Digital leadership competencies for youth development professionals with implications for Youth Union officers in Vietnamese higher education
Este estudo aborda a lacuna na pesquisa de liderança digital para profissionais de desenvolvimento estudantil ao propor um framework conceitual de seis domínios especificamente desenhado para orientar os oficiais da União da Juventude no ensino superior vietnamita através da integração de tecnologias digitais, IA e estratégias orientadas por dados.
Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo
As universidades estão mudando. Durante décadas, o foco da reforma educacional foi em como os professores ministram aulas e como os administradores gerem edifícios. Mas uma mudança silenciosa está acontecendo nos espaços entre as aulas, nos clubes, nos grupos de voluntariado e nas organizações estudantis onde os jovens aprendem a liderar, conectar-se e crescer. À medida que as escolas se tornam mais conectadas à internet e à inteligência artificial, as pessoas que orientam os estudantes nesses ambientes fora da sala de aula enfrentam um novo desafio. Elas já não são apenas organizadoras de eventos; estão tornando-se líderes num mundo digital. A questão que os investigadores colocam é simples, mas profunda: o que é necessário para liderar um grupo de jovens quando as suas vidas, amizades e aprendizagens acontecem tanto online quanto presencialmente?
Esta questão situa-se na interseção de duas grandes ideias. Primeiro, existe o conceito de liderança digital. No passado, ser bom com tecnologia significava saber usar um computador ou um programa específico. Hoje, significa algo muito mais amplo. É a capacidade de guiar um grupo através da mudança, de garantir que a tecnologia ajude as pessoas em vez de as confundir, e de usar dados para compreender o que os estudantes precisam. Segundo, existe o papel do profissional de desenvolvimento juvenil. Estes são os membros do pessoal que não ensinam matemática ou história, mas que ajudam os estudantes a construir caráter, a encontrar a sua voz e a envolver-se com a sua comunidade. Em muitas partes do mundo, incluindo o Vietname, estas funções são frequentemente preenchidas por oficiais das uniões estudantis. Até agora, a maior parte da investigação sobre liderança digital focou-se em professores e reitores universitários, deixando estes líderes estudantis sem um mapa claro de como navegar na era digital.
Uma equipa de investigadores de várias universidades no Vietname propôs-se para preencher esta lacuna. Eles não realizaram um inquérito aos estudantes nem um novo experimento numa sala de aula. Em vez disso, realizaram uma revisão sistemática, que é um método de recolha e leitura cuidadosa de estudos existentes em todo o mundo para ver o que já é conhecido. Analisaram centenas de documentos, incluindo relatórios internacionais sobre educação, estruturas para formação de professores e documentos de políticas de grandes organizações como as Nações Unidas e a Comissão Europeia. Focaram a sua pesquisa na literatura publicada entre 2020 e 2025, um período em que a rápida ascensão da inteligência artificial e da análise de dados remodelou a forma como as escolas operam. Ao tecer estes diferentes fios de conhecimento, os investigadores visaram construir uma imagem única e coerente do que a liderança digital representa para as pessoas que trabalham diretamente com os estudantes fora da sala de aula.
Os investigadores descobriram que a antiga forma de pensar sobre a tecnologia na educação estava incompleta. Durante muito tempo, a suposição era que, se um líder soubesse usar as ferramentas mais recentes, seria digitalmente competente. A revisão sugere que isto já não é suficiente. A nova realidade é que a liderança digital diz menos sobre as ferramentas em si e mais sobre a visão por trás delas. Trata-se de perceber como uma nova aplicação ou um sistema de dados pode ajudar um estudante a sentir-se mais incluído, mais seguro e mais capaz. Os autores argumentam que, para os profissionais de desenvolvimento juvenil, o objetivo não é tornar-se especialistas em TI, mas sim tornar-se líderes que possam usar a tecnologia para aprofundar a conexão humana e promover a cidadania responsável.
A partir desta síntese da investigação global, a equipa propôs um novo modelo especificamente desenhado para os oficiais da União Juvenil nas universidades vietnamitas. Chamam-lhe o Quadro de Competências de Liderança Digital. Não é uma lista rígida de competências técnicas, mas sim um conjunto de seis áreas de capacidade interconectadas que funcionam juntas como partes de um único organismo. A primeira área é a visão estratégica. Isto significa a capacidade de olhar para o quadro geral, de compreender para onde a universidade se dirige no mundo digital e de alinhar as atividades estudantis com essa direção. Trata-se de planear para o futuro em vez de apenas reagir à última tendência.
A segunda área é a comunicação e o envolvimento. Num mundo digital, um líder não pode simplesmente enviar um aviso e esperar que os estudantes apareçam. Deve saber como construir comunidades online, como iniciar conversas que importam e como fazer com que cada estudante sinta que pertence, esteja ele sentado num quarto de alojamento ou numa sala de aula. A terceira área é o uso de dados para apoiar os estudantes. Isto não significa espiar os estudantes, mas sim observar padrões na forma como eles participam para compreender o que precisam. Se um grupo de estudantes estiver com dificuldades de conexão, os dados podem ajudar um líder a perceber o porquê e a ajustar a sua abordagem, mantendo sempre a privacidade e a confiança do estudante no centro.
A quarta área é talvez a mais urgente: a liderança ética na era da inteligência artificial. À medida que as ferramentas de IA se tornam comuns nas escolas, os líderes devem ser capazes de orientar os estudantes sobre como as utilizar de forma responsável. Isto envolve compreender os riscos, tais como o viés em programas informáticos ou a propagação de informações falsas, e ensinar os estudantes a pensar criticamente sobre a tecnologia que utilizam todos os dias. A quinta área é a cidadania digital. Esta é a missão educativa de preparar os jovens para serem bons vizinhos no mundo digital. Significa ensinar-lhes a serem gentis online, a respeitarem os direitos dos outros e a usarem as suas vozes digitais para fazer uma diferença positiva na sociedade.
A área final é a inovação e o impacto comunitário. Isto vai além dos muros do campus. Trata-se de usar ferramentas digitais para resolver problemas do mundo real, para estabelecer parcerias com comunidades locais e para criar projetos que tenham um efeito duradouro. Os investigadores enfatizam que estas seis áreas não são etapas a serem completadas uma a uma. São um sistema. Um líder com uma visão clara utiliza a comunicação para unir os estudantes, utiliza dados para os compreender, aplica a ética para os guiar, ensina-os a serem bons cidadãos e, finalmente, os ajuda a criar algo significativo para o mundo.
O estudo sugere que este quadro oferece uma nova forma de compreender o papel destes oficiais. Em vez de os ver meramente como administradores que gerem clubes estudantis, o quadro posiciona-os como líderes educacionais essenciais que moldam o caráter e o futuro do corpo estudantil. Os autores observam que, no Vietname, onde as políticas nacionais estão a impulsionar uma rápida transformação digital na educação, estes oficiais estão posicionados de forma única para colmatar a lacuna entre a estratégia de alto nível e o quotidiano dos jovens. No entanto, os investigadores são cuidadosos ao afirmar que este quadro é uma proposta, um mapa conceptual baseado no conhecimento existente, e não uma solução comprovada que tenha sido testada no terreno. Eles sugerem que as universidades utilizem este modelo para desenhar programas de formação, atualizar descrições de funções e criar melhores formas de apoiar estes líderes.
As implicações deste trabalho estendem-se para além do Vietname. À medida que as universidades em todo o mundo se tornam mais digitais, as pessoas que apoiam os estudantes fora da sala de aula precisarão de novas competências. O estudo argumenta que investir na liderança digital destes profissionais é tão importante quanto investir em novos computadores ou software. Se uma universidade quer verdadeiramente transformar-se, deve capacitar as pessoas que percorrem os corredores, gerem os clubes e falam com os estudantes todos os dias. Ao dar a estes líderes um conjunto claro de competências, as universidades podem garantir que o futuro digital não seja apenas mais eficiente, mas também mais humano, mais inclusivo e mais focado no crescimento de cada estudante. O caminho a seguir, sugerem os autores, é reconhecer que liderar numa era digital não é dominar a máquina, mas sim dominar a arte de ajudar as pessoas a prosperar ao lado dela.
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