em relação ao seu próprio entorno. O desafio para os educadores é construir essa ponte, encontrando maneiras de mostrar que as práticas intuitivas de agricultores e artesãos locais não são apenas tradições, mas aplicações sofisticadas dos mesmos princípios físicos e químicos ensinados nas escolas. Quando esses dois mundos se encontam, o aprendizado torna-se uma questão de reconhecer a ciência já presente no mundo, em vez de apenas memorizá-la de um livro.

Na aldeia de Jono, localizada longe da costa, no distrito de Grobogan, em Java Central, um grupo de pesquisadores partiu para explorar essa interseção. Eles focaram em uma forma única de produção de sal que tem sido praticada há séculos, mas que agora está à beira do desaparecimento. Diferente das vastas fazendas de sal costeiras que dependem da água do mar, os agricultores de Jono extraem sal de poços de salmoura subterrâneos, explorando um segredo geológico escondido sob a terra. Os pesquisadores, liderados por Fitria Fatichatul Hidayah e sua equipe da Universidade Negeri Semarang, passaram três meses vivendo entre os agricultores para documentar seus métodos. O objetivo deles não era meramente registrar um ofício moribundo, mas traduzir as técnicas intuitivas dos agricultores para a linguagem da ciência moderna, criando uma ponte que pudesse trazer esse saber local para os currículos escolares.

A história do sal de Jono começa nas profundezas do subsolo. A aldeia situa-se num vale que outrora foi um mar antigo, preso entre duas cadeias de montanhas. Ao longo de milhões de anos, o sedimento soterrou os restos de plantas de pântano, que eventualmente se decompuseram para liberar gás metano, enquanto a água do mar antiga permaneceu presa nas camadas rochosas como uma salmoura salgada. Os agricultores desenvolveram uma habilidade aguçada para localizar essas fontes ocultas sem qualquer equipamento moderno. Eles procuram sinais de bolhas de metano subindo do solo e sentem bolsões de terra quente, onde a temperatura pode atingir 40 graus Celsius, significativamente superior ao ar circundante. Para confirmar um local, eles colocam uma telha sobre o solo durante a noite; se a telha mudar de cor devido aos depósitos minerais deixados pela evaporação da umidade, eles sabem que encontraram uma fonte viável. Este teste simples revela uma compreensão profunda de como os minerais se concentram conforme a água evapora.

Uma vez encontrada uma fonte, os agricultores cavam um poço, conhecido localmente como belik, atingindo profundidades de até 45 metros. Isso não é uma tarefa pequena, realizada com ferramentas manuais básicas e a ajuda de trabalhadores especializados. Para evitar que as paredes desmoronem na terra macia, eles reforçam o poço com grossos postes de bambu dispostos em círculo. Os agricultores também gerenciam o calor intenso dentro do poço, molhando os trabalhadores com água, uma aplicação prática do resfriamento por evaporação. Para trazer a água pesada e salgada para a superfície, utilizam um sistema chamado timbo-kerek. Um recipiente é descido no poço, e um sistema de polia permite que uma única pessoa levante a carga pesada com menos esforço. A água é então canalizada através de calhas de madeira ou bambu, fluindo por gravidade para uma grande bacia de armazenamento chamada brumbung. Esta bacia é coberta por um telhado para proteger a água da chuva, que a diluiria, e para manter a água imóvel para que a sujeira e a argila possam assentar no fundo.

O coração do método de Jono reside no klakah, uma plataforma feita de bambu fendido. Os agricultores selecionam bambus que tenham entre um e três anos de idade, uma faixa etária específica que proporciona o equilíbrio ideal entre resistência e porosidade. Eles fendem o bambu longitudinalmente para criar calhas e os organizam em fileiras, elevando-os a cerca de um metro do chão. Esta altura é crucial; permite que o ar circule livremente ao redor da salmoura, acelerando a evaporação. Enquanto o sol castiga o bambu, a água lentamente se transforma em vapor, deixando para trás cristais de sal. O próprio bambu desempenha um papel ativo neste processo. Sua superfície porosa atua como um filtro natural, retendo impurezas e matéria orgânica da água, resultando em um sal mais limpo e branco do que o produzido em tanques de lama tradicionais. Os agricultores observam o processo cuidadosamente, sabendo que após cinco a dez dias, dependendo do clima, a água torna-se tão concentrada que cristais de sal começam a se formar na superfície do bambu.

Quando os cristais estão prontos, os agricultores colhem-nos raspando o bambu com ferramentas de madeira. A mistura de sal sólido e líquido é então despejada através de um coador de bambu tecido. Esta ferramenta simples separa os cristais sólidos do líquido restante, conhecido como salmoura residual (bittern). Os agricultores não descartam este líquido; em vez disso, armazenam-no em grandes jarros de barro e utilizam-no para fazer tofu ou preservar outros alimentos, demonstrando uma abordagem de desperdício zero que mantém cada parte do processo em uso. Todo o ciclo, desde a escavação do poço até a colheita do sal, é um testemunho de uma compreensão sofisticada de vantagem mecânica, dinâmica de fluidos e mudanças químicas, tudo alcançado sem uma única máquina moderna.

Os pesquisadores traduziram estas observações para conceitos científicos formais que são ensinados nas escolas. Mostraram que o método dos agricultores para encontrar o poço corresponde ao estudo da geologia e hidrologia, onde emissões de gases e anomalias de temperatura indicam a presença de recursos subterrâneos. A construção do poço e o uso de polias ilustram princípios de engenharia e física, especificamente como as forças são gerenciadas e como máquinas simples reduzem o esforço necessário para mover cargas pesadas. O assentamento da sujeira na bacia de armazenamento é um exemplo prático de sedimentação, onde a gravidade puxa as partículas mais pesadas para o fundo. O processo de evaporação na plataforma de bambu demonstra os princípios de transferência de calor e mudanças de fase, mostrando como a energia do sol impulsiona a água de um estado líquido para um gasoso. Finalmente, a formação de cristais de sal e a separação de impurezas fornecem um exemplo claro e real de como as soluções se tornam saturadas e como substâncias podem ser purificadas através de adsorção e filtração.

Ao mapear estas práticas tradicionais para o currículo de química, o estudo oferece uma nova forma de ensinar ciência que está fundamentada na cultura local da Indonésia. Esta abordagem é particularmente importante dado que os índices de alfabetização científica no país têm ficado abaixo das médias internacionais. Quando os alunos aprendem sobre ligações químicas, saturação ou transferência de calor através da lente da agricultura do sal de Jono, estas ideias abstratas tornam-se tangíveis e significativas. A pesquisa sugere que integrar tal conhecimento indígena na educação pode tornar a ciência mais acessível e relevante, ajudando os alunos a verem-se como parte do processo científico.

A documentação do sal de Jono é também um ato de preservação. O número de agricultores que praticam este ofício diminuiu de centenas em meados do século XX para apenas cinquenta hoje, com a produção caindo de milhares de toneladas para meras cem. À medida que a geração mais velha passa, este conhecimento único corre o risco de ser perdido para sempre. Ao validar a sofisticação científica destes métodos tradicionais, os pesquisadores esperam dar a esta prática um novo valor e garantir a sua sobrevivência. O estudo conclui que a sabedoria dos agricultores de Jono não é apenas uma relíquia do passado, mas um recurso vivo que pode enriquecer o ensino moderno da ciência, provando que a compreensão mais avançada do mundo natural muitas vezes começa com um olhar atento ao chão sob nossos pés.

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