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High human-caused mortality in GPS-tracked red kites across Europe

Um estudo abrangente de rastreamento por GPS de 2.346 milhafres através da Europa revela que as atividades humanas, particularmente o envenenamento e as colisões, são responsáveis por quase 70% da mortalidade de adultos, ressaltando a necessidade urgente de esforços de conservação internacionais coordenados para mitigar essas ameaças antropogênicas.

Autores originais: Rainer Raab, Connor T. Panter, Carina Nebel, Maximilian Raab, Moritz Mercker, Jan Škrábal, Rainhard Raab, Hannah Böing, Manuel Wojta, Jochen Steindl, Eike Julius, Clara Freytag, Brady Mattsson, Martin
Publicado 2026-08-05
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Autores originais: Rainer Raab, Connor T. Panter, Carina Nebel, Maximilian Raab, Moritz Mercker, Jan Škrábal, Rainhard Raab, Hannah Böing, Manuel Wojta, Jochen Steindl, Eike Julius, Clara Freytag, Brady Mattsson, Martin U. Grüebler, Urs G. Kormann, Patrick Scherler, Alexandre Millon, Tonio Schaub, Torsten Langgemach, Bettina Wilkening, Javier Viñuela, Martin Kolbe, Susanne Åkesson, Oliver Krone, Javier De La Puente, Duncan Orr-Ewing, Jendrik Windt, Andreas Gärtner, Julia Ellersdorfer, Petra Sumasgutner, Ivan Literák, Adrian Aebischer, Piotr Zduniak, Sven Aberle, Manuel Alcantara de la Fuente, Ernesto Alvarez, Juan Arizaga, Carole Attie, Melvin Bach, Ana Bermejo, Elena Bravo-Chaparro, Guido Ceccolini, Nayden Chakarov, Peter Derpmann-Hagenström, Marek Dostál, Gerd Fabian, María Fernández-García, Wolfgang Fiedler, Cassandra Fröhlich, Manuel Galán, Clément Ganier, Liza Glesener, Alfonso Godino, Iván Gutiérrez, Zuzana Guziová, Matthias Haase, László Haraszthy, Rafael Hernández Martín, Christof Herrmann, Stefanie Holm, Irene Hoppe, Juan José Iglesias-Lebrija, Caka Karlsson, Katharina Klein, José Vicente López-Bao, Nicolas Lorenzini, Manuela Löwold, Christopher Lüning, Grzegorz Maciorowski, Boris Maderič, Jesper Johannes Madsen, Karel Makoň, Kerstin Mammen, Ubbo Mammen, Torsten Marczak, Patricia Mateo-Tomás, Hynek Matušík, Bernd-Ulrich Meyburg, Aymeric Mionnet, Sara Morollón, Jakub Mráz, Antoni Muñoz, Winfried Nachtigall, Bernd Nicolai, Marta Olalde Fernández, Meinolf Ottensmann, María Jesús Palacios, Jean-Yves Paquet, Vladimír Pečeňák, Eva Pejchalová, José Pereira, Lubomír Peške, Thomas Pfeiffer, Robert Pudwill, Dušan Rak, Tim Maximilian Rapp, Per Rasmussen, Alexander Resetaritz, Luís Ribeiro, Stef van Rijn, Romain Riols, Sascha Ritter, Arturo Rodríguez, Jorge Rodríguez-Pérez, Hans Rytter, João Pedro Valente e Santos, Luisa Scholze, Laura Schulte, Christian H. Schulze, Aurélie de Seynes, Péter Spakovszky, Martin Sprötge, Verena Strauss, Ján Svetlík, Samuel Talhoet, Kasper Thorup, Anders P. Tøttrup, Miklós Vaczi, Stefan Vadura, Anne-Gaelle Verdier, Zdenĕk Vermouzek, Diego Villanúa Inglada, Robin Walz, Jörg Westphal

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). ⚕️ Esta é uma explicação gerada por IA de um preprint que não foi revisado por pares. Não é aconselhamento médico. Não tome decisões de saúde com base neste conteúdo. Ler aviso legal completo

Imagine o mundo natural como uma cidade gigante e movimentada, onde cada animal tem um trabalho a fazer. Alguns são os construtores, outros são os limpadores e outros são os guardas vigilantes. Nesta cidade, existe um tipo especial de limpador chamado necrófago. Pense neles como os recicladores definitivos da natureza; eles mergulham para comer animais mortos, mantendo as ruas limpas e impedindo que doenças se espalhem. Um dos limpadores mais famosos da Europa é o Milhafre-preto, uma ave bela com uma cauda bifurcada que parece uma pipa voando ao vento. Mas ultimamente, esta cidade ficou muito mais cheia de humanos, e as estradas, linhas de energia e edifícios estão mudando as regras do jogo. Os cientistas há muito se perguntam: quando estas aves morrem, é por causa de um predador natural, como uma grande coruja, ou é por causa de algo que os humanos construíram ou fizeram? Para descobrir, os investigadores precisavam de uma forma de seguir estas aves por onde quer que elas fossem, não apenas onde eram encontradas mortas. É aqui que a tecnologia moderna entra, atuando como um detetive superpoderoso que pode rastrear toda a jornada de vida de uma ave através das fronteiras, revelando os perigos ocultos que eram anteriormente invisíveis.

Este artigo é o resultado de uma missão de detetive massiva em todo o continente. Cientistas de toda a Europa colocaram pequenos rastreadores GPS movidos a energia solar nas costas de 2.346 Milhafres-pretos. É como dar a milhares de aves um dispositivo "Encontrar o Meu", que envia um sinal sempre que elas param de se mover inesperadamente. Durante um período de dez anos, de 2013 a 2022, estes rastreadores ajudaram a equipa a encontrar 979 aves que tinham morrido. Ao investigar os locais onde as aves pararam, os investigadores conseguiram perceber exatamente o que aconteceu. Eles descobriram uma verdade alarmante: para as aves adultas e adolescentes que estudaram, as atividades humanas foram a principal razão de morte. De facto, 69% das mortes foram causadas por pessoas, o que é mais do que o dobro das mortes por causas naturais, como doenças ou por serem comidas por outros animais.

O estudo detalhou as "causas humanas" numa lista de suspeitos, tal como um relatório policial. O maior culpado foi o envenenamento, que representou cerca de 25% das mortes. Isto aconteceu frequentemente porque as pessoas colocavam veneno para matar ratos ou outras pragas, e os milhafres comiam os animais envenenados por engano. A segunda causa mais comum foi colidir com veículos na estrada (10,9%), seguida de eletrocussão ou colisão com linhas de energia (9,9%). O abate ilegal e a captura constituíram 8,7%, enquanto a colisão com comboios causou 5,4% das mortes. Até as turbinas eólicas, que são frequentemente o foco de debates de conservação, foram responsáveis por apenas 3,8% das mortes neste estudo.

O que torna esta história ainda mais interessante é que o perigo não é o mesmo em todo o lado. É como um videojogo onde o nível de dificuldade muda dependendo do país em que se está. Na Alemanha, por exemplo, a maior ameaça era ser comido por outras aves (predação), enquanto em França e num grupo de países da Europa Central, o envenenamento era o principal assassino. Em Espanha, as linhas de energia eram um problema muito maior do que na Alemanha. Os investigadores também notaram que as aves nem sempre morriam onde nasceram. Muitas aves nascidas na Alemanha voavam para sul para passar o inverno em Espanha, e era lá que muitas vezes encontravam problemas com as linhas de energia. Isto mostra que a segurança de uma ave depende das leis e dos hábitos de cada país que visita durante a sua jornada anual.

O artigo sugere que, embora não possamos impedir a natureza de fazer o que faz, podemos corrigir os perigos criados pelo homem. Os autores apontam que alguns problemas, como aves serem eletrocutadas em linhas de energia, podem ser quase completamente resolvidos alterando a forma como as linhas são construídas, como tem sido feito com sucesso em alguns lugares. No entanto, travar o envenenamento ilegal e o abate é muito mais difícil, porque envolve mudar o comportamento humano e aplicar leis através das fronteiras. O estudo conclui que, para salvar estas aves, precisamos de um esforço de equipa que atravesse as fronteiras nacionais, combinando melhores leis, tecnologia inteligente e uma mudança na forma como gerimos a nossa terra. Ao compreender exatamente onde e por que estas aves estão a morrer, podemos finalmente começar a construir uma cidade mais segura para elas viverem.

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