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German parties shifted towards intuition-based rhetoric after the far right's parliamentary breakthrough

Este estudo analisa milhões de comunicações políticas alemãs de 2015 a 2025 para demonstrar que o avanço parlamentar da extrema-direita AfD em 2017 coincidiu com uma mudança significativa em direção a uma retórica baseada na intuição e um declínio no discurso baseado em evidências em toda a elite política.

Autores originais: Peer Saleth, Segun T. Aroyehun, Fabio Carrella, Christoph M. Abels, Stephan Lewandowsky, David Garcia

Publicado 2026-08-06
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Autores originais: Peer Saleth, Segun T. Aroyehun, Fabio Carrella, Christoph M. Abels, Stephan Lewandowsky, David Garcia

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

Imagine o mundo político como uma praça de cidade gigante e barulhenta, onde todos tentam convencer a multidão de que estão dizendo a verdade. Nesta praça, existem duas formas principais de as pessoas vencerem discussões. A primeira forma é como um cientista em um jaleco de laboratório: eles trazem gráficos, dados e fatos concretos, dizendo: "Olhem para os números; é isso que realmente aconteceu". A segunda forma é mais como um contador de histórias ao redor de uma fogueira: eles dependem de pressentimentos, histórias pessoais e emoções fortes, dizendo: "Eu apenas sinto, lá no fundo, que isso é o certo". Para que uma democracia funcione bem, as pessoas geralmente precisam concordar com os fatos básicos antes de poderem debater seus sentimentos. Recentemente, cientistas notaram que o estilo de fala do "cientista" está desaparecendo em muitos lugares, sendo substituído pelo estilo do "contador de histórias". Este artigo mergulha no coração dessa mudança, fazendo uma grande pergunta: a chegada de um novo grupo político extremista na Alemanha mudou a forma como todos falam, fazendo-os depender mais de sentimentos e menos de fatos?

Os pesquisadores, uma equipe de detetives digitais de universidades da Alemanha, do Reino Unido e do Brasil, decidiram investigar isso analisando as "praças públicas" digitais e físicas da Alemanha. Eles não apenas adivinharam; eles analisaram uma montanha massiva de textos: 4,5 milhões de tweets de políticos e quase 60.000 discursos do parlamento alemão (o Bundestag) entre 2015 e 2025. Para dar sentido a isso, eles usaram uma ferramenta computacional especial chamada "Representação de Dicionário Distribuído". Pense nesta ferramenta como um tradutor superinteligente que não apenas conta palavras como "fato" ou "sentimento", mas entende a vibe de toda a frase. Ela atribui a cada discurso ou tweet uma pontuação chamada "Evidência Menos Intuição" (EMI). Uma pontuação alta significa que o orador está pendendo fortemente para dados e provas; uma pontuação baixa (ou negativa) significa que ele está pendendo fortemente para pressentimentos e convicções pessoais.

A equipe estava procurando por um momento específico no tempo: quando o partido de extrema-direita, o Alternativa para a Alemanha (AfD), entrou no parlamento em 2017. Antes disso, o parlamento alemão estava livre de grupos de extrema-direita como esse desde os tempos dos nazistas. Os pesquisadores queriam ver se a chegada deste novo jogador agiu como uma onda de choque, mudando a forma como todos os outros políticos falavam.

O que eles encontraram foi um padrão claro e marcante. Em todo o espectro, desde o mundo caótico e acelerado do Twitter até as salas formais e regradas do parlamento, os políticos começaram a usar uma linguagem baseada mais na intuição e menos na evidência ao longo da década. Os atores de extrema-direita, particularmente o AfD, consistentemente tiveram as menores pontuações de EMI, o que significa que eles dependiam mais de sentimentos e menos de dados concretos. Mas aqui está a reviravolta: os outros partidos não permaneceram os mesmos. À medida que a extrema-direita se tornava mais visível, os partidos tradicionais começaram a mudar seu estilo para acompanhá-los.

No Twitter, essa mudança aconteceu lentamente, como uma deriva gradual. Os políticos de centro e de esquerda começaram a usar lentamente mais palavras de "sentimento" e menos palavras de "fato", estreitando a lacuna entre eles e a extrema-direita. No entanto, no parlamento, a mudança foi muito mais dramática e repentina. Cada vez que ocorria uma eleição federal, toda a câmara parecia dar um passo gigante para baixo no uso de evidências. A maior queda ocorreu logo após a eleição de 2017, quando o AfD entrou pela primeira vez no parlamento. Era como se toda a sala subitamente decidisse parar de trazer suas calculadoras e começar a trazer seus pressentimentos.

Os pesquisadores foram cuidadosos para descartar outras razões possíveis para essa mudança. Eles verificaram se os políticos estavam apenas falando de tópicos diferentes (como mudar de falar sobre impostos para falar sobre guerra), o que poderia naturalmente exigir tipos diferentes de linguagem. Eles usaram modelos computacionais avançados para controlar os tópicos discutidos, e a mudança permaneceu. Isso sugere que a mudança não foi apenas sobre o que eles estavam falando, mas sobre como eles estavam falando sobre isso. O estilo em si havia mudado.

O estudo também examinou o registro histórico de discursos alemães remontando a 1867. Eles encontraram uma queda semelhante e acentuada na linguagem baseada em evidências durante as décadas de 1930 e 1940, um período em que o país estava sob um regime que famosamente rejeitava fatos em favor de "verdades interiores" e convicção emocional. Esse paralelo histórico serve como um aviso severo: quando uma cultura política se afasta das evidências e se volta para a pura intuição, pode ser um sinal de problemas profundos para a democracia.

Em resumo, o artigo sugere que a ascensão da extrema-direita na Alemanha não apenas adicionou uma nova voz à conversa; ela mudou o volume e o tom de toda a conversa. A chegada de um grupo que depende fortemente da intuição e da emoção parece ter puxado o restante do espectro político na mesma direção, tornando o debate menos sobre fatos e mais sobre sentimentos. Embora os pesquisadores observem que não podem provar com absoluta certeza que uma coisa causou a outra, o tempo e o padrão são tão fortes que apontam para um efeito de "contágio". A abordagem baseada em evidências para a verdade, que é essencial para verificar fatos e responsabilizar líderes, está erodindo na Alemanha, e está acontecendo mais rápido lá do que ocorreu nos Estados Unidos, onde uma mudança semelhante levou décadas. O estudo nos deixa com um pensamento preocupante: as democracias podem lidar com pessoas discordando sobre os fatos, mas podem não conseguir sobreviver se as pessoas pararem de concordar que os fatos importam de fato.

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