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Back-and-forth moribund ethnobotany: Erosion and fragmentation of Local Ecological Knowledge among Afghan returnees in contemporary Afghanistan and perspectives for an ethnobiology of the refugees

Este estudo revela que o deslocamento forçado e o exílio prolongado causaram uma severa erosão e fragmentação do Conhecimento Ecológico Local relativo a plantas alimentícias silvestres e chás de ervas entre os retornados afegãos, transformando grande parte deste patrimônio em "conhecimento inerte" e destacando a necessidade urgente de políticas bioculturais para apoiar sua revitalização.

Autores originais: Ajmal Khan Manduzai, Abdul Ghani Karimi, Andrea Pieroni

Publicado 2026-07-24
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Autores originais: Ajmal Khan Manduzai, Abdul Ghani Karimi, Andrea Pieroni

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

A Biblioteca Secreta da Natureza Selvagem

Imagine o mundo natural não apenas como uma coleção de árvores e flores, mas como uma gigantesca biblioteca viva. Durante milhares de anos, as pessoas têm escrito livros nesta biblioteca, mas em vez de tinta e papel, usaram folhas, raízes e sementes. Este é o mundo da etnobotânica: o estudo de como diferentes culturas utilizam as plantas para alimentação, medicina e vida cotidiana. Pense no Conhecimento Ecológico Local (CEL) como o "manual do usuário" específico que uma comunidade possui para sua biblioteca local. É a receita secreta de um chá que cura uma tosse, ou o conhecimento de qual erva silvestre interrompe uma dor de estômago.

Geralmente, quando as pessoas se mudam para um novo lugar, tentam levar seus livros favoritos consigo. Às vezes, encontram novos livros na nova biblioteca e os misturam com os antigos, criando uma coleção híbrida interessante. Mas o que acontece quando a própria biblioteca é destruída, ou quando você é forçado a deixar seu lar, viver em uma cidade onde não pode tocar nas plantas e, depois, é forçado a voltar para um lar que mudou tanto que você mal o reconhece? Este artigo explora exatamente esse cenário angustiante. Ele faz uma pergunta difícil: quando uma cultura é despedaçada pela guerra e forçada a se deslocar, o "manual do usuário" da natureza é triturado ou fica apenas parado em uma prateleira, acumulando poeira?


A História do "Duplo Deslocamento"

Esta pesquisa, conduzida por Ajmal Khan Manduzai, Abdul Ghani Karimi e Andrea Pieroni, mergulha na vida de pessoas afegãs que passaram por um tipo de problema único. Os autores chamam isso de "duplo deslocamento". Imagine ser expulso de sua casa, forçado a viver em um apartamento lotado em uma cidade diferente por décadas e, de repente, ser instruído a voltar para sua casa original, apenas para descobrir que o bairro mudou, as estradas sumiram e o jardim está tomado pelo mato. Essa é a história destes retornados afegãos. Eles passaram anos no Paquistão e agora estão de volta ao Afeganistão, mas a conexão com as plantas silvestres que um dia conheceram está em sérios problemas.

Os pesquisadores montaram acampamento em maio de 2025 em um abrigo temporário no leste do Afeganistão. Eles sentaram-se com 144 pessoas (60 homens e 84 mulheres) e fizeram uma pergunta simples: "Quais plantas silvestres você se lembra de usar para alimentação ou chá?" Eles não perguntaram apenas o que as pessoas estão fazendo agora; eles perguntaram o que lembravam do passado, o que estavam fazendo no Paquistão e o que estão fazendo agora.

O Grande Apagamento: 78% da Biblioteca está "Inerte"

Os resultados foram surpreendentes, como descobrir que 7pesos de papel foram feitos com 78% dos livros de uma biblioteca. De 23 plantas diferentes que os pesquisadores registraram, 78% eram lembradas apenas do passado. Os autores chamam isso de "conhecimento inerte". É como saber o nome de uma música e a letra, mas não ter um toca-discos para ouvi-la, ou um instrumento para tocá-la. As pessoas podiam nomear as plantas e dizer para que serviam, mas não as estavam utilizando de fato.

Apenas 9% das plantas ainda eram colhidas na natureza (coleta/forrageamento), e 13% estavam sendo cultivadas ou compradas. Para colocar em perspectiva, se você tivesse uma cesta com 23 vegetais silvestres, você estaria usando ativamente apenas 2 ou 3 deles. O restante eram apenas fantasmas na memória.

O estudo descobriu que os vegetais silvestres (aqueles que você come para saciar a fome) haviam quase desaparecido completamente. Ninguém estava mais colhendo folhas verdes. No entanto, os chás herbais (aqueles que você bebe para saúde ou conforto) eram um pouco mais persistentes. Cerca de 30% das plantas de chá lembradas ainda estavam sendo usadas. Por quê? Porque você pode comprar sementes ou raízes de chá secas em um mercado, mesmo que não possa ir ao campo para colhê-las. Mas os vegetais frescos e silvestres? Eles desapareceram.

O Efeito do "Duplo Deslocamento"

Os pesquisadores compararam estes retornados com um estudo anterior de afegãos que ainda viviam em campos de refugiados no Paquistão. No Paquistão, os refugiados utilizavam ativamente nove tipos diferentes de plantas. Mas, quando retornaram ao Afeganistão, esse número caiu para apenas três.

A única planta que sobreviveu à jornada em ambos os lugares foi a Trachyspermum ammi (um tipo de semente frequentemente usada na culinária). Ela sobreviveu porque pode ser seca, armazenada em um pote e comprada no mercado. As outras plantas falharam porque os retornados não consegiam encontrar os ambientes específicos de altitude de que precisavam, ou não tinham dinheiro para comprá-las, ou as redes sociais que ensinavam como usá-las foram quebradas pelo trauma do deslocamento.

O estudo descarta explicitamente a ideia de que isso seja apenas um caso normal de pessoas "esquecendo" porque se mudaram voluntariamente. Os autores argumentam que isso é algo muito pior. Não é apenas adaptação; é uma ruptura. O "duplo deslocamento" (ser exilado e depois forçado a retornar) cria um tipo único de dano que a migração voluntária não causa. Ele retira o ambiente, o tempo e as redes de segurança social necessárias para manter o conhecimento vivo.

A Armadilha de Gênero

Uma das partes mais interessantes da história envolve as mulheres. Em muitas culturas, as mulheres são as principais guardiãs do conhecimento botânico. O estudo confirmou isso: em média, as mulheres lembravam-se de 4,2 plantas, enquanto os homens lembravam-se de apenas 2,8.

No entanto, as mulheres também foram as que mais perderam. Embora soubessem mais, elas estavam usando menos plantas do que os homens. Por quê? Devido às regras da cidade onde viveram durante o exílio. Nas cidades lotadas do Paquistão, as mulheres muitas vezes não tinham permissão para caminhar livremente ao ar livre para colher plantas. Os homens podiam ir ao mercado e comprar coisas, mas as mulheres ficavam presas dentro de casa. Assim, embora tivessem o conhecimento, não tinham a mobilidade para praticá-lo. Os autores descrevem isso como uma "armadilha estrutural": as mesmas pessoas que detêm a maior parte do conhecimento são as mais restritas quanto ao uso dele, levando a uma perda mais rápida desse saber.

O Que Isso Significa?

O artigo sugere que este "conhecimento inerte" é algo frágil. Ainda não desapareceu para sempre, mas está por um fio. Se as mulheres mais velhas que lembram dessas plantas falecerem antes que a geração mais jovem aprenda a usá-las novamente, esse conhecimento será perdido para sempre.

Os pesquisadores não estão dizendo que este é um problema resolvido ou que está tudo bem. Eles estão soando um alarme. Sugerem que a ajuda humanitária (como comida e abrigo) precisa incluir ajuda biocultural. Isso significa distribuir sementes de plantas silvestres, criar pequenos jardins nos abrigos e garantir que as mulheres possam se mover com segurança para aprender novamente com as anciãs.

O estudo conclui que, para estes retornados, a perda do conhecimento botânico não é apenas sobre sentir falta de uma receita; é sobre perder uma parte de sua identidade, de sua saúde e de sua capacidade de sobreviver em sua própria terra. O "manual do usuário" de seu ambiente está atualmente trancado em uma gaveta e, a menos que alguém ajude a encontrar a chave, ele poderá ser perdido para a história.

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