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Mapping corporate ties between ultra-processed food and petrochemical industries

Este estudo utiliza a análise de redes para revelar que 92% das principais corporações mundiais de alimentos ultraprocessados e petroquímicas estão interconectadas por meio de propriedade, governança e laços políticos, sugerindo que esses profundos relacionamentos corporativos estão dificultando os esforços globais para combater a poluição plástica e transformar os sistemas alimentares.

Autores originais: Joe Yates, Paulo Serôdio, Scott Slater, Phillip Baker, Angela Carriedo, Megan Deeney, Suneetha Kadiyala, Jennifer Lacy-Nichols, Rob Ralston, Benjamin Wood

Publicado 2026-07-31
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Autores originais: Joe Yates, Paulo Serôdio, Scott Slater, Phillip Baker, Angela Carriedo, Megan Deeney, Suneetha Kadiyala, Jennifer Lacy-Nichols, Rob Ralston, Benjamin Wood

Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo

Imagine o mundo dos grandes negócios não como uma coleção de ilhas separadas, mas como uma cidade enorme e movimentada. Nesta cidade, algumas empresas constroem os alimentos que comemos, enquanto outras fabricam os produtos químicos e plásticos usados para embalá-los. Por muito tempo, nos disseram que esses dois grupos são vizinhos que apenas negociam entre si. Mas e se eles não forem apenas vizinhos? E se eles estiverem, na verdade, vivendo na mesma casa, compartilhando a mesma conta bancária e até segurando as mesmas chaves da porta da frente? Esta é a pergunta que pesquisadores estão fazendo no campo da "economia política", que é, basicamente, o estudo de como o dinheiro, o poder e as regras se misturam para moldar nossas vidas. Para entender esta história, você precisa conhecer dois personagens principais: os Alimentos Ultraprocessados (AUPs), que são os lanches açucarados, refrigerantes e refeições prontas que dominaram nossas dietas, e os Petroquímicos, que são as indústrias à base de petróleo que fabricam as embalagens plásticas, o fertilizante para as plantações e os produtos químicos dentro dos alimentos. Nós nos importamos com isso porque esses dois setores estão ligados a alguns dos maiores problemas da Terra hoje: desde a obesidade e doenças cardíacas até as montanhas de plástico que sufocam nossos oceanos. Se esses dois gigantes estão secretamente de mãos dadas atrás das cortinas, isso muda tudo sobre como podemos resolver esses problemas.

Este artigo, intitulado "Mapeando laços corporativos entre as indústrias de alimentos ultraprocessados e petroquímica", atua como um mapa de detetive, revelando o quão profundamente esses dois mundos estão emaranhados. Os pesquisadores, uma equipe de cientistas de universidades e organizações de saúde ao redor do mundo, decidiram investigar as 30 principais empresas de alimentos que fabricam alimentos ultraprocessados e as 50 principais empresas petroquímicas. Eles não olharam apenas para quem compra de quem; eles procuraram por três tipos específicos de "apertos de mão secretos" que unem as empresas: Propriedade (quem possui uma parte da outra?), Governança (as mesmas pessoas ocupam o conselho de administração de ambas?) e Laços Políticos (elas pertencem aos mesmos clubes, grupos de lobby ou iniciativas de sustentabilidade?).

Os resultados desta investigação são impressionantes. De 1.500 combinações possíveis entre essas 80 empresas, eles descobriram que 1.380 delas (isso é 92%) estão conectadas de pelo menos uma forma. É como se quase todo gigante da alimentação tivesse uma linha direta com quase todo gigante químico. A conexão mais comum não foi um chefe compartilhado ou uma fábrica compartilhada, mas sim uma "filiação a um clube" comum. Cerca cerca de 79% desses pares pertencem aos mesmos grupos de interesse, associações comerciais ou iniciativas globais. Pense nisso como dois times de esportes rivais percebendo que ambos são membros do mesmo clube "Bons Vizinhos" e do mesmo comitê de "Planejamento Futuro". Eles também descobriram que 58,5% dos pares compartilham os mesmos acionistas — o que significa que as mesmas grandes firmas de investimento possuem partes tanto da empresa de alimentos quanto da empresa de plástico. Embora menos empresas compartilhem os mesmos membros de conselhos (apenas 2,6% dos pares), as conexões ainda estavam lá, sugerindo uma rede de influência que é muito mais apertada do que se suspeitava.

Os pesquisadores focaram nas "cinco grandes" empresas de alimentos que são as piores infratoras quando o assunto é poluição por plástico: Coca-Cola, PepsiCo, Nestlé, Danone e Unilever. Eles descobriram que esses gigantes estão profundamente inseridos na rede. Por exemplo, a Coca-Cola estava conectada a todas as 50 empresas petroquímicas que estudaram. Até mesmo a empresa de alimentos "menos conectada" entre as cinco principais, a Danone, estava ligada a 47 delas. Essas conexões ocorrem através dos três canais: elas compartilham investidores, às vezes compartilham membros de conselhos e quase sempre compartilham os mesmos grupos de interesse. Na verdade, o estudo descobriu que essas cinco empresas e as gigantes petroquímicas são frequentemente membros dos exatos mesmos 43 grupos de interesse, incluindo grandes iniciativas globais como o Pacto Global da ONU e o Fórum Econômico Mundial.

O artigo argumenta que essa interconexão profunda é uma razão importante para ser tão difícil resolver a crise do plástico. Durante anos, essas empresas de alimentos tentaram dizer ao público: "Nós somos os caras bons; estamos tentando deter a poluição por plástico e somos separados das empresas de petróleo e química". Elas até formaram coalizões para pressionar por regras globais sobre o plástico. No entanto, este estudo sugere que essa separação é uma ilusão. Como compartilham os mesmos proprietários, os mesmos membros de conselhos e os mesmos aliados políticos, as empresas de alimentos e as empresas petroquímicas têm um interesse comum em manter o status quo. Os autores sugerem que, se os governos tentarem taxar bebidas açucaradas ou banir certos plásticos, eles podem estar lutando contra um inimigo muito maior do que imaginam: uma frente unida de ambas as indústrias trabalhando juntas para proteger seus lucros.

Os pesquisadores são cuidadosos ao dizer que, embora tenham mapeado as conexões, não provaram exatamente quanta influência uma empresa tem sobre a outra em cada caso individual. Eles observam que alguns desses laços podem ser passivos, como um banco apenas detendo ações sem tentar controlar a empresa. No entanto, a densidade da rede — onde quase todas as empresas estão ligadas a quase todas as outras através de dinheiro, pessoas ou clubes — sugere um nível de coordenação que torna muito difícil enfrentar essas questões separadamente. O artigo conclui que não podemos resolver o problema do plástico sem também abordar o sistema alimentar, e vice-versa, porque essas duas indústrias estão presas juntas em uma teia complexa de interesses compartilhados que vai muito além de simples transações comerciais.

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