Navigating insider research as a pregnant midwife researching maternity care: an autoethnography to explore challenges and opportunities in qualitative research
Esta autoetnografia examina os desafios e as oportunidades enfrentados por uma parteira grávida conduzindo uma pesquisa de insider em cuidados de maternidade, enfatizando a importância da reflexividade e da orientação para a produção de estudos transparentes e credíveis.
Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo
No mundo da saúde, as pessoas que estudam um sistema são frequentemente as mesmas pessoas que trabalham dentro dele. Isso é conhecido como pesquisa de observador interno (insider research). Imagine um professor estudando como os alunos aprendem em sua própria sala de aula, ou um médico investigando como os pacientes se sentem em relação ao seu tratamento em seu próprio hospital. No campo da obstetrícia, onde profissionais orientam mulheres durante a gravidez e o parto, essa abordagem está se tornando cadaente mais comum. Há um forte incentivo para que as obstetras liderem suas próprias pesquisas, pois elas entendem as realidades cotidianas de seu trabalho melhor do que ninguém. No entanto, quando um pesquisador é também um membro do grupo que está estudando, e talvez até um usuário dos serviços que está observando, a linha entre observador e participante pode se tornar tênue. Isso cria um conjunto único de desafios e oportunidades que podem moldar a qualidade e a honestidade dos achados.
Hannah M. Brennan, uma obstetra e pesquisadora da Universidade de Manchester, explorou esse território complexo examinando sua própria experiência. Ela conduziu um estudo para entender como as obstetras conversam com mulheres grávidas sobre a mudança de seus hábitos de saúde, como dieta ou exercícios. Durante os três meses que passou observando essas conversas em um grande hospital e em clínicas comunitárias, Brennan não era apenas uma pesquisadora; ela também era uma mulher grávida e uma obstetra praticante trabalhando no mesmo conselho hospitalar. Ela manteve um diário detalhado de seus pensos e sentimentos ao longo do processo, utilizando um método chamado autoetnografia. Essa abordagem trata sua história pessoal como o dado primário, permitindo que ela analise como sua identidade dupla influenciou a pesquisa. Ela observou vinte e uma consultas envolvendo trinta e três participantes, registrando as interações para ver como os conselhos de saúde eram realmente entregues.
A jornada não foi isenta de lutas internas. Brennan descobriu que desempenhar dois papéis ao mesmo tempo — obstetra e pesquisadora — às vezes criava um conflência de interesses. Por exemplo, durante uma observação, uma obstetra que ela estava observando teve dificuldade em colher sangue de uma paciente e pediu ajuda. Como obstetra, seu instinto era intervir e ajudar, mas como pesquisadora, ela tinha que permanecer como observadora para manter o estudo ético. Ela teve que recusar educadamente, explicando que seu papel era estritamente observar e registrar, não praticar medicina. Esse momento a deixou sentindo-se culpada, pois queria ajudar sua colega, mas sabia que quebrar seus limites de pesquisa comprometeria o estudo. Ela também teve que pensar cuidadosamente sobre o que vestir. Embora não pudesse usar seu uniforme completo de obstetra devido à sua gravidez, ela escolheu usar scrubs médicos e um crachá hospitalar. Isso a ajudou a parecer uma profissional de saúde, o que gerou confiança com a equipe e os pacientes, mas ela teve que ser muito clara ao se apresentar, afirmando que estava lá como pesquisadora, e não como uma colega de serviço.
Outro obstáculo significativo foi gerenciar suas próprias suposições. Como ela havia trabalhado como obstetra e também fora uma mulher grávida, ela entrou no estudo com ideias fortes sobre como as conversas deveriam ocorrer. Ela assumiu que as obstetras seriam muito apressadas para dar conselhos detalhados e que dependeriam de um roteiro genérico. No entanto, ela percebeu que, se deixasse essas crenças tomarem conta, poderia perder as histórias reais que os dados estavam contando. Para evitar isso, ela fez um esforço consciente para deixar suas expectativas de lado e permitir que as conversas reais guiassem sua análise. Ela também enfrentou preocupações éticas em relação à confiança. Como era uma obstetra conhecida no hospital, alguns membros da equipe poderiam ter se sentido pressionados a participar de seu estudo, temendo que dizer não pudesse afetar seus empregos. Para resolver isso, ela trabalou com o comitê de ética para alterar sua estratégia de recrutamento, garantindo que um membro da equipe administrativa, em vez de Brennan, abordasse os potenciais participantes para pedir sua ajuda. Isso removeu qualquer sensação de coerção e protegeu a natureza voluntária do estudo.
Apesar desses desafios, ser uma observadora interna ofereceu vantagens poderosas que um observador externo não conseguiria replicar facilmente. Seu conhecimento profundo de como o sistema de maternidade funciona permitiu que ela planejasse o estudo de forma mais eficaz. Ela sabia que a consulta de pré-natal, onde a mulher encontra a obstetra pela primeira vez, era o melhor momento para observar discussões sobre hábitos de saúde, pois era a visita de rotina mais longa. Esse insight a ajudou a coletar dados ricos e detalhados. Além disso, sua identidade como obstetra e mulher grávida ajudou a construir um rapport imediato. Quando falava com as obstetras, elas entendiam sua perspectiva sobre o estresse do trabalho. Quando falava com as mulheres grávidas, elas se sentiam confortáveis em compartilhar seus sentimentos porque ela estava passando pela mesma experiência. Esses momentos de conexão compartilhada, como conversar sobre suas gravidezes durante os intervalos, criaram um espaço seguro onde as participantes podiam ser mais abertas e honestas.
O processo também trouxe satisfação pessoal e crescimento profissional. Brennan descobriu que o engajamento na pesquisa permitia que ela visse sua profissão sob uma nova luz. Ela testemunhou momentos de cuidado excepcional, como uma obstetra demonstrando profunda compaixão a uma mulher lutando contra o uso de substâncias. Essas observações serviram como uma oportunidade de aprendizado, lembrando-a do tipo de cuidado que ela desejava proporcionar em sua própria prática. Ela percebeu que a pesquisa poderia ser uma forma de honrar a história da obstetrícia, que começou com mulheres apoiando umas às outras durante o parto. Ao estudar sua própria área, ela sentiu que estava contribuindo para a profissão de forma significativa, encontrando alegria no trabalho e um renovado senso de propósito.
O estudo conclui que, embora a pesquisa de observador interno na obstetrícia apresente dificuldades reais, como navegar por papéis conflitantes e gerenciar vieses pessoais, é uma abordagem valiosa. A chave para o sucesso reside na reflexividade, que é a prática de pensar constantemente sobre a própria influência na pesquisa. Ao ser honesta sobre sua posição, definir claramente seus limites e usar seu conhecimento único para aprofundar sua compreensão, as obstetras pesquisadoras podem produzir trabalhos que sejam tanto críveis quanto profundamente perspicazes. Essa abordagem não elimina os desafios, mas fornece uma estrutura para gerenciá-los, garantindo que a pesquisa permaneça ética e que os achados reflitam verdadeiramente as experiências daqueles envolvidos. À medida que mais obstetras assumem o papel de pesquisadoras, compreender essas dinâmicas será essencial para criar estudos transparentes e de alta qualidade que melhorem o cuidado para mães e bebês.
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