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Foregrounding the state in transdisciplinary urban sustainability research: a normative and analytical agenda

Este artigo argumenta que a pesquisa transdisciplinar sobre sustentabilidade urbana deve ir além de tratar o Estado como um stakeholder passivo ao adotar um novo quadro analítico — baseando-se nos estudos urbanos africanos e na ciência política — que escrutine as complexidades internas, escalas, temporalidades e composições institucionais do Estado para promover efetivamente mudanças sistêmicas.

Autores originais: Liza Cirolia, Andrea Pollio, Susan Parnell

Publicado 2026-08-25
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Autores originais: Liza Cirolia, Andrea Pollio, Susan Parnell

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

As cidades são onde a crise climática se manifesta de forma mais visível, e resolvê-la exige mais do que apenas melhor tecnologia ou dados científicos. Exige ação, e o principal motor para transformar ideias em ação é o Estado: a complexa rede de agências governamentais, leis e funcionários públicos que gerenciam tudo, desde a água e os resíduos até a energia e a habitação. Durante décadas, cientistas que estudam como tornar as cidades sustentáveis tentaram trabalhar com esses órgãos governamentais, muitas vezes convidando autoridades para participar de projetos de pesquisa ou pedindo seus conselhos. No entanto, uma nova perspectiva sugere que essa abordagem tem sido superficial demais. Muitos pesquisadores tratam o Estado como um simples recipiente ou um cliente passivo à espera de comprar as mais recentes descobertas científicas, sem compreender verdadeiramente como o governo realmente funciona por dentro. Este artigo argumenta que, para consertar nossas cidades, devemos parar de tratar o Estado como uma caixa preta e começar a entender seus mecanismos internos desordenados, históricos e, muitas vezes, contraditórios.

Os autores, pesquisadores de universidades da África do Sul, Itália e Reino Unido, baseiam-se fortemente em décadas de estudos acadêmicos sobre as cidades africanas para construir uma nova forma de pensar. Eles argumentam que o Estado não é uma coisa única e uniforme que age da mesma forma em todos os lugares. Em vez disso, é uma coleção de diferentes partes que frequentemente trabalham em direções opostas, moldadas por longas histórias de colonialismo e mudanças econômicas recentes. Para ajudar os cientistas da sustentabilidade a navegar por essa complexidade, a equipe propõe uma estrutura construída sobre quatro lentes específicas, ou formas de olhar para o problema. Essas lentes são: escala, tempo, a mistura de instituições envolvidas e as regras que definem o que é legal ou ilegal. Ao usar essas quatro ferramentas, os pesquisadores podem ir além da cooperação simples e engajar-se com o Estado de uma forma que realmente leve a mudanças reais.

A primeira lente é a escala, que faz a pergunta: qual nível de governo tem realmente o poder para resolver o problema? Em muitos lugares, o governo nacional pode ter o dinheiro, enquanto o conselho municipal local tem as pessoas, mas nenhum dos dois tem o controle total. Os autores apontam que os dados são frequentemente confundidos por essas fronteiras. Por exemplo, em Nairóbi, as estatísticas oficiais do condado cobrem cerca de quatro milhões de pessoas, mas a área metropolitana real onde as pessoas vivem e trabalham inclui quase sete milhões. Se um pesquisador olhar apenas para os números oficiais do condado, ele perderá a realidade das áreas circundantes, onde os riscos climáticos e os problemas de saúde são frequentemente mais graves. O artigo sugere que os cientistas devem mapear cuidadosamente qual departamento ou nível específico de governo detém a autoridade para um problema específico, em vez de assumir que trabalhar com "a cidade" é o suficiente.

A segunda lente é o tempo, que nos lembra que os governos não são apenas o que são hoje, mas também o que foram ontem e o que podem vir a ser amanhã. A estrutura atual de muitas cidades africanas é um resultado direto de eventos passados, como o domínio colonial ou as políticas da década de 1980 que forçaram os governos a cortar gastos. Essas camadas históricas criam hábitos profundos e barreiras que não podem ser ignorados. Por exemplo, a maneira como uma cidade na África do Sul gerencia a água hoje ainda é moldada pelas políticas de segregação da era do apartheid. Os autores argumentam que os projetos de sustentabilidade devem compreender essas raízes históricas para serem eficazes. Além disso, eles alertam que o futuro não é apenas uma versão mais longa do presente; é incerto. Os governos frequentemente resistem à mudança até que uma crise os force a agir, portanto, os pesquisadores precisam entender como trabalhar com essas instituições de movimento lento, enquanto também se preparam para mudanças súbitas.

A terceira lente observa a composição interna do governo, reconhecendo que o Estado é composto por muitos departamentos diferentes que frequentemente não se dão bem. O departamento de habitação de uma cidade pode ser medido pelo número de casas baratas que constrói na periferia da cidade, enquanto o departamento de planejamento é medido pela eficiência com que protege o meio ambiente e impede a expansão excessiva da cidade. Esses dois objetivos podem entrar em conflito direto, dificultando a criação de bairros sustentáveis. O artigo observa que, mesmo quando os governos criam novas unidades para lidar com questões complexas como as mudanças climáticas, essas unidades muitas vezes carecem do poder real ou do dinheiro para realizar seu trabalho. Para progredir, os cientistas precisam identificar exatamente qual escritório ou funcionário específico tem o mandato para agir, em vez de esperar que um acordo geral entre diferentes departamentos resolva magicamente o problema.

A última lente diz respeito às regras que decidem o que é permitido e o que não é, particularmente em relação à "informalidade". Em muitas cidades, uma grande parte da economia e da vida cotidiana acontece fora das regras oficiais, como vendedores ambulantes ou pessoas vivendo em assentamentos sem títulos de propriedade formais. Os governos frequentemente veem essas atividades informais como um problema a ser interrompido, enquanto outros as veem como uma estratégia vital de sobrevivência para os pobres. Os autores argumentam que o próprio Estado é frequentemente inconsistente, às vezes tolerando esses sistemas informais e outras vezes tentando apagá-los. Para que a pesquisa de sustentabilidade funcione, ela deve compreender a lógica por trás dessas regras. Não basta simplesmente tentar tornar tudo formal; os pesquisadores precisam entender por que o Estado age da maneira que age em relação a esses sistemas informais e como trabalhar dentro dessas realidades para melhorar vidas.

O artigo conclui oferecendo um caminho claro para cientistas e formuladores de políticas. Sugere que o Estado não deve ser visto meramente como um destinatário de pesquisas ou um obstáculo estático, mas como um parceiro ativo, desordenado e essencial na criação de um futuro sustentável. Ao usar essas quatro lentes para entender a escala específica, a história, os conflitos internos e as regras de um governo, os pesquisadores podem desenhar projetos que realmente se encaixem no mundo real. Essa abordagem não se limita à África; os autores argumentam que esses insights são úteis para compreender governos em todos os lugares, tanto no Sul quanto no Norte Global. O objetivo final é ir além da simples colaboração e engajar-se com o Estado como um sistema complexo e vivo que deve ser compreendido em seus próprios termos para alcançar as mudanças transformadoras necessárias para salvar nossas cidades.

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