Effectiveness of Dias Repositioning Maneuver Versus Semont Maneuver in Patients With Benign Paroxsymal Positional Vertigo (Pc-bppv): A Comparative Study
Este estudo comparativo de 30 pacientes com vertigem posicional paroxística benigna do canal posterior (VPPB-CP) descobriu que, embora tanto a Manobra de Reposicionamento de Dias quanto a Manobra de Semont tenham melhorado significativamente os sintomas, a manobra de Dias demonstrou eficácia superior na redução da vertigem e da incapacidade em um acompanhamento de uma semana.
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Resumo Técnico: Eficácia da Manobra de Reposicionamento de Dias Versus Manobra de Semont na PC-BPPV
Definição do Problema
A Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) é o transtorno vestibular mais prevalente, caracterizada por vertigem transitória desencadeada por mudanças na posição da cabeça devido ao deslocamento de otocônias que migram para os canais semicirculares, mais comumente o canal posterior (PC-VPPB). Embora as manobras de reposicionamento de canal sejam a terapia de primeira linha padrão, a Manobra de Semont, um tratamento liberatório amplamente utilizado, requer movimentos laterais rápidos e abruptos. Esses movimentos podem induzir ansiedade, náuseas, dor cervical e baixa tolerância, particularmente em idosos ou pacientes com limitações musculoesqueléticas. A Manobra de Reposicionamento de Dias foi introduzida como uma alternativa mais progressiva e controlada, envolvendo sequências em posição supina-sentada. No entanto, a pesquisa clínica comparando a eficácia desta nova técnica de Dias contra a estabelecida Manobra de Semont para PC-VPPB permanece escassa. Este estudo aborda a necessidade de avaliar e comparar a eficácia dessas duas intervenções específicas.
Metodologia
Este estudo comparativo foi conduzido em uma Clínica de Vertigem em Vadodara ao longo de 11 meses com aprovação ética (CTRI/2024/08/072031). Uma amostra de 30 pacientes diagnosticados com PC-VPPB (confirmada via teste de Dix-Hallpike positivo) foi alocada igualmente em dois grupos usando amostragem por conveniência. Os critérios de inclusão incluíram pacientes de 21 a 60 anos de ambos os sexos; os critérios de exclusão cobriram VPPB bilateral, envolvimento de canal não-posterior, outros transtornos vestibulares ou centrais, condições cardiovasculares graves e instabilidade cervical.
- Grupo A (Manobra de Dias, n=15): Os participantes foram submetidos a uma única sessão da Manobra de Reposicionamento de Dias. O protocolo envolveu posicionamento supino com elevação do tórax, extensão do pescoço (20°) e rotação (45°) em direção ao lado afetado por 1 minuto após a cessação do nistagmo. Isso foi seguido por uma rotação da cabeça de 135° em direção ao lado oposto por 2 minutos, concluindo com uma posição sentada mantendo a inclinação e rotação da cabeça.
- Grupo B (Manobra de Semont, n=15): Os participantes foram submetidos a uma única sessão da Manobra de Semont. Isso envolveu movimentos laterais rápidos: rotacionar a cabeça 45° em direção ao lado não afetado, mover-se rapidamente para a posição deitada sobre o lado afetado (mantida por 30 segundos ou até o nistagmo parar), mudar imediatamente para a posição deitada no lado oposto sem alterar a orientação da cabeça (mantida por 30 segundos) e retornar à posição sentada.
Medidas de Desfecho
Os dados foram coletados em três momentos: baseline (pré-intervenção), 1 hora pós-intervenção e 1 semana pós-intervenção. As medidas de desfecho primárias foram:
- Escala de Sintomas de Vertigem – Versão Curta (VSS-SF): Para avaliar a gravidade da vertigem.
- Inventário de Incapacidade por Tontura (DHI): Para avaliar a incapacidade funcional relacionada à tontura.
A análise estatística foi realizada utilizando o SPSS versão 23, utilizando testes t pareados para comparações intra-grupo e testes t independentes para comparações entre grupos, com significância definida como p < 0,05.
Resultos Principais
- Melhorias Intra-Grupo: Ambos os grupos demonstraram melhorias estatisticamente significativas (p < 0,05) tanto nos escores VSS-SF quanto no DHI do baseline para 1 hora pós-intervenção, e de 1 hora para o acompanhamento de 1 semana. Isso indica que ambas as manobras reduziram efetivamente os sintomas de vertigem e a incapacidade.
- Imediatamente Pós-Intervenção (1 hora):
- VSS-SF: O Grupo A (Dias) apresentou uma média de 2,80, enquanto o Grupo B (Semont) apresentou 5,47. A diferença foi estatisticamente significativa (p < 0,05), favorecendo a manobra de Dias para alívio imediato dos sintomas.
- DHI: Nenhuma diferença estatisticamente significativa foi encontrada entre os grupos imediatamente após a intervenção.
- Acompanhamento de Uma Semana:
- VSS-SF: Ambos os grupos atingiram escores baixos (Grupo A: 0,60; Grupo B: 0,73), sem diferença significativa entre eles, sugerindo eficácia semelhante a longo prazo na redução dos sintomas.
- DHI: O Grupo A (Dias) atingiu uma média de 2,53, significativamente menor que o Grupo B (Semont), que foi de 6,27 (p < 0,05). Isso indica que a manobra de Dias resultou em uma redução superior da incapacidade relacionada à tontura no marco de uma semana.
Contribuições e Alegações Principais
O estudo contribui para a literatura ao fornecer dados comparativos diretos entre as manobras de Dias e Semont, uma lacuna anteriormente observada na pesquisa clínica. Os autores alegam que, embora ambas as manobras sejam tratamentos eficazes para PC-VPPB, a Manobra de Reposicionamento de Dias produz resultados relativamente superiores, particularmente na redução dos sintomas de vertigem imediatamente após o tratamento e na redução das classificações de incapacidade no acompanhamento de uma semana.
Significância
Os autores postulam que a manobra de Dias pode ser considerada uma escolha eficaz na prática clínica, oferecendo potencialmente vantagens sobre a manobra de Semont devido à sua natureza progressiva e controlada, o que pode aumentar o conforto e a tolerância do paciente. O estudo sugere que a manobra de Dias pode ser uma alternativa preferencial, especialmente para pacientes que podem ter dificuldade com os movimentos rápidos e abruptos exigidos pela técnica de Semont. No entanto, os autores reconhecem modestamente as limitações, incluindo o pequeno tamanho da amostra (n=30), o uso de amostragem por conveniência, o design de centro único e o curto período de acompanhamento, observando que as taxas de recorrência a longo prazo não foram avaliadas.
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