Digitalising Is Not Digitalising for Sustainability: Decomposing the Digital Transformation–ESG Relationship in African Listed Firms
Este estudo de 80 empresas africanas listadas rejeita a hipótese de que a transformação digital possui uma relação não linear em forma de U com o desempenho ESG, demonstrando, em vez disso, que apenas as capacidades digitais explicitamente direcionadas para processos de sustentabilidade impulsionam melhorias no ESG, enquanto a intensidade digital geral, por si só, não tem efeito significativo.
Artigo original sob licença CC BY 4.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/). Esta é uma explicação gerada por IA do artigo abaixo. Não foi escrita nem endossada pelos autores. Para precisão técnica, consulte o artigo original. Ler aviso legal completo
No mundo empresarial moderno, duas forças poderosas estão remodelando a forma como as empresas operam. A primeira é a transformação digital, a adoção abrangente de computadores, softwares e sistemas de dados para gerir um negócio de forma mais eficiente. A segunda é o impulso pelo desempenho ambiental, social e de governança, frequentemente chamado de ESG, que mede o quão bem uma empresa cuida do planeta, trata as suas pessoas e gere a sua liderança. Durante anos, o conhecimento predominante foi o de que estas duas forças trabalham de mãos dadas. A suposição é simples: se uma empresa se tornar melhor a utilizar a tecnologia, tornar-se-á automaticamente melhor em ser sustentável. A lógica é que as ferramentas digitais permitem medições mais precisas da poluição, um melhor rastreio das cadeias de abastecimento e uma maior transparência na prestação de contas. No entanto, a evidência do mundo real tem sido confusa. Alguns estudos mostram uma forte ligação entre tecnologia e sustentabilidade, enquanto outros não mostram ligação alguma, ou até uma negativa. Esta confusão levou os investigadores a questionarem-se se a relação é complicada, talvez começando com um período de transição difícil e dispendioso antes de, eventualmente, trazer resultados.
Uma equipa de investigadores de universidades de Gana e de um banco em Accra decidiu cortar esta confusão, analisando de perto como as empresas africanas estão a utilizar estas ferramentas. Eles recolheram dados de oitenta empresas cotadas em quatro das principais bolsas de valores africanas — África do Sul, Nigéria, Quénia e Gana — acompanhando o seu desempenho ao longo de uma década, de 2015 a 2024. O seu objetivo era testar uma teoria popular que sugere que a relação entre a tecnologia digital e a sustentabilidade segue uma curva em forma de U. Esta teoria postula que, quando as empresas começam a digitalizar-se, as suas pontuações de sustentabilidade podem, de facto, cair devido aos custos e interrupções envolvidos, apenas para subir acentuadamente mais tarde, uma vez que os novos sistemas amadureçam. Para testar isto, os investigadores utilizaram métodos estatísticos rigorosos concebidos para detetar tais curvas, em vez de apenas adivinhar com base em tendências gerais.
O que descobriram foi que a teoria da curva em forma de U simplesmente não se sustenta nestes dados. A relação não é uma curva com uma queda e uma subida; é plana. Quando os investigadores analisaram a quantidade global de tecnologia digital que uma empresa utiliza, não encontraram qualquer ligação com o desempenho dessa empresa em métricas de sustentabilidade. Uma empresa pode ser altamente digital, com sistemas avançados e vastas capacidades de dados, e ainda assim ter um mau registo de responsabilidade ambiental ou social. Este resultado desafia a ideia de que simplesmente comprar mais tecnologia é a chave para se tornar um negócio mais verde e responsável. Os investigadores perceberam que a confusão em estudos anteriores provavelmente veio da forma como mediram a "transformação digital". Ao tratar toda a adoção digital como um único número agrupado, os estudos anteriores misturaram duas coisas muito diferentes: o volume bruto de tecnologia que uma empresa possui e a forma específica como essa tecnologia é utilizada.
Para resolver este enigma, os investigadores dividiram o conceito de transformação digital em duas partes distintas. A primeira parte foi a intensidade digital, que mede quanta tecnologia uma empresa adotou de forma geral. A segunda parte foi a integração digital com fins de sustentabilidade, que mede quanto dessa tecnologia é especificamente direcionada para objetivos de sustentabilidade, tais como o rastreio de emissões de carbono ou a gestão de relações comunitárias. Quando separaram estes dois, o quadro tornou-se claro. O volume bruto de tecnologia, ou intensidade digital, não teve qualquer efeito nas pontuações de sustentabilidade. No entanto, o uso específico da tecnologia para fins de sustentabilidade teve um efeito positivo e poderoso. As empresas que utilizaram deliberadamente as suas ferramentas digitais para gerir processos ambientais e sociais viram melhorias significativas no seu desempenho de sustentabilidade. De facto, uma vez que os investigadores contabilizaram este uso específico, a quantidade geral de tecnologia que uma empresa possuía mostrou, na verdade, um pequeno efeito positivo, sugerindo que as duas funcionam melhor quando a tecnologia é apontada para a direção certa.
O estudo também investigou se fatores externos alteraram estes resultados. É uma crença comum que as empresas que enfrentam altos riscos climáticos, como as dos setores de mineração ou energia, obteriam um maior impulso das ferramentas digitais porque a pressão para agir é tão elevada. Os investigadores descobriram o oposto: para estas empresas de alto risco, a ligação entre a adoção digital geral e a sustentabilidade foi, de facto, mais fraca. Os investigadores sugerem que isto ocorre porque os desafios ambientais para estas empresas são físicos — relacionados com a idade do seu maquinário ou o tipo de combustível que queimam — e não informacionais. As ferramentas digitais podem medir melhor estes problemas, mas não podem consertar o maquinário físico em si. O estudo também analisou se a qualidade das instituições governamentais ou a presença de propriedade estatal alterou o resultado, mas não encontrou evidências de que estes fatores fizessem diferença.
Talvez a descoberta mais surpreendente tenha sido sobre o tempo. A forte ligação entre o uso de tecnologia para a sustentabilidade e um melhor desempenho só existiu no mesmo ano. Quando os investigadores analisaram se os investimentos digitais feitos num ano levaram a melhores pontuações de sustentabilidade no ano seguinte, a ligação desapareceu. Isto sugere que a relação não é uma simples relação de causa e efeito onde a tecnologia é instalada e, com o tempo, produz resultados. Em vez disso, parece que as empresas com um forte compromisso com a sustentabilidade tendem a investir tanto em ferramentas digitais como em objetivos de sustentabilidade ao mesmo tempo. A tecnologia e o desempenho sobem juntos porque são impulsionados pela mesma estratégia subjacente, não porque um produza mecanicamente o outro.
Os investigadores foram cuidadosos ao notar que os seus dados incluíram um número substancial de variáveis que foram geradas sinteticamente para o estudo, em vez de serem recolhidas de registos públicos oficiais ou arquivos. Isto inclui o próprio índice de transformação digital. Por causa disto, os números específicos devem ser vistos como uma demonstração de um método e de como diferentes medições alteram as conclusões, e não como um censo final dos negócios africanos. No entanto, a lógica da sua descoberta é robusta. O estudo conclui que as descobertas contraditórias no campo não se devem a uma curva complexa e não linear, mas sim a um problema de medição. Quando os investigadores misturam o uso geral da tecnologia com o uso específico da tecnologia para o bem, obtêm uma média confusa que esconde a verdade. A história real é que a transformação digital não é uma varinha mágica que melhora automaticamente a sustentabilidade. É uma ferramenta que só funciona quando é intencionalmente direcionada para o problema. Uma empresa pode ser totalmente digital e ainda assim falhar na sustentabilidade se não direcionar o seu poder digital para esses objetivos. Inversamente, quando uma empresa alinha a sua tecnologia com a sua missão de sustentabilidade, os resultados são imediatos e significativos.
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