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Ultrasound-guided bilateral Erector Spinae Plane Block, bilateral quadratus lumborum block, and lumbar epidural for postoperative analgesia in patients undergoing total abdominal hysterectomy: a prospective randomized clinical trial

Este ensaio clínico randomizado prospectivo envolvendo 90 pacientes submetidos a histerectomia abdominal total aberta demonstra que os bloqueios do quadrado lombar transmusculares bilaterais proporcionam analgesia pós-operatória superior, com a maior duração e o menor consumo de morfina em comparação tanto ao bloqueio do plano eretor da espinha quanto à analgesia epidural lombar.

Autores originais: Ahmed Mohamed Soliman, Ahmed Abdelrahman Mustafa shama, Osama Mahmoud Elbosraty, Mahmoud Ahmed Kamel, Khaled Mustafa Kamel, somaya El sheikh, Noha Mohamed Abdelmoneim

Publicado 2026-08-31
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Autores originais: Ahmed Mohamed Soliman, Ahmed Abdelrahman Mustafa shama, Osama Mahmoud Elbosraty, Mahmoud Ahmed Kamel, Khaled Mustafa Kamel, somaya El sheikh, Noha Mohamed Abdelmoneim

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

A cirurgia é uma intervenção profunda, uma interrupção necessária da ordem do corpo para curar um desordem mais profunda. No entanto, o caminho para a recuperação é frequentemente pavimentado com um desafio secundário: a dor. Quando um cirurgião remove o útero através de uma incisão no abdômen, o corpo reage ao corte da pele, músculos e tecidos com um complexo sistema de alarme. Esta dor não é uma sensação única, mas sim uma mistura de dois tipos. Um vem da pele e dos músculos da parede abdominal, uma dor aguda e superficial. O outro é um desconforto mais profundo e difuso, originado nos órgãos internos. Durante décadas, a forma padrão de gerir esta dor dupla após uma cirurgia abdominal de grande porte envolveu a colocação de um cateter no canal espinhal para administrar medicação diretamente aos nervos. Embora eficaz, este método acarreta riscos e exige monitorização cuidadosa. Nos últimos anos, os médicos começaram a explorar um caminho diferente: o uso de ultrassom para guiar agulhas a camadas específicas de músculo e fáscia fora da coluna, visando bloquear os sinais de dor antes que cheguem ao cérebro. Estas técnicas mais recentes oferecem uma alternativa potencial que pode ser mais segura e igualmente eficaz, mas a comunidade médica precisava de saber qual método específico funcionava melhor para este tipo de cirurgia em particular.

Uma equipa de investigadores do Instituto Nacional do Cancro no Cairo decidiu responder a esta questão com uma comparação direta. Eles focaram-se em mulheres submetidas a uma histerectomia abdominal total, uma operação de grande porte para remover o útero, frequentemente realizada para tratar o cancro. O estudo envolveu noventa mulheres que foram aleatoriamente designadas para receber uma das três diferentes estratégias de gestão da dor após a sua cirurgia. O primeiro grupo recebeu o tradicional bloqueio epidural lombar, onde a medicação é injetada no espaço que circunda os nervos espinhais na parte inferior das costas. O segundo grupo recebeu um bloqueio do plano do eretor da espinha bilateral, uma técnica mais recente onde o anestésico local é depositado num plano de músculo próximo da coluna, ao nível da décima vértebra torácica. O terceiro grupo recebeu um bloqueio do quadrado lombar transmuscular bilateral, uma técnica onde o anestésico é injetado mais profundamente, entre dois grandes músculos na parte inferior das costas, ao nível da segunda vértebra lombar. Todos os procedimentos foram realizados sob orientação de ultrassom para garantir a precisão, e todas as pacientes receberam a mesma anestesia geral para a cirurgia em si.

Os investigadores acompanharam quanto medicamento para a dor as mulheres necessitaram durante as primeiras vinte e quatro horas após as suas operações. Eles encontraram uma diferença clara de desempenho entre os três grupos. As mulheres que receberam o bloqueio do quadrado lombar transmuscular necessitaram significativamente menos morfina, o analgésico forte padrão, do que as das outros dois grupos. De facto, este grupo necessitou da menor quantidade de medicação no total. O grupo que recebeu o bloqueio do plano do eretor da espinha também utilizou menos morfina do que o grupo com o epidural tradicional, mas ainda assim necessitou de mais do que o grupo do bloqueio do quadrado lombar transmuscular. O epidural tradicional, embora ainda proporcionasse alívio, resultou no maior consumo de medicação para a dor entre os três métodos.

A duração do alívio da dor seguiu um padrão semelhante. O bloqueio do quadrado lombar transmuscular proporcionou o período mais longo de conforto, com as pacientes a terem uma mediana de onze horas antes de necessitarem da primeira dose de medicação de resgate, com uma variação de 8 a 18 horas. O bloqueio do plano do eretor da espinha ofereceu um meio-termo, durando uma mediana de oito horas em média, com uma variação de 3 a 12 horas. O epidural tradicional proporcionou a duração de alívio mais curta, com as pacientes a necessitarem de medicação adicional após uma mediana de três horas, com uma variação de 0 a 8 horas. Quando os investigadores analisaram as pontuações de dor relatadas pelas pacientes, o padrão manteve-se. Nas primeiras oito horas após a cirurgia, ambas as técnicas de bloqueio muscular mais recentes mantiveram os níveis de dor mais baixos do que o epidural tradicional. No entanto, à medida que o tempo passava, a vantagem do bloqueio do quadrado lombar transmuscular tornava-se ainda mais distinta. Às marcas de doze e vinte e quatro horas, este grupo relatou níveis de dor significativamente mais baixos do que o grupo do eretor da espinha e o grupo do epidural.

Para além das pontuações de dor e do uso de medicação, o estudo também analisou os efeitos secundários e a estabilidade dos sinais vitais das pacientes. As mulheres no grupo do epidural tradicional experienciaram náuseas e vómitos com maior frequência do que as dos outros dois grupos. Em contraste, as novas técnicas foram associadas a menos efeitos secundários deste tipo. Ao longo da cirurgia e do período de recuperação, a frequência cardíaca e a pressão arterial das pacientes permaneceram estáveis em todos os três grupos, indicando que nenhum dos métodos causou flutuações perigosas nas funções básicas do corpo. Os investigadores observaram que, embora o epidural tradicional seja uma ferramenta bem estabelecida, estes novos bloqueios guiados por ultrassom, particularmente a abordagem do quadrado lombar transmuscular, ofereceram um perfil superior para esta cirurgia específica. Proporcionaram um alívio mais duradouro, exigiram menos medicação forte para a dor e resultaram em menos complicações relacionadas com náuseas.

Este estudo sugere que, para mulheres submetidas a histerectomia abdominal aberta, o bloqueio do quadrado lombar transmuscular pode ser a opção mais eficaz para a gestão da dor pós-operatória. Superou tanto a técnica do plano do eretor da espinha quanto o epidural tradicional na redução da necessidade de opioides e na extensão do tempo de conforto. O bloqueio do plano do eretor da espinha também se provou uma alternativa forte, desempenhando-se melhor do que o epidural tradicional, mas ficando aquém do bloqueio do quadrado lombar transmuscular. Embora os investigadores reconheçam que o seu estudo se limitou às primeiras vinte e quatro horas e utilizou injeções únicas em vez de cateteres contínuos, os resultados apontam para uma mudança na forma como a dor pode ser gerida após esta grande cirurgia. Os achados indicam que visar as camadas musculares específicas na parte inferior das costas com orientação por ultrassom pode oferecer um caminho mais seguro, duradouro e eficaz para a recuperação do que os métodos convencionais anteriormente utilizados.

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